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Como práticas ESG podem contribuir para uma gestão sustentável? por João Romano

Redação TN Petróleo/Assessoria
06/02/2024 08:59
Como práticas ESG podem contribuir para uma gestão sustentável? por João Romano Imagem: Divulgação Visualizações: 2017

Práticas que priorizam a sustentabilidade, a responsabilidade socioambiental e a transparência estão sendo amplamente adotadas por empresas que buscam desenvolvimento sustentável e geração de valor, não apenas pela ótica do retorno financeiro, mas também a partir do entendimento sobre seus impactos ambientais, sociais e de governança.

Sustentabilidade e ESG (Environmental, Social and Governance) são termos que, embora apontem na mesma direção, têm nuances distintas, já que a sustentabilidade é o objetivo final do desenvolvimento Humano. Ela representa um equilíbrio entre melhorar a qualidade de vida da sociedade, respeitar os limites ambientais do planeta e promover a prosperidade econômica. 

ESG, por sua vez, refere-se a um conjunto de critérios ambientais, sociais e de governança. Esses critérios são usados para avaliar riscos, oportunidades e impactos, com o objetivo de orientar atividades, negócios e investimentos sustentáveis.

Entendida essa diferença, detalho a seguir como essas práticas podem contribuir para uma gestão sustentável na área da saúde, mais especificamente nas Organizações Sociais de Saúde (OSS).

Assegurar a conformidade com leis e normas éticas é fundamental para a sustentabilidade das organizações. À medida que o cenário regulatório evolui, as instituições buscam incessantemente aprimorar seus modelos de governança, visando identificar e coibir comportamentos incongruentes com seus valores, alinhando-se aos códigos de conduta. Esse compromisso não apenas atende a exigências legais, mas também impulsiona uma cultura organizacional ética, refletindo o comprometimento contínuo com a integridade e a responsabilidade.

No CEJAM, criamos um canal de denúncias aberto, confidencial e sigiloso, que garante o anonimato e assegura a não retaliação ao denunciante de boa-fé. É uma via de comunicação a serviço dos colaboradores, prestadores de serviços e comunidade em geral. Estimulamos sua utilização, pois acreditamos que essa ferramenta é importante na prevenção e detecção de desvios de conduta, aprimoramento da gestão e fortalecimento da cultura ética institucional.

O Instituto CEJAM, responsável por coordenar ações de responsabilidade socioambiental do CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim", é um exemplo inspirador e vem reforçando o seu compromisso através de diversas ações.

Entre as principais iniciativas, destacam-se a gestão de resíduos sólidos, eficiência hídrica e energética e criação de ambientes acolhedores e projetos socioambientais voltados para as comunidades próximas, abordando temas como agricultura urbana, arborização e promoção da reciclagem de resíduos.

A melhoria das etapas de gerenciamento de resíduos nas unidades de saúde sob a administração do CEJAM surgiu durante a pandemia, quando ficou evidente a necessidade de adotar práticas mais modernas na área. E, por se tratar de resíduos, todos os setores, colaboradores, terceiros e frequentadores dos serviços de saúde passaram a se engajar nesse processo.

De lá para cá, observamos mudanças de hábitos e cultura em muitos de nossos colaboradores. Percebemos uma relação mais consciente com o setor de compras, optando por adquirir produtos que geram menos resíduos. Além disso, houve uma redução na quantidade de resíduos gerados, incluindo os infectantes, um aumento na separação dos resíduos recicláveis e uma redução da quantidade de resíduos enviados para aterros sanitários.

O Instituto também vem trabalhando ativamente em seu pilar de eficiência energética. A Santa Casa de São Roque, gerenciada em parceria com a prefeitura local, já conta com um sistema de fornecimento de energia elétrica alimentado por fonte solar. Agora, em 2024, a iniciativa será estendida a outras unidades de saúde públicas, em colaboração com a ENEL.

Com a implementação desse projeto, planejamos gerar energia suficiente para manter as unidades de saúde funcionando e fornecer energia limpa para a rede pública, contribuindo, assim, para a redução do consumo de energia proveniente de fontes mais poluentes. 

Entre 2022 e 2023, um plano de gestão sustentável de recursos hídricos em hospitais públicos, como o Hospital Geral de Itapevi e a Santa Casa de São Roque, atingiu a marca de 35% de economia mensal, período em que foram poupados mais de 12 mil metros cúbicos de água.

E mais! Mesmo com a redução do consumo, não houve qualquer impacto negativo na prestação de serviço. Ou seja, a garantia da qualidade do serviço se mantém em consonância com os padrões de biossegurança e controle de infecções, conciliada com a economia dos recursos hídricos. As modificações estruturais, como instalação de economizadores e reuso da água, demonstraram que a sustentabilidade também pode ser economicamente eficiente

Acreditamos que a sustentabilidade é a base para uma saúde robusta e resiliente. No CEJAM, não se trata apenas de práticas ambientalmente conscientes, mas de moldar um futuro em que a saúde, a eficiência financeira e a consciência ambiental coexistam harmoniosamente. Estamos comprometidos em liderar não apenas pelo exemplo, mas pelo impacto positivo que nossas ações têm na saúde das pessoas e do planeta. Juntos, seguimos transformando vidas e construindo um futuro sustentável de cuidado, amor e esperança.

Sobre o autor: João Romano é gerente executivo do CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”)

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