Empresas

Romi prevê crescimento mais lento em 2011

A fabricante de máquinas e equipamentos Romi anunciou ontem uma estimativa de desaceleração no ritmo de crescimento em 2011, depois de informar, um dia antes, um lucro de R$ 25,2 milhões no terceiro trimestre, seu melhor resultado desde o início da crise financ

Valor Econômico
28/10/2010 07:50
Visualizações: 174
A fabricante de máquinas e equipamentos Romi anunciou ontem uma estimativa de desaceleração no ritmo de crescimento em 2011, depois de informar, um dia antes, um lucro de R$ 25,2 milhões no terceiro trimestre, seu melhor resultado desde o início da crise financeira mundial.
 
 
No mesmo trimestre do ano passado, o lucro foi de R$ 2,9 milhões. Em setembro de 2008, quando quebrou o banco Lehman Brothers, a Romi fechou os três meses com um ganho de R$ 37,1 milhões.
 
 
Segundo o presidente da empresa, Livaldo Aguiar dos Santos, a empresa passa por um momento de inflexão para taxas de crescimento "normais", depois de se recuperar do tombo provocado por impactos da crise financeira nos negócios.
 
 
Nas estimativas da empresa, a receita líquida deverá evoluir dentro de uma faixa de 10% a 20% no ano que vem, após uma expansão de 35% a 40% prevista para 2010.
 
 
No trimestre, a receita de vendas foi de R$ 169,5 milhões, avanço de 39%. Nos nove meses, o aumento de vendas foi de 60%, chegando a R$ 482,3 milhões, como resultado da retomada dos investimentos em capital produtivo no país e da maior confiança das empresas em desenvolver novos projetos de expansão de capacidade.
 
 
Já a margem para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização deverá ficar entre 12% e 18% em 2011. Até setembro, essa margem ficou em 15% e a expectativa é que feche o ano dentro da banda de 14% a 17%.
 
 
A meta leva em conta uma pressão sobre os custos em decorrência do acordo de reajuste salarial, que deverá ser refletida a partir do último trimestre deste ano.
 
 
A empresa de Santa Bárbara d'Oeste (SP) preferiu trabalhar com maior elasticidade em suas metas operacionais para 2011, em razão de dúvidas sobre o ambiente de competitividade no período. As incertezas residem na continuidade durante o próximo governo dos estímulos a financiamentos de bens de capital e no comportamento do câmbio. A aposta da Romi é de uma cotação média do dólar de R$ 1,70 em 2011, além de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,5%.
 
 
Apesar das pressões sobre a competitividade da indústria brasileira, que levam alguns representantes do setor a falar sobre um processo de desindustrialização no país, a Romi diz que parte do princípio de que vai manter ou mesmo ampliar suas participações de mercado no Brasil e no exterior.
 
 
"A desindustrialização nos preocupa porque os clientes daqui podem deixar de existir e de comprar nossos produtos. Mas somos 'players' maduros e, se não vendermos aqui, vamos vender em outro local", afirma Santos.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.