Estudo

Subsídios ao consumo de energia no mundo chegam a US$ 2 trilhões

Relatório é do FMI.

Valor Econômico
28/03/2013 10:10
Visualizações: 1665

 

Os subsídios para o consumo de energia são um problema “em praticamente todos os países do mundo”, afirma estudo divulgado na quarta-feira (28) pelo Fundo Monetário Internacional. Segundo o relatório, mesmo quando os países cobram impostos sobre energia, eles raramente são altos o suficiente para dar conta de todos os efeitos causados pelo consumo energético excessivo, incluindo os impactos negativos sobre o ambiente. “Com base num banco de dados de 176 países, nós estimamos que os subsídios em 2011 totalizaram US$ 1,9 trilhão, o equivalente a cerca de 2,5% do PIB global, ou 8% de todas as receitas governamentais”, diz o diretor do Departamento de Assuntos Fiscais do FMI, Carlo Cottarelli, num documento divulgado nesta quarta-feira pela instituição.
Para ele, como os subsídios são amplos e custosos, há espaço para reformá-los não apenas nos países em desenvolvimento, mas também nas economias avançadas. Os três países que mais subsidiam são EUA, com US$ 502 bilhões, China, com US$ 279 bilhões, e Rússia, com US$ 116 bilhões. Essa conta inclui o que o FMI chama de subsídios “pós-impostos”, que englobam os impactos negativos causados pelo consumo de energia sobre toda a economia, como o aumento da poluição não devidamente compensado por tributos, diz Cottarelli.  Do total de US$ 1,9 trilhão, as economias avançadas respondem por cerca de 40%, enquanto exportadores de petróleo são responsáveis por algo como um terço.
“Remover esses subsídios poderia levar a uma redução de 13% nas emissões de gás carbônico e gerar um impacto positivo pela redução da demanda global de energia”, diz o relatório. Os subsídios “antes dos impostos” somaram US$ 480 bilhões - são aqueles que, segundo o FMI, aparecem quando os preços pagos pelo consumidor estão abaixo dos custos de oferta de energia. Isso costuma ocorrer em países que são grandes exportadores de petróleo.
Na América Latina, quem mais gasta com subsídios energéticos como proporção do PIB são o Equador e a Venezuela. Em 2011, os subsídios equatorianos “pós-impostos” para derivados de petróleo chegaram ao equivalente a 9,7% do PIB e a Venezuela, a pouco mais de 8% do PIB. O número no Brasil é pouco expressivo: 0,06% do PIB no caso dos derivados de petróleo, 0,07% do PIB no gás natural e 0,07% do PIB no caso do carvão. Não há estimativa para eletricidade.
Para o FMI, eliminar os subsídios para o consumo de energia não é impossível. “Nosso estudo olha, em especial, para as reformas ocorridas em 19 países, cobrindo um número de casos em que os governos tentam reduzir subsídios “antes dos impostos”.
Segundo Cottarelli, há seis elementos fundamentais para o sucesso dessa estratégia: 1) implementar um amplo plano de reformas, que deve definir objetivos claros de longo prazo, como atingir a liberalização total dos preços e melhorar a qualidade do serviço; 2) uma estratégia ampla de comunicação e consulta; 3) Uma sequência apropriada de aumento de preços, que permita às famílias e consumidores ajustar o consumo de energia; 4) adotar medidas para proteger os mais pobres; 5) Melhorar a eficiência de empresas estatais e ajudá-las a reduzir a sua carga fiscal; e 6) despolitizar a fixação de preços de energia, o que é importante para fazer as reformas duradouras.
Para os países desenvolvidos, um aumento dos impostos sobre energia pode ser um fator importante nos planos de consolidação fiscal que são necessários, num cenário em que a dívida pública aumentou para níveis historicamente quase sem precedentes, diz Cottarelli.

Os subsídios para o consumo de energia são um problema “em praticamente todos os países do mundo”, afirma estudo divulgado na quarta-feira (28) pelo Fundo Monetário Internacional. Segundo o relatório, mesmo quando os países cobram impostos sobre energia, eles raramente são altos o suficiente para dar conta de todos os efeitos causados pelo consumo energético excessivo, incluindo os impactos negativos sobre o ambiente. “Com base num banco de dados de 176 países, nós estimamos que os subsídios em 2011 totalizaram US$ 1,9 trilhão, o equivalente a cerca de 2,5% do PIB global, ou 8% de todas as receitas governamentais”, diz o diretor do Departamento de Assuntos Fiscais do FMI, Carlo Cottarelli, num documento divulgado nesta quarta-feira pela instituição.


