Energia elétrica

Perto de atingir os 100 milhões de MWh, Itaipu vive sua melhor fase operacional

Redação/Assessoria
10/11/2016 10:51
Perto de atingir os 100 milhões de MWh, Itaipu vive sua melhor fase operacional Imagem: Divulgação Visualizações: 1288

A menos de 50 dias de atingir a marca histórica mundial de 100 milhões de megawatts-hora (MWh) de produção em um só ano, a usina de Itaipu, na fronteira do Brasil com o Paraguai, vive hoje, aos 32 anos de operação, sua melhor fase produtiva. 

Os números revelam índices de eficiência operacional de quase 100%. O aproveitamento é quase total da água que chega ao reservatório para a produção de energia elétrica, mesmo com vertimentos esporádicos, e é baixo o índice de indisponibilidade das unidades geradoras. 

O diretor técnico executivo, Airton Dipp, considera que “esse é um período de consolidação da performance operacional da usina”. Desde o início do ano, Itaipu vem batendo sucessivos recordes de produção, superando inúmeras marcas de geração. 

A produção de energia de Itaipu teve, em 2016, os melhores janeiro, fevereiro, maio, junho e outubro. Além disso, superou as gerações acumuladas fechando os melhores bimestre, trimestre, quadrimestre e, assim por diante, até o acumulado de 10 meses. 

Para Dipp, os resultados positivos deste ano refletem a maturidade empresarial de um trabalho integrado, que permitiu o estabelecimento de um modelo sistêmico e sustentável, com foco no gerenciamento eficiente da segurança dos trabalhadores, na preservação do meio ambiente, na segurança das instalações e, especialmente, na otimização da produção da energia elétrica limpa e sustentável”. 

Agora em novembro, a Itaipu chegou a outra marca importante: 2,4 bilhões de megawatts-hora de energia produzidos desde a entrada em operação da primeira turbina. Se fosse acumulada, essa energia toda daria para abastecer o mundo inteiro por 40 dias, duas horas e 45 minutos. 

Produção anual 

Por contrato previsto no Tratado de Itaipu, a binacional precisa gerar anualmente 75 milhões de MWh, mas sempre produziu muito acima desse valor desde que o projeto foi concluído, contribuindo significativamente para os sistemas elétricos do Brasil e do Paraguai. Nos últimos dez anos, por exemplo, a geração da usina atingiu a média de 92.179.005 MWh anuais. Já nos últimos cinco anos, essa média é ainda maior: 93.234.700 de MWh. O recorde anual da usina é de 2013, com 98,6 milhões de MWh. 

Primeira fase pós construção 

Após a construção da usina, em 1974, a Itaipu Binacional passou por três fases importantes. A primeira etapa começou em 1984, quando começou a gerar, e prosseguiu até 1991. Naquela época, o desafio era fazer a usina funcionar, ou seja, colocar em operação todos os sistemas e equipamentos da hidrelétrica, garantindo a segurança da operação de sua barragem e demais estruturas críticas, além do escoamento da produção de energia pelos sistemas de transmissão (ainda incompletos) até os centros de consumo do Brasil e do Paraguai. Nesse período, a usina operava com 18 das 20 unidades geradoras previstas no projeto. 

A segunda fase durou de 1993 a 2007. Nessa etapa, o avanço do desempenho operacional da Itaipu dependia da disponibilidade dos sistemas e equipamentos compatíveis com as expectativas da produção e escoamento de energia da usina aos consumidores brasileiros e paraguaios. Nesse período, em 2007, o projeto foi concluído com a entrada em operação das duas últimas unidades geradoras. A potência da hidrelétrica passou de 12,6 mil MW para 14 mil MW. 

A terceira e última fase, de 2007 até hoje, considerada como a etapa de consolidação da performance operacional da usina, ocorre em boa parte graças também aos conceitos aperfeiçoados que vêm sendo aplicados à produção e à produtividade da usina, para o melhor aproveitamento da água que chega ao reservatório (matéria-prima) e também quanto ao uso e preservação dos equipamentos. 

Isso só é possível graças ao entrosamento entre todas as áreas da Técnica (Obras, Engenharia, Manutenção e Operação) com os sistemas de transmissão operados por Furnas e Copel, no Brasil, e Ande, no Paraguai.

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