Energia elétrica

Petrobras faz primeira entrega de GNL para termelétricas

A Petrobras realizou a primeira entrega de gás natural liquefeito (GNL) para geração de energia elétrica no país. As usinas que receberam o gás natural foram a Termoceará, da Petrobras, e a Termofortaleza, da Endesa. A regaseificação foi realizada no terminal de GNL de Pecém (CE), operado

Agência Petrobras
28/01/2009 08:31
Petrobras faz primeira entrega de GNL para termelétricas Visualizações: 561

A Petrobras realizou, de 18 a 26  últimos, a primeira entrega de gás natural liquefeito (GNL) para geração de energia elétrica no país. As usinas que receberam o gás natural foram a Termoceará, unidade da Petrobras, e a Termofortaleza, de propriedade da Endesa. A regaseificação foi realizada no terminal de GNL de Pecém (CE), operado pela Transpetro.

 

A primeira unidade tem capacidade para produzir 220 MW, consumindo 1,4 milhão de m³/dia; e a segunda, 346 MW, com 1,55 milhão de m³/dia. Durante esses nove dias, as termelétricas geraram 105 MW (Termoceará) e 162 MW médios (Termofortaleza), tendo registrado picos de geração de 220 MW e 339 MW, respectivamente, decorrentes das maiores vazões de GNL regaseificado.

 

A regaseificação foi realizada no terminal de GNL de Pecém (CE), operado pela Transpetro. A carga de GNL estava armazenada no navio Golar Spirit, primeiro no mundo convertido para armazenar e regaseificar GNL a bordo. Esta foi a primeira vez que o navio, tipo FSRV - Floating Storage and Regaseification Vessel, realizou a regaseificação de GNL.

 

Após o processo de transformação do GNL para o estado gasoso, o gás natural foi transferido, durante nove dias sem interrupção, do navio - por meio de braço de transferência de gás natural comprimido (GNC - 100 kgf/cm²) instalado no terminal - para um gasoduto de 22,5 km de extensão, construído para interligar o terminal de GNL ao gasoduto Guamaré - Pecém (Gasfor). A obra do gasoduto de interligação do terminal ao Gasfor foi realizada em paralelo à construção do terminal de GNL.

 

A regaseificação foi a principal etapa dos testes pelos quais o terminal de GNL de Pecém foi submetido ao longo da sua construção e comissionamento. O terminal tem capacidade para regaseificar 7 milhões de metros cúbicos/dia. Todas as atividades foram realizadas seguindo rigorosos padrões internacionais de segurança operacional.

 

Durante nove dias (de 18 a 26 de janeiro), a planta de regaseificação, instalada a bordo do Golar Spirit, operou em diferentes níveis de vazão do volume de GNL regaseificado. Nesse período, a Termoceará e a Termofortaleza estiveram disponíveis em toda a sua capacidade, modulando a quantidade de energia elétrica gerada a partir do volume de gás natural enviado pelo terminal.

 

O gás natural regaseificado em Pecém esteve dentro dos padrões de qualidade exigidos pela norma brasileira (Resolução ANP nº 16/2008). No dia 19 de janeiro, foi realizada a coleta e análise de qualidade do gás natural, comprovando a sua adequação para uso em qualquer segmento de mercado (térmico e não-térmico). Os resultados foram enviados à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

 

A inserção de GNL no Brasil garante maior flexibilidade e segurança na oferta de gás natural aos mercados térmico e não-térmico, ao prover o país de novas fontes de suprimento do produto. O GNL será utilizado para atender, prioritariamente, às usinas termelétricas (UTEs).

 

Saiba mais sobre o GNL

 

Como o nome sugere, gás natural liquefeito (GNL) é o gás natural (GN) no estado líquido. A liquefação (passagem do estado gasoso para o estado líquido) acontece após o resfriamento do produto à temperatura de 162º C negativos. Assim, o gás natural tem seu volume reduzido cerca de 600 vezes, o que facilita o transporte. Para voltar à forma gasosa, o gás natural é submetido a um processo físico de regaseificação, que aumenta a temperatura do gás na fase líquida, fazendo com que o produto retorne ao estado gasoso.

 

A primeira unidade tem capacidade para produzir 220 MW, consumindo 1,4 milhão de m³/dia; e a segunda, 346 MW, com 1,55 milhão de m³/dia. Durante esses nove dias, as termelétricas geraram 105 MW (Termoceará) e 162 MW médios (Termofortaleza), tendo registrado picos de geração de 220 MW e 339 MW, respectivamente, decorrentes das maiores vazões de GNL regaseificado.

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