Termelétrica

São Paulo quer promover a inserção de termoelétricas a gás natural nos grandes centros de consumo do país

Secretaria de Energia e Mineração de Sãp Paulo
22/07/2016 15:33
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O secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, João Carlos Meirelles, apresentou na quinta-feira, 21 de julho, no Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Minas e Energia (FME), em Curitiba, o tema apresentado no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que coloca o gás natural como insumo de transição para as energias renováveis e garantia de segurança energética nos grandes centros do Brasil. Meirelles é o representante do FME no CNPE.

“O Brasil, com a extensão continental que possui, conta com grandes linhas de transmissão, que transportam a energia de diversas regiões para os grandes centros consumidores. Para que falhas do sistema de transmissão não impactem em interrupções de energia, é preciso que os estados gerem sua eletricidade nas regiões com alta demanda energética. Para produzir essa energia em larga escala a única alternativa neste momento é construir termelétricas a gás natural”, explica Meirelles.

Para ampliar a oferta de gás, Meirelles defende também assuntos que estão em tramitação na Agência Nacional do Petróleo (ANP), principalmente a sessão de capacidade dos dutos da Petrobrás, o livre acesso aos dutos e a troca operacional de gás, conhecida como swap de gás.

Os estados do Sul do país contam com a proximidade de Itaipu e com termelétricas a carvão, mas projetos que envolvam gás natural também estão em andamento. “Precisamos ter no Brasil mais polos de regaseificação de gás natural para que esse insumo se torne ainda mais forte nos próximos 25 anos, até a consolidação das energias renováveis na matriz energética nacional”, destacou Meirelles.

A inclusão de novas termelétricas a gás natural na base do sistema elétrico, já é pauta em São Paulo, que tem projeto para a construção de duas termelétricas a gás na sede da Empresa Metropolitana de Águas e Energia – Emae, na capital paulista.

A Emae assinou em março de 2016 memorando de entendimentos com as empresas AES Tietê e Siemens/Gasen para o desenvolvimento de projetos de construção, implantação e operação de usinas termoelétricas a gás natural. O futuro empreendimento terá até 1.500 MW de potência, investimento de R$ 6 bilhões e utilizará 6 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

A área de 120 mil metros quadrados da Emae é considerada estratégica em função de sua localização. Além de estar em um dos principais centros de carga do país, os terrenos estão próximos aos pontos de conexão com sistemas de transmissão elétrica em 88kV, 230kV e 345kV e ao gasoduto, facilitando a distribuição da energia na rede e o acesso do gás natural para geração.

A região também é estratégica devido à disponibilidade de fontes para captação de água (Canal Pinheiros e Reservatório Billings) para os sistemas de refrigeração, condensação, caldeira e serviços em geral e a presença de outra usina termelétrica, já em operação no local.

Na reunião do FME também serão discutidas os temas: Panorama Energético do Paraná; Leilões Regionais e por Fonte de Energia; Linhas de Financiamento do BID para Eficiência Energética e Energias Renováveis; e as apresentações dos Grupos Técnicos de Gás Natural e de Mineração.

Gás na geração distribuída

O Estado de São Paulo também está fomentando grandes unidades consumidoras de energia a promoverem a geração distribuída (GD), com a substituição da energia elétrica da rede por energia gerada por gás natural e fotovoltaica, com isso as empresas distribuidoras podem utilizar a eletricidade para ampliar o fornecimento a clientes locais.

Duas unidades paulistas estão com o projeto em andamento. O Instituto Butantan, maior produtora de vacinas do hemisfério sul do planeta, e o complexo hospitalar do Hospital das Clínicas, que conta com um consumo de energia equivalente ao de uma cidade de 50 mil habitantes, estão trabalhando com a Secretaria de Energia e Mineração, AES Eletropaulo e Comgás na implantação de sistemas de cogeração a gás, produção de vapor, armazenamento de energia, usina solar fotovoltaica e modernização dos sistemas de ar condicionado e iluminação interna e externa.

Com a instalação do projeto, o Instituto Butantan deverá ter uma economia de 34% na conta de luz. Com essa redução, o órgão abaterá o investimento de cerca de R$ 15 milhões em 40 meses.

A implantação da solução energética no complexo do HC, que custará R$ 82 milhões às empresas privadas, proporcionará uma redução da demanda de energia de 28%, dos atuais 15,2 MW para 10,9 MW. Além disso, serão eliminados os 70 geradores que totalizam um armazenamento de 43 mil litros de diesel e os 500 aparelhos de ar condicionado antigos pelos de alta eficiência a gás natural.

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