Combustíveis

Paralisação de caminhões afeta abastecimento em postos de São Paulo

Já faltam combustíveis em vários postos da cidade de São Paulo. A paralisação dos distribuidores de combustíveis que começou no dia 5, com a restrição de horários de circulação de caminhões na cidade, provocou movimento acima do normal nos postos e afetou o abastecimento de combustíve

Agência Brasil
07/03/2012 09:53
Visualizações: 847
Já faltam combustíveis em vários postos da cidade de São Paulo. A paralisação dos distribuidores de combustíveis que começou no dia 5, com a restrição de horários de circulação de caminhões na cidade, provocou movimento acima do normal nos postos e afetou o abastecimento de combustível da capital.

Os caminhoneiros protestam contra a proibição de circular na Marginal Tietê e em outras vias da cidade. A medida foi implantada em dezembro do ano passado, mas apenas com caráter educativo até ontem (5), quando a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) começou a multar os infratores.

A marginal foi incluída na zona onde os veículos pesados de carga não podem trafegar das 5h às 9h e das 17h às 22h de segunda a sexta-feira. Nos sábados a interdição é das 10h às 14h.

“Desde 27 de dezembro, estamos conversando com o prefeito e outros sindicatos para discutir essa questão do rodízio que vem prejudicando demais o caminhoneiro autônomo, em especial, o de carga liquida, que sofre restrição maior”, disse Bernabé Rodrigues Gastão, presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviário de Empresas Liquidas e Corrosivas do Estado de São Paulo (Sinditanque).

Os problemas da restrição, disse Gastão, é que o frete encarece, o caminhoneiro autônomo fica sem poder trabalhar e, tendo que substituir os caminhões maiores por menores, que não sofrem restrição de circulação, o congestionamento e a poluição na cidade se tornam ainda maiores. “Se o frete de uma carreta de 30 toneladas custava R$ 500 e ela é proibida de circular, colocam-se 20 veículos menores (para substituir a carreta). A R$ 200 cada um (dos veículos menores), multiplicando-se isto por 20, para quanto foi esse frete?”, disse ele, lembrando que esse valor será embutido no preço final ao consumidor.

Por meio de nota à imprensa, a Secretaria Municipal de Transportes disse “repudiar veementemente o movimento de greve de sindicatos ligados ao setor de transportes que visa a prejudicar o abastecimento de combustível na cidade”. A secretaria informou que está em contato com as distribuidoras de combustíveis para encontrar alternativas para normalizar o abastecimento na capital e que encaminhou um pedido à Polícia Militar para reforçar a segurança dos caminhoneiros que querem manter o fornecimento do produto.

Segundo a prefeitura e sindicatos, ainda não há previsão de uma nova reunião entre os órgãos para resolver o impasse.


Preço

Sindicalistas e donos de postos dizem que os preços não devem subir por causa da falta de combustível nas bombas.

O presidente do Sinditanque disse à 'Agência Brasil' que o aumento no preço “não se justifica”.

Por meio de nota, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro) disse ter conhecimento sobre o aumento de preços na venda dos combustíveis “muito acima do normal e razoável”. “Esclarecemos que aumentos abusivos de preços em razão desse tipo de situação pode caracterizar, segundo a legislação brasileira, crime contra a ordem econômica e as relações de consumo. Fique atento para não ter problemas”, alertou o sindicato.

Donos de postos reclamam da falta de entendimento entre sindicatos e prefeitura.
 
De acordo com o Procon-SP, o aumento do preço em alguns postos é uma prática abusiva. Elevar o preço de produtos ou serviços, sem justa causa, é crime, conforme a entidade.
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