Mercado

Petróleo retoma preços máximos

Expansión
12/08/2004 00:00
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Os contratos de petróleo em Londres e Nova Iorque retomam as altas com força. As cotações haviam mostrado queda nas primeiras horas, no entanto, as tensões no mercado aumentar. O Brante registra o máximo de US$ 42 o barril.
A referência européia de petróleo, o Brent, marca novos valores históricos durante o dia, em US$ 42 o barril. Por enquanto, o contrato ganha 0,79% até os US$ 41,90 o barril. Nesta quarta-feira (11/08) o contrato alcançou um fechamento histórico em US$ 41,57. Na sessão de hoje, o mínimo do Brent foi US$ 41,72. 
O futuro do WTI, referência energética da América, elimina perdas iniciais e retoma a tendência de alta. O contrato ganha 0,11% até os US$ 44,85 por barril. Ontem, o futuro fechou em US$ 44,80, seu máximo fechamento desde a segunda-feira passada. De maneira anual, o petróleo acumula um incremento próximo a 40% em sua cotação.
Esta semana, o WTI baixou dos US$ 44 e os analistas consideram que no curto prazo poderia alcançar os US$ 50. Na terça-feira passada, alancou o máximo de US$ 45,04, seu maior nível desde que começou a cotizar em 1983.

Tormenta no Golfo - À espera da evolução dos fenômenos meteorológicos no Golfo de México e o Caribe, os investidores se mantêm na expectativa. As cotações retomam as altas depois de que ontem se mantive a conquista dos novos máximos. Nas primeiras horas de negociação foram contabilizados retrocessos.
A tormenta que se encontra no Golfo do Méximo reduziu as exportações da zona, no entanto, os mercados relacionaram com calma a espera do incremento da oferta no mercado e a diminuição na demanda de petróleo pela desaceleração prevista na economia. Esta zona representa para os Estados Unidos um 25% de seu abastecimento energético.
De qualquer forma, os investidores estarão atentos à evolução da tormenta Bonnie e o furacão Charley, que se encontra no Caribe e amanhã alcançará a Flórica. O Governador do Texas declarou o estado de emergência à espera de que os fenômenos meteorológicos cheguem à zona. Por enquanto, companhias petroleiras com a Royal Dutch/Shell, BP, Exxon Mobil e Maraton Oil esvaziaram suas instalações.
Os inventarios nos Estados Unidos mostraram um decréscimo considerável na semana terminada no dia 6 de agosto. Os armazéns de óleo cru caíram 3,4 milhõs de barris, até os 294,3 milhões, segundo informou o Departamento de Energia. Esta foi a maior queda desde a primeira semana de janeiro do 2004. O descenso também superou as previsões dos analistas em 950 mil barris.


Demanda e Oferta - No dia de ontem, as cotações vieram pressionadas para a alta pela previsão da Agencia Internacional de Energia de um aumento de 1% na demanda diária de petróleo, sustentada pelo incremento nos Estados Unidos e China. Segundo a agência, a demanda diária alcançará os 82,2 milhões de barris, 700 mil mmais do que os prognósticos de julho.
Diante da continua ameaça de interrupções na oferta de petróleo, Arábia Saudita comentou que está pronta para fazer frente à crescente demanda. O ministro de petróleo saudita, Ali al-Naimi, indicou que o país está preparado apra aumentar sua oferta em 1,3 milhões de barris de forma imediata.
Por outra parte, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). que aumentou em duas ocasições sua oferta de petróleo no ano para reduzir as cotações, este próximo mês discutirá em Viena as possibilidades de expandir sua capacidade de produção. A organização se viu limitada para regular os incrementos no preço do "ouro negro".

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