Navegação

A cabotagem à espera de decisões

<P>Quando a inflação era alta, a navegação de cabotagem, que demora mais do que os outros meios de transporte para entregar as mercadorias, não podia pretender grande desenvolvimento. Hoje, com a inflação em níveis toleráveis, a cabotagem continua sendo descartada pelos transportadores, em ...

Valor Econômico
12/11/2007 22:00
Visualizações: 1255

Quando a inflação era alta, a navegação de cabotagem, que demora mais do que os outros meios de transporte para entregar as mercadorias, não podia pretender grande desenvolvimento. Hoje, com a inflação em níveis toleráveis, a cabotagem continua sendo descartada pelos transportadores, em razão do seu custo elevado. Há anos que se pretende favorecê-la e que se conhecem perfeitamente as medidas que se devem tomar, no entanto o problema continua sem solução por causa da força do lobby da indústria naval.

Agora, fala-se de novo que o governo estaria pronto para arregaçar as mangas em favor do transporte por via marítima.

Num país com 10 mil km de costa, do extremo sul ao extremo norte, a cabotagem deveria ter papel predominante no transporte de mercadorias pesadas e com valor unitário reduzido. No entanto, continua-se a dar prioridade ao transporte rodoviário em estradas de péssima qualidade. A carga transportada por mar (em toneladas-quilômetro) tem, no Brasil, participação de apenas 13,8%, ante 60,2% no Japão, 50,7% na Noruega e 20,5% num país continental como os EUA. Em compensação, o transporte rodoviário conta, em nosso país, com participação de 61,8%, ante 26,5% nos EUA.

A baixa participação do transporte aquaviário no Brasil tem uma única explicação: é caro demais! Isso se deve ao protecionismo dado à indústria naval doméstica e aos poucos armadores que defendem uma reserva de mercado. As correções são conhecidas, falta só a vontade de aplicá-las, pois seus custos são muito inferiores aos que se exigem na construção de rodovias adequadas, e até de estradas de ferro, que permitem transporte mais barato do que nas rodovias, embora mais caro do que por mar.

A primeira medida seria ajudar a indústria naval de cabotagem e garantir que, uma vez consolidada, poderá contar com um protecionismo regulado apenas pela possibilidade de recorrer à contratação de navios estrangeiros (sem a atual tarifa exorbitante que pesa sobre a importação de navios), até chegar a um custo aceitável. Dever-se-ia aceitar a constituição de empresas de cabotagem controladas pelo capital estrangeiro, desde que implantadas no País. Há que rever também as exigências trabalhistas para a cabotagem, que não podem ser as mesmas que no longo curso.

Haveria de se prever um cronograma progressivo para a reforma do sistema atual, favorecendo as empresas que aceitassem recorrer à cabotagem.

Fonte: Valor Econômico

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Etanol
Produtor de cana avança com novas estratégias para reduz...
31/03/26
Firjan
Estado do Rio pode receber mais de R$ 526 bilhões em inv...
31/03/26
Combustíveis
Preço médio do diesel S-10 sobe 14% em março e atinge o ...
31/03/26
iBEM26
No iBEM 2026, Pason destaca apostas da empresa em digita...
31/03/26
Pessoas
Bow-e anuncia Ciro Neto como CEO
31/03/26
Apoio Offshore
SISTAC amplia contrato com Petrobras para manutenção de ...
31/03/26
IBEM26
Encontro internacional de energia vai abrir calendário m...
30/03/26
Biodiversidade
Maior projeto de biodiversidade marinha inicia na região...
30/03/26
Drilling
BRAVA Energia inicia campanha de perfuração em Papa-Terr...
30/03/26
Combustíveis
Etanol recua no indicador semanal e fecha a sexta-feira ...
30/03/26
Diesel
ANP aprova medidas relativas à subvenção ao óleo diesel
29/03/26
Pessoas
Ocyan anuncia seu novo diretor Jurídico e de Governança
29/03/26
Energia Elétrica
USP desenvolve modelos para reduzir curtailment e amplia...
29/03/26
Biocombustíveis
Acelen Renováveis e Dia Mundial da Água: cultivo da maca...
29/03/26
iBEM26
Goldwind avança na Bahia com fábrica em Camaçari e proje...
27/03/26
iBEM26
Bahia apresenta potencial da bioenergia e reforça protag...
27/03/26
Bacia de Campos
Nova descoberta de petróleo no pré-sal da Bacia de Campos
26/03/26
Royalties
Royalties: valores referentes à produção de janeiro para...
26/03/26
IBEM26
Práticas ESG do setor de energias renováveis são destaqu...
26/03/26
IBEM26
Jerônimo Rodrigues destaca potencial da Bahia na transiç...
26/03/26
Bacia de Campos
Petrobras irá investir R$ 25,4 milhões em novos projetos...
26/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23