Biocombustíveis

Petrobras e Galp fecham nova parceria

A Petrobras e a portuguesa Galp assinaram na quarta-feira contrato para a constituição de uma empresa de biocombustíveis a partir de janeiro. O memorando de entendimento entre as companhias havia sido assinado em maio. Inicialmente batizada de Brasgalp, a empresa produzirá combustível a part

Valor Econômico
30/11/2007 00:00
Visualizações: 920
A Petrobras e a portuguesa Galp assinaram na quarta-feira contrato para a constituição de uma empresa de biocombustíveis a partir de janeiro. O memorando de entendimento entre as companhias havia sido assinado em maio.

Inicialmente batizada de Brasgalp, a empresa produzirá combustível a partir de fontes não-alimentícias. A Petrobras e Galp serão sócias em partes iguais, cada uma com 50% da nova companhia. "Não queremos nada que faça competição com alimentos. Usaremos mamona e pinhão-manso", disse Fernando Gomes, administrador executivo da Galp Energia.

Sem dar mais detalhes sobre o projeto, o executivo afirmou que o Brasil ficará responsável pela fabricação do óleo, e Portugal, pelo refino. O projeto, que terá capacidade de produzir até 900 mil toneladas anuais de biocombustível, entrará em operação em 2010. Toda a produção será voltada para o mercado europeu. Só Portugal, que tem como meta ter até 2010 10% dos combustíveis feitos a partir de fontes renováveis, deve consumir no começo do projeto 300 mil toneladas.

Ontem, executivos da Galp detalharam como se dará a exploração de três blocos no Sul de Pernambuco, a 40 km do litoral, em busca de petróleo em um Estado onde ainda não foi descoberto óleo. A Petrogal, subsidiária da Galp, arrematou esses lotes em um consórcio formado com a Petrobras, que detém 80% do negócio. Elas pagaram R$ 7,6 milhões pelo direito de analisar os blocos.

De acordo com Gomes, o investimento para a avaliação dos três blocos será de US$ 50 milhões. Por três anos, o consórcio poderá avaliar o que existe no subsolo pernambucano. Se detectar a presença de hidrocarbonetos, irá perfurar poços, que custarão US$ 120 milhão para cada um dos blocos.
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