Reconhecimento

Pesquisas da UFSCar sobre refino são premiadas pela Petrobras

Material cerâmico para refino diminui custos.

Revista TN Petróleo, Redação com Assessoria
22/10/2013 17:55
Pesquisas da UFSCar sobre refino são premiadas pela Petrobras Imagem: Divulgação UFSCar Visualizações: 1822

 

Doutores pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais (PPGCEM) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Mariana de Albuquerque Lima Bráulio e Eduardo Prestes foram premiados no último mês pelo desenvolvimento de cerâmicas refratárias nanoestruturadas, na edição anual de premiações da Petrobras, Inventor 2013.
A pesquisa, realizada no laboratório do Grupo de Engenharia de Microestruturas de Materiais (GEMM) da Universidade, resultou no desenvolvimento de um material cerâmico com características específicas para o uso no refino de petróleo realizado pela estatal. Uma das etapas do processo de refino de petróleo é a passagem pela unidade de craqueamento catalítico, a chamada UFCC. As tubulações da UFCC são revestidas de material cerâmico com características bastante específicas para suportar as altas temperaturas inerentes a esse processo, bem como o desgaste por erosão, causado pela colisão de partículas com as paredes da tubulação.
Eduardo Prestes explica que mais de 70% dos materiais desenvolvidos pela indústria de refratários é destinado à siderurgia. A pequena participação da indústria petroquímica nesse mercado faz com que os materiais usados sejam adaptados, em vez de produzidos especificamente para esse fim.
"A Petrobras está sempre em busca de materiais com melhor desempenho, e o convênio com a universidade permitiu o desenvolvimento de um concreto específico para o revestimento das tubulações. Esse material possui partículas nanométricas que geram um excelente resultado, reduzindo o desgaste e aumentando a eficiência do processo. Cada vez que esse revestimento precisa ser trocado, a produção tem de ser interrompida, e isto gera um custo muito alto para a empresa. Aumentar a durabilidade do material, portanto, ajuda a reduzir os gastos, além de diminuir o impacto ambiental, evitando o descarte precoce desse material", relata Prestes.
Victor Carlos Pandolfelli, coordenador do GEMM e orientador dos trabalhos, destaca a importância da pesquisa desenvolvida pelo grupo ter gerado tecnologia. "Nas engenharias, é sempre desejável que as pesquisas gerem tecnologia, mas sabemos que nem sempre isso é possível. Nesse caso, geramos uma tecnologia que já está sendo aplicada e tem demonstrado um potencial muito benéfico. O ponto máximo dessa experiência é tornar contínuo o uso do material, tornar sua aplicação definitiva, e tudo indica que estamos nos encaminhando para isso. Geramos recursos para a empresa que investiu nessa área do conhecimento, e a premiação dos trabalhos vem consagrar todo esse esforço", avalia Pandolfelli.
Mariana Bráulio acompanhou a aplicação em escala piloto na Petrobras e estudou a adaptação do material desenvolvido para o uso específico. "Como engenheira, o que mais quero é ver o que eu idealizei se concretizando, gerando retorno em vários aspectos, como sustentabilidade, segurança e desempenho. É muito gratificante ver que o trabalho gerou benefícios, e a própria Petrobras reconheceu o valor", destaca.
O prêmio Inventor 2013 reconheceu o depósito de patente realizado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), intitulada "Sistema refratário nanoestruturado de elevada resistência à erosão e ao choque térmico", de autoria de Bráulio e Prestes junto ao docente Victor Carlos Pandolfelli, do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa) da UFSCar, e a Jorivaldo Medeiros, Daniel Telhado e Jordana Veiga, pesquisadores da Petrobras. Mariana Bráulio foi contemplada, também, no Prêmio Petrobras de Tecnologia, na categoria Doutorado do tema Tecnologia de Refino e de Petroquímica, com o trabalho "Macromercado para Nanomateriais: Aumentando o Desempenho Operacional das Unidades de Craqueamento Catalítico (UFCC)".

Doutores pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais (PPGCEM) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Mariana de Albuquerque Lima Bráulio e Eduardo Prestes foram premiados no último mês pelo desenvolvimento de cerâmicas refratárias nanoestruturadas, na edição anual de premiações da Petrobras, Inventor 2013.

A pesquisa, realizada no laboratório do Grupo de Engenharia de Microestruturas de Materiais (GEMM) da Universidade, resultou no desenvolvimento de um material cerâmico com características específicas para o uso no refino de petróleo realizado pela estatal. Uma das etapas do processo de refino de petróleo é a passagem pela unidade de craqueamento catalítico, a chamada UFCC. As tubulações da UFCC são revestidas de material cerâmico com características bastante específicas para suportar as altas temperaturas inerentes a esse processo, bem como o desgaste por erosão, causado pela colisão de partículas com as paredes da tubulação.

