Energias alternativas

Tarifa menor pode deixar energia solar menos competitiva

Movimento do setor ainda é de queda de preços.

Valor Econômico
24/10/2012 10:18
Visualizações: 1512

 

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, afirmou nesta terça-feira que o pacote de redução das tarifas de energia elétrica, divulgado no mês passado, pode atrasar o barateamento da energia solar no país.
Recentemente a EPE divulgou estudo onde apontava que a energia solar já estava competitiva em alguns locais do país. Mas com a redução das tarifas de energias geradas a partir de outras fontes a solar perde um pouco a competitividade. No entanto, Tolmasquim disse que a energia solar permanece em movimento de queda de preços, com a evolução da tecnologia.
“Agora, quando você baixar o preço da energia, em alguns lugares que ela [energia solar] era competitiva talvez não continue”, disse Tolmasquim, após participar do IV Congresso Brasileiro de Energia, promovido pela Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia (COPPE) da UFRJ. “Mas no ano seguinte, ou um ano depois, talvez ela já volte a ficar [competitiva].”
Segundo o presidente da EPE, no país não há necessidade de se colocar energia solar à disposição com tanta rapidez. Há outras fontes renováveis disponíveis e, de acordo com Tolmasquim, o Brasil pode esperar mais tempo até que a energia solar fique mais competitiva. “Tem um custo antecipar algumas tecnologias sem necessidade.”
O custo atual da energia solar no Brasil é de R$ 400 o megawatt-hora (MWh), na geração centralizada, e quase R$ 600 o MWh, na descentralizada. Segundo o presidente da EPE, pode ser que o órgão faça uma revisão do estudo realizado sobre a viabilidade da implantação da energia solar no país. No entanto, destacou que não é algo que deva ser feito com pressa.
Durante sua apresentação no congresso, Tolmasquim reiterou que o impedimento de construir novas usinas hidrelétricas com reservatórios traz custos adicionais ao sistema elétrico e, portanto, à sociedade. E comparou os reservatórios à caderneta de poupança. “A poupança está ficando pequena para o tamanho do sistema.”
Tolmasquim explicou que recentemente parte do governo tomou a iniciativa de acionar as usinas térmicas antecipadamente. O objetivo é evitar que os reservatórios das hidrelétricas fiquem muito abaixo dos níveis ideais para essa época do ano. Segundo ele, isso tem um custo, mas tem sido necessário. E destacou que a seca neste ano não atingiu níveis alarmantes e o sistema elétrico ainda tem muitas usinas térmicas que podem ser acionadas.
Sobre o avanço da exploração e produção de petróleo, o presidente da EPE afirmou que a descoberta das áreas do pré-sal na última década aconteceram em um momento oportuno. De acordo com ele, o país está melhor preparado agora do que no passado. “Hoje nós temos condições de pegar esse petróleo e construir algo para as gerações futuras”, disse Tolmasquim, para quem o país vive uma situação paradoxal. Segundo ele, o Brasil está “em vias de se tornar um grande exportador de petróleo” e ao mesmo tempo tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, afirmou nesta terça-feira que o pacote de redução das tarifas de energia elétrica, divulgado no mês passado, pode atrasar o barateamento da energia solar no país. Recentemente a EPE divulgou estudo onde apontava que a energia solar já estava competitiva em alguns locais do país. Mas com a redução das tarifas de energias geradas a partir de outras fontes a solar perde um pouco a competitividade. No entanto, Tolmasquim disse que a energia solar permanece em movimento de queda de preços, com a evolução da tecnologia.


“Agora, quando você baixar o preço da energia, em alguns lugares que ela [energia solar] era competitiva talvez não continue”, disse Tolmasquim, após participar do IV Congresso Brasileiro de Energia, promovido pela Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia (COPPE) da UFRJ. “Mas no ano seguinte, ou um ano depois, talvez ela já volte a ficar [competitiva].”


Segundo o presidente da EPE, no país não há necessidade de se colocar energia solar à disposição com tanta rapidez. Há outras fontes renováveis disponíveis e, de acordo com Tolmasquim, o Brasil pode esperar mais tempo até que a energia solar fique mais competitiva. “Tem um custo antecipar algumas tecnologias sem necessidade.”


O custo atual da energia solar no Brasil é de R$ 400 o megawatt-hora (MWh), na geração centralizada, e quase R$ 600 o MWh, na descentralizada. Segundo o presidente da EPE, pode ser que o órgão faça uma revisão do estudo realizado sobre a viabilidade da implantação da energia solar no país. No entanto, destacou que não é algo que deva ser feito com pressa.


Durante sua apresentação no congresso, Tolmasquim reiterou que o impedimento de construir novas usinas hidrelétricas com reservatórios traz custos adicionais ao sistema elétrico e, portanto, à sociedade. E comparou os reservatórios à caderneta de poupança. “A poupança está ficando pequena para o tamanho do sistema.”


Tolmasquim explicou que recentemente parte do governo tomou a iniciativa de acionar as usinas térmicas antecipadamente. O objetivo é evitar que os reservatórios das hidrelétricas fiquem muito abaixo dos níveis ideais para essa época do ano. Segundo ele, isso tem um custo, mas tem sido necessário. E destacou que a seca neste ano não atingiu níveis alarmantes e o sistema elétrico ainda tem muitas usinas térmicas que podem ser acionadas.


Sobre o avanço da exploração e produção de petróleo, o presidente da EPE afirmou que a descoberta das áreas do pré-sal na última década aconteceram em um momento oportuno. De acordo com ele, o país está melhor preparado agora do que no passado. “Hoje nós temos condições de pegar esse petróleo e construir algo para as gerações futuras”, disse Tolmasquim, para quem o país vive uma situação paradoxal. Segundo ele, o Brasil está “em vias de se tornar um grande exportador de petróleo” e ao mesmo tempo tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo.

 

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