Financiamento

PAISS recebe 57 propostas de financiamento

Cinquenta e sete empresas manifestaram interesse em participar do Plano Conjunto de Apoio à Inovação Tecnológica Industrial dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico, acordo de cooperação entre FINEP e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ao todo, será aplicado

Redação
20/07/2011 10:49
PAISS recebe 57 propostas de financiamento Visualizações: 1390
Cinquenta e sete empresas manifestaram interesse em participar do Plano Conjunto de Apoio à Inovação Tecnológica Industrial dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico (PAISS), acordo de cooperação entre FINEP e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ao todo, será aplicado R$ 1 bilhão (R$ 500 milhões da FINEP e a outra metade proveniente do BNDES) de 2010 a 2014 em projetos que visem ao desenvolvimento, à produção e à comercialização de novas tecnologias industriais destinadas ao processamento da biomassa a partir da cana-de-açúcar.

As propostas selecionadas terão apoio das instituições, de uma e/ou de outra, com base nas linhas de financiamento, programas e fundos já existentes. Ou seja, os investidores poderão obter financiamento dentro das diversas linhas e programas da FINEP e do BNDES, de acordo com as características dos projetos, incluindo participação societária por intermédio da BNDESPAR. O custo para o tomador, portanto, dependerá do modelo do projeto apresentado.

Esta é uma iniciativa do governo brasileiro para unir esforços de seus principais órgãos de fomento a fim de que o Brasil possa alcançar, nas tecnologias mais avançadas, o mesmo protagonismo tecnológico já desempenhado na produção de biocombustíveis convencionais.

O nome das empresas aprovadas nesta primeira fase será conhecido no dia 19 de agosto. A partir daí, os empreendimentos terão de submeter seus planos de negócio à FINEP e ao BNDES até o dia 14 de outubro. O resultado final está previsto para 16 de dezembro.

O PAISS conta com três linhas temáticas: o bioetanol de 2ª geração; novos produtos derivados da cana-de-açúcar, incluindo o desenvolvimento a partir da biomassa da cana por meio de processos biotecnológicos; e gaseificação, com ênfase em tecnologias, equipamentos, processos e catalisadores.

Vantagens para o Brasil

O acordo entre FINEP e BNDES também visa estimular a obtenção de produtos de maior valor agregado, que podem ser obtidos a partir da biomassa da cana, como, por exemplo, os combustíveis de maior conteúdo energético (diesel, gasolina, butanol e querosene de aviação) ou mesmo intermediários químicos com aplicações industriais diversas.

Diferentemente dos países do hemisfério norte, o Brasil tem vantagens competitivas em função da maior disponibilidade de biomassa a baixo custo. Tal fato, aliado a um apoio mais eficiente para o desenvolvimento das novas técnicas de conversão, poderá levar o país a ser o pioneiro na produção de etanol celulósico e outros biocombustíveis avançados.

Hoje, a carteira conjunta de projetos de inovação na cadeia de produção de etanol e derivados do FINEP e BNDES soma R$ 413,5 milhões, dos quais a FINEP é responsável por R$ 244,4 milhões por meio de financiamentos e o BNDES por R$ 169,1 milhões.

Desse modo, a aprovação do PAISS dota o setor sucroenergético com mais do que o dobro de recursos atualmente disponibilizados e, com isso, aproxima o Brasil do nível de investimento em inovação observado nos EUA e União Européia.
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