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Vale define entrada da Posco na Companhia Siderúrgica do Pecém

A Posco, maior siderúrgica da Coreia do Sul e uma das maiores do mundo, assinou memorando de entendimento com a Vale e a Dongkuk, estabelecendo as bases da sua entrada na Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). De acordo com a Vale, os próximos passos serão a neg

DCI
05/11/2010 08:03
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A Posco, maior siderúrgica da Coreia do Sul e uma das maiores do mundo, assinou memorando de entendimento com a Vale e a Dongkuk, estabelecendo as bases da sua entrada na Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). De acordo com a Vale, os próximos passos serão a negociação e a assinatura de acordo de acionistas, previstos para o início do próximo ano. Na nova estrutura societária da CSP, a Vale passa a ter 50% do empreendimento, a Dongkuk, 30%, e a Posco, 20%.
 
 
Para o diretor-presidente da Vale, Roger Agnelli, a entrada do novo sócio demonstra o interesse dos investidores internacionais em projetos no Brasil. "Entendemos que o Brasil é o melhor lugar para se produzir aço. Por isso, temos estimulado parcerias com nossos clientes para aumentar a produção no país", afirmou Agnelli, em comunicado oficial.
 
 
A participação da Posco é considerada estratégica ao desenvolvimento do projeto da CSP. "A entrada deste novo sócio agrega ainda mais valor, pois contaremos com a tecnologia e experiência operacional da Posco em usinas siderúrgicas integradas de grande porte", avaliou Aristides Corbellini, diretor de Siderurgia da Vale. A CSP será uma usina integrada e terá capacidade de produção de 3 milhões de toneladas de placas de aço para exportação, podendo chegar a 6 milhões numa segunda fase.
 
 
O acordo entre a Vale e a Posco mostra o interesse de asiáticos na mineração e siderurgia, além de outras transações ligadas ao setor primário da economia brasileira. O pêndulo do crescimento está do lado da Ásia, como disse recentemente o presidente da Vale. "Mas também é preciso que esse pêndulo se movimente. Ele não pode ficar travado, por exemplo, na China", diz o geólogo Luciano de Freitas Borges. Ele afirma que é importante perceber que, no caso da China, não é possível dissociar o país do governo.
 
 
O geólogo acrescenta que "é preciso ficar atento ainda à especialização dos investimentos asiáticos". O Brasil, segundo Borges, deve se beneficiar dos possíveis negócios com os asiáticos e afastar uma eventual "desnacionalização" de bens que pertencem à União.
 
 
Ontem, por exemplo, o governo canadense rejeitou a oferta hostil da BHP Billiton de US$ 38,6 bilhões para comprar a fabricante de fertilizantes canadense Potash. A oferta, se for rejeitada, vai acalmar a crescente oposição da província canadense de Saskatchewan à maior oferta de aquisição do mundo e manterá a Potash, considerada um ativo essencial, nas mãos do Canadá.
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