Para ele, como os subsídios são amplos e custosos, há espaço para reformá-los não apenas nos países em desenvolvimento, mas também nas economias avançadas. Os três países que mais subsidiam são EUA, com US$ 502 bilhões, China, com US$ 279 bilhões, e Rússia, com US$ 116 bilhões. Essa conta inclui o que o FMI chama de subsídios “pós-impostos”, que englobam os impactos negativos causados pelo consumo de energia sobre toda a economia, como o aumento da poluição não devidamente compensado por tributos, diz Cottarelli.  Do total de US$ 1,9 trilhão, as economias avançadas respondem por cerca de 40%, enquanto exportadores de petróleo são responsáveis por algo como um terço.


“Remover esses subsídios poderia levar a uma redução de 13% nas emissões de gás carbônico e gerar um impacto positivo pela redução da demanda global de energia”, diz o relatório. Os subsídios “antes dos impostos” somaram US$ 480 bilhões - são aqueles que, segundo o FMI, aparecem quando os preços pagos pelo consumidor estão abaixo dos custos de oferta de energia. Isso costuma ocorrer em países que são grandes exportadores de petróleo.


Na América Latina, quem mais gasta com subsídios energéticos como proporção do PIB são o Equador e a Venezuela. Em 2011, os subsídios equatorianos “pós-impostos” para derivados de petróleo chegaram ao equivalente a 9,7% do PIB e a Venezuela, a pouco mais de 8% do PIB. O número no Brasil é pouco expressivo: 0,06% do PIB no caso dos derivados de petróleo, 0,07% do PIB no gás natural e 0,07% do PIB no caso do carvão. Não há estimativa para eletricidade.


Para o FMI, eliminar os subsídios para o consumo de energia não é impossível. “Nosso estudo olha, em especial, para as reformas ocorridas em 19 países, cobrindo um número de casos em que os governos tentam reduzir subsídios “antes dos impostos”.


Segundo Cottarelli, há seis elementos fundamentais para o sucesso dessa estratégia: 1) implementar um amplo plano de reformas, que deve definir objetivos claros de longo prazo, como atingir a liberalização total dos preços e melhorar a qualidade do serviço; 2) uma estratégia ampla de comunicação e consulta; 3) Uma sequência apropriada de aumento de preços, que permita às famílias e consumidores ajustar o consumo de energia; 4) adotar medidas para proteger os mais pobres; 5) Melhorar a eficiência de empresas estatais e ajudá-las a reduzir a sua carga fiscal; e 6) despolitizar a fixação de preços de energia, o que é importante para fazer as reformas duradouras.


Para os países desenvolvidos, um aumento dos impostos sobre energia pode ser um fator importante nos planos de consolidação fiscal que são necessários, num cenário em que a dívida pública aumentou para níveis historicamente quase sem precedentes, diz Cottarelli.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Aviação
IBP promove fórum sobre SAF para debater a implementação...
15/06/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas está com as inscrições abertas
15/06/26
Gestão
Petróleo, gás e energia lideram troca de CEOs no Ibovesp...
15/06/26
Energia Elétrica
Expansão de data centers pressiona infraestrutura energé...
15/06/26
Combustível
Etanol encerra a semana em alta e com reação diante do a...
15/06/26
Gás Natural
ANP concede prazo para adequação de importadores a resol...
12/06/26
E&P
ANP divulga Calendário Estratégico Unificado de Avaliaçõ...
12/06/26
Combustíveis
ANP toma medidas para priorizar ações de respostas a imp...
12/06/26
Aviação
IBP promove fórum sobre SAF para debater a implementação...
12/06/26
GLP
Sindigás: ANP paralisa "reforma do GLP" e acena com caut...
12/06/26
Biometano
Orizon conclui incorporação da Vital e cria líder latino...
12/06/26
Manaus
Distribuidoras apoiam parecer da AGU que recomenda suspe...
12/06/26
Transição Energética
IBP debate protagonismo de São Paulo no mercado de energia
11/06/26
Etanol de milho
Atvos recebe Licença de Instalação para sua primeira uni...
10/06/26
Aviação
Acelen Renováveis e IATA firmam parceria para impulsiona...
10/06/26
Evento
Fenasucro & Agrocana 2026 aprimora rastreabilidade de em...
10/06/26
Meio Ambiente
Constellation apoia restauração de recifes de coral no N...
10/06/26
Parceria
MME promove nova rodada de debate sobre a Estratégia Nac...
09/06/26
Etanol
Preço do hidratado cai pela 2ª semana consecutiva
09/06/26
BOGE 2026
Smart Control ganha destaque na Bahia Oil & Gas Energy 2...
08/06/26
Investimentos
Mar aberto para o crescimento: investimentos impulsionam...
08/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.