Eduardo Prestes explica que mais de 70% dos materiais desenvolvidos pela indústria de refratários é destinado à siderurgia. A pequena participação da indústria petroquímica nesse mercado faz com que os materiais usados sejam adaptados, em vez de produzidos especificamente para esse fim.

"A Petrobras está sempre em busca de materiais com melhor desempenho, e o convênio com a universidade permitiu o desenvolvimento de um concreto específico para o revestimento das tubulações. Esse material possui partículas nanométricas que geram um excelente resultado, reduzindo o desgaste e aumentando a eficiência do processo. Cada vez que esse revestimento precisa ser trocado, a produção tem de ser interrompida, e isto gera um custo muito alto para a empresa. Aumentar a durabilidade do material, portanto, ajuda a reduzir os gastos, além de diminuir o impacto ambiental, evitando o descarte precoce desse material", relata Prestes.

Victor Carlos Pandolfelli, coordenador do GEMM e orientador dos trabalhos, destaca a importância da pesquisa desenvolvida pelo grupo ter gerado tecnologia. "Nas engenharias, é sempre desejável que as pesquisas gerem tecnologia, mas sabemos que nem sempre isso é possível. Nesse caso, geramos uma tecnologia que já está sendo aplicada e tem demonstrado um potencial muito benéfico. O ponto máximo dessa experiência é tornar contínuo o uso do material, tornar sua aplicação definitiva, e tudo indica que estamos nos encaminhando para isso. Geramos recursos para a empresa que investiu nessa área do conhecimento, e a premiação dos trabalhos vem consagrar todo esse esforço", avalia Pandolfelli.

Mariana Bráulio acompanhou a aplicação em escala piloto na Petrobras e estudou a adaptação do material desenvolvido para o uso específico. "Como engenheira, o que mais quero é ver o que eu idealizei se concretizando, gerando retorno em vários aspectos, como sustentabilidade, segurança e desempenho. É muito gratificante ver que o trabalho gerou benefícios, e a própria Petrobras reconheceu o valor", destaca.

O prêmio Inventor 2013 reconheceu o depósito de patente realizado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), intitulada "Sistema refratário nanoestruturado de elevada resistência à erosão e ao choque térmico", de autoria de Bráulio e Prestes junto ao docente Victor Carlos Pandolfelli, do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa) da UFSCar, e a Jorivaldo Medeiros, Daniel Telhado e Jordana Veiga, pesquisadores da Petrobras. Mariana Bráulio foi contemplada, também, no Prêmio Petrobras de Tecnologia, na categoria Doutorado do tema Tecnologia de Refino e de Petroquímica, com o trabalho "Macromercado para Nanomateriais: Aumentando o Desempenho Operacional das Unidades de Craqueamento Catalítico (UFCC)".

 

*Na foto: Eduardo Prestes, Victor Pandolfelli e Mariana Bráulio com as premiações recebidas da Petrobras.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Sustentabilidade
Prêmio Firjan de Sustentabilidade: conheça as empresas e...
29/09/26
Etanol de milho
Produtores de etanol de cana investem em usinas híbridas...
29/09/26
ANP
Royalties: valores referentes à produção de julho foram ...
29/09/26
ROG.e 2026
Vencedor do RSE Award e destaque na ROG.e, o Programa de...
28/09/26
ROG.e 2026
Oil States destaca integração entre engenharia, fabricaç...
25/09/26
ROG.e 2026
Empresários do Norte Fluminense prospectam negócios na R...
25/09/26
ROG.e 2026
ANP participou de mais de 40 palestras em evento que reú...
25/09/26
ROG.e 2026
TBG debate integração do mercado de gás natural no Cone ...
25/09/26
ROG.e 2026
Sucesso! ROG.e 2026 fecha com 83 mil visitantes e injeçã...
25/09/26
ROG.e 2026
Expansão das fontes renováveis e mudanças no mercado abr...
25/09/26
ROG.e 2026
Presidente da Petrobras defende exploração ativa e prevê...
25/09/26
ROG.e 2026
Inovação tecnológica e dedicação à indústria marcam prem...
25/09/26
Petroquímica
Referência mundial em sustentabilidade, I’m green™ bio-b...
25/09/26
ROG.e 2026
Escassez de engenheiros preocupa setores estratégicos e ...
25/09/26
ROG.e 2026
Constellation é reconhecida pela Petrobras como a melhor...
25/09/26
ROG.e 2026
Na ROG.e 2026, Shell destaca parcerias, inovação e disci...
25/09/26
ROG.e 2026
Nikki Martin, presidente e CEO da EnerGeo Alliance falou...
25/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e OceanPact assinam acordo para expansão de...
25/09/26
ROG.e 2026
Mayekawa apresenta soluções para óleo, gás e energia na ...
25/09/26
ROG.e 2026
Shell destaca papel da capacitação para aproximar jovens...
25/09/26
Terminais
Ultracargo é reconhecida pelo quarto ano consecutivo com...
25/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25