Pré-Sal

Petrobras fará gasoduto entre Tupi e o continente

A Petrobras vai construir um gasoduto ligando o campo de Tupi, no pré-sal, ao campo de Mexilhão (Bacia de Santos) que, por sua vez, estará conectado ao continente por outro gasoduto e daí à rede instalada no país. A obra faz parte da estratégia para d

Folha de São Paulo
23/09/2009 06:52
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A Petrobras vai construir um gasoduto ligando o campo de Tupi, no pré-sal, ao campo de Mexilhão (Bacia de Santos) que, por sua vez, estará conectado ao continente por outro gasoduto e daí à rede instalada no país. A obra faz parte da estratégia para dar um destino comercial ao gás que será produzido junto com a extração de petróleo em alto mar.

 

Ontem, em seminário sobre o assunto, o presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, disse que a produção de óleo nos campos do pré-sal é viável com o preço do barril de petróleo "um pouco abaixo de US$ 45". Ele se referia aos campos já concedidos, no regime de concessão. Não foi feita estimativa para o valor mínimo do petróleo para tornar viáveis as áreas que serão exploradas pelo sistema de partilha. Hoje, o barril está na faixa de US$ 70.

 

Para o presidente da Petrobras, a matriz energética, "infelizmente", não vai mudar muito nos próximos 30 anos e, com isso, combustíveis fósseis como petróleo e carvão vão continuar a ser importantes.

 

Críticas

 

O presidente do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), João Carlos França de Luca, também participou do evento e endossou as críticas que o setor privado já fizera ao marco regulatório do pré-sal.

 

O principal descontentamento está no fato de a Petrobras ser a operadora única dos campos. "Existem campos que não têm a mesma rentabilidade de Tupi ou Iara. A Petrobras não vai querer centrar esforços nesses", disse. Segundo ele, os campos menores poderão acabar não sendo explorados.

 

Gabrielli defendeu o projeto afirmando que a operadora única é importante para dar ganho de escala na contratação de equipamentos e serviços e desenvolver uma nova fronteira de produção.

 

O IBP avalia ainda que a possibilidade de a Petrobras receber sem licitação campos considerados de altíssima produção, o que está previsto nos projetos de lei, é inconstitucional.

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