Bacia de Campos

P-54 entra em operação no Campo de Roncador

Começou a operar na noite de ontem, dia 11, no campo de Roncador, na Bacia de Campos, a plataforma P-54. Projetada para produzir 180 mil barris por dia, quando atingir o pico de produção, ela elevará a capacidade instalada daquele campo para 460 mil barris por dia.

Petrobras
12/12/2007 00:00
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Começou a operar na noite de ontem, dia 11, no campo de Roncador, na Bacia de Campos, a plataforma P-54. Projetada para produzir 180 mil barris por dia, quando atingir o pico de produção, ela eleva a capacidade instalada daquele campo para 460 mil barris por dia, contribuindo decisivamente para a sustentabilidade da auto-suficiência brasileira em petróleo.







Construída a partir da conversão do navio Barão de Mauá, pertencente à frota da Petrobras, a P-54 tem capacidade para comprimir 6 milhões de metros cúbicos por dia de gás e estocar até 2 milhões de barris de óleo. A nova plataforma se somará, no campo de Roncador, à P-52, que começou a operar em novembro, com capacidade para produzir 180 mil bpd, e ao FPSO Brasil, que produz 100 mil bpd.







Com a entrada da P-54, a Petrobras completa a inauguração de três novas unidades de produção na região Sudeste, nos últimos três meses do ano. Além dela e da P-52, em novembro a empresa já havia colocado em operação, também, o FPSO Cidade de Vitória, com capacidade para produzir 100 mil bpd, no campo de Golfinho, na Bacia do Espírito Santo.







Características técnicas







A P-54 é uma plataforma de produção do tipo FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência). Ela ficará ancorada numa lâmina d’água de 1.400 m, o equivalente a duas vezes a altura do Corcovado, no Rio de Janeiro, e será interligada a 17 poços, sendo 11 produtores de óleo e gás e seis injetores de água.







A nova plataforma deverá alcançar o pico de produção no segundo semestre de 2008. Até lá, a unidade atingirá também o pico de escoamento de gás, que será de 1,8 milhão de m3/dia. O escoamento da produção de petróleo será feito por navios aliviadores e o do gás por dutos submarinos até o continente.







Assim como a P-52, a nova plataforma foi construída pela Petrobras dentro dos novos parâmetros de nacionalização. Com um conteúdo nacional de 63%, a obra da P-54 gerou 2.600 empregos diretos e 10 mil indiretos.







O FPSO foi construído de forma modular, em 41 meses, a partir de três contratos assinados em junho de 2004. Os módulos de compressão de gás foram construídos pelo consórcio Dresser Rand/Mauá Jurong e os de geração elétrica pela Nuovo Pignone. O estaleiro Jurong Shipyard encarregou-se da conversão do casco, fabricação dos demais módulos de processos e utilidades e da integração da unidade.







Os módulos de processos, utilidades e compressão foram construídos no canteiro do Mauá-Jurong, em Niterói (RJ), e os de geração elétrica no canteiro Porto Novo Rio, da Nuovo Pignone, no Caju (RJ).







Dados da P-54







Localização: Bacia de Campos, a 125 Km do litoral, em linha com o Cabo de São Tomé (RJ)



Produção de petróleo: 180 mil barris/dia



Compressão de gás: 6 milhões de m3/dia



Geração elétrica: 92 MW (capaz de abastecer uma cidade de 290 mil habitantes)



Profundidade de ancoragem: 1.400 m



Comprimento: 337 m



Acomodações: 160 pessoas



Peso total: 73 mil toneladas
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