Royalties

Senadores unem-se em busca de acordo sobre royalties do pré-sal

O acordo sobre a redistribuição dos royalties do petróleo pode estar próximo: um grupo de senadores representantes de estados produtores e não produtores tem-se reunido para buscar uma solução que possa ser apresentada até dia 5 de outubro, data prevista para a votação do veto presidencial

Agência Brasil
05/09/2011 09:38
Visualizações: 1139
O acordo sobre a redistribuição dos royalties do petróleo pode estar próximo: um grupo de senadores representantes de estados produtores e não produtores tem-se reunido para buscar uma solução que possa ser apresentada até dia 5 de outubro, data prevista para a votação do veto presidencial que impediu o repasse de royalties a estados não produtores.

Os senadores que integram o grupo estão trabalhando e já conseguiram consenso sobre uma nova divisão dos royalties que inclui todos os estados do país para áreas que serão licitadas a partir de agora. Há, porém, discordâncias no que diz respeito às áreas do pré-sal que já foram licitadas, sob o modelo de concessão. Para o senador Delcídio Amaral (PT-MS), não é possível mexer em contratos que já estão em vigor, e os royalties desses campos devem mesmo ficar só para os estados onde eles estão situados.

Segundo Delcídio, o que já está contratado, dificilmente pode ser alterado. “Há campos que têm o pós-sal a cerca de 2.200 metros (m) de profundidade, e o pré-sal, de 6.000 m a 8.000m. Muitos campos que já foram licitados estão explorando o pós-sal e depois vão explorar o pré-sal. O que foi contratado antes não dá para mexer”, explicou o senador.

Já o senador Walter Pinheiro (PT-BA) acredita que é possível incluir essas áreas do pré-sal no novo modelo de distribuição. Para ele, os estados não produtores deverão abrir mão dos royalties que ainda serão pagos sobre áreas do pós-sal, mas não podem deixar de lado o que for recolhido sobre o pré-sal. “As áreas já licitadas do pré-sal não compõem a chamada volta ao passado”, alega Pinheiro. “Se as áreas já licitadas não entrarem [no acordo] nós vamos para o veto”, reafirmou.

Para o parlamentar baiano, ainda é possível convencer o governo a arcar com parte dos prejuízos que os estados produtores terão com a redistribuição. Para isso, diz Pinheiro, o grupo de senadores já procurou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e deve se reunir em breve com o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.

Eles trabalham em cima de três propostas: uma defendida pelos não produtores, representados pelo senador Wellington Dias (PT-PI), outra pelos produtores, cujo projeto é do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), e o projeto de lei do Poder Executivo, encaminhado no ano passado à Câmara dos Deputados pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O projeto apresentado pelo senador Wellington Dias (PT-PI) redistribui os royalties sobre todos os campos, de acordo com critérios dos fundos de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM). A proposta do senador Francisco Dornelles (PP-RJ) prevê aumento da participação especial nos campos com maior produtividade e que o excedente seja distribuído a estados e municípios não produtores.

Já o projeto do Executivo prevê várias tabelas para a distribuição dos royalties e inclui como o local em que o campo está situado, o tipo de exploração e a divisão dos fundos de Participação dos Estados e Municípios. Nesse caso, a maior fatia ainda ficaria com os estados e municípios produtores ou que sejam afetados pela exploração do petróleo.

Apesar de ainda existirem divergências, os dois senadores concordam que a votação do veto presidencial é a pior alternativa a ser seguida. Os dois concordam que, se o veto for posto em votação, será derrubado e o assunto deverá ser judicializado. Com isso, os recursos não seriam repassados para ninguém até que a controvérsia seja resolvida.

O chamado veto dos royalties é referente a uma emenda apresentada na Câmara pelos deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG), encampada no Senado por Pedro Simon (PMDB-RS) e aprovada junto com o marco regulatório do pré-sal. A emenda prevê a distribuição igualitária dos royalties do petróleo a todos os estados e municípios, inclusive de campos já licitados.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Crise
Conflito entre EUA e Irã: alta do petróleo pressiona cus...
20/03/26
P&D
Pesquisadores da Coppe desenvolvem técnica inovadora par...
20/03/26
Leilão
TBG avalia como positivo resultado do LRCAP 2026 e desta...
20/03/26
Macaé Energy
Lumina Group marca presença na Macaé Energy 2026
20/03/26
Resultado
Gasmig encerra 2025 com lucro líquido de R$ 515 milhões ...
20/03/26
Combustíveis
Fiscalização nacional alcança São Paulo e amplia ações s...
20/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 encerra com público recorde de 15 mil ...
19/03/26
Exportações
Firjan manifesta preocupação com a oneração das exportaç...
19/03/26
Energia Solar
Newave Energia e Gerdau inauguram Complexo Solar de Barr...
19/03/26
Combustíveis
Diesel chega a R$ 7,17 com conflito entre EUA e Irã, apo...
19/03/26
Petrobras
Museu do Petróleo e Novas Energias irá funcionar no préd...
19/03/26
Pesquisa e Inovação
MODEC impulsiona inovação e P&D com ideias que apontam o...
19/03/26
Etanol
Geopolítica e energia redesenham o papel do etanol no ce...
19/03/26
Energia Elétrica
Copel vence leilão federal e vai aumentar em 33% a capac...
19/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy: debates focam no papel estratégico do gás ...
18/03/26
Economia
Firjan vê início da queda da Selic como positivo para a ...
18/03/26
Internacional
Petrobras confirma nova descoberta de gás na Colômbia
18/03/26
Publicações
IBP fortalece editora institucional, amplia publicações ...
18/03/26
Macaé Energy
Acro Cabos de Aço participa da Macaé Energy 2026
18/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 consolida município como capital nacio...
17/03/26
Macaé Energy
Com recorde de público, feira e congresso do Macaé Energ...
17/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23