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OGX inicia processo de venda de parte dos ativos

Valor Econômico
24/08/2010 10:01
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O processo para a venda de parte dos ativos da petroleira OGX, do empresário Eike Batista, já começou. Pelo menos seis companhias estão entre as interessadas: as chinesas Sinopec e PetroChina, a Exxon, a Chevron, uma indiana (provavelmente a ONGC) e a norueguesa Statoil, sem mencionar outras que ainda poderão entrar na disputa pelo negócio.

Segundo uma fonte com acesso à negociação, o "data room" com informações da OGX deve ficar aberto até setembro. Nenhuma oferta foi feita até o momento porque o processo ainda não chegou nessa fase.

A petroleira contratou a assessoria financeira do Credit Suisse e o banco está convidando outros potenciais compradores. O desenho final da venda ainda não foi divulgado, mas deverá ocorrer por meio de uma "venda em bloco".

Os papéis da OGX chegaram a ficar entre as maiores altas do Ibovespa ontem, depois de a empresa anunciar a aprovação de uma cisão parcial dos ativos por seu conselho de administração.

No fechamento do pregão, porém, as ações da companhia tiveram queda de 0,5%, para R$ 20,35, com giro negociado de R$ 216,8 milhões.

Segundo a decisão do conselho, a OGX Ltda., subsidiária da companhia aberta, será dividida de forma que 70% dos ativos referentes a blocos de exploração na Bacia de Campos sejam transferidos para a OGX Campos Petróleo e Gás, também subsidiária da OGX.

A cisão ainda será submetida à aprovação de assembleia geral de acionistas e da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Eike Batista já declarou algumas vezes, neste ano, que planeja realizar um "farm out", ou seja, a venda de parte dos ativos da OGX para outra empresa do setor de petróleo. Nas declarações, ele cogitou a venda de uma fatia entre 20% e 30% do blocos de exploração na Bacia de Campos.

"Apesar de não existir um modelo definido para a realização do 'farm out', a criação da OGX Campos traz importantes sinalizações com relação ao potencial tamanho da operação (30% dos ativos da Bacia de Campos) e separação dos ativos, que no caso deverão ser colocados como um percentual de toda a região, auferindo benefícios ao comprador, com a potencial descoberta de novos poços", aponta o analista-chefe da Link Investimentos, Andrés Kikuchi, em relatório enviado a clientes.

As projeções atuais da Link consideram um valor médio de US$ 7,5 por barril para a Bacia de Campos e uma probabilidade de sucesso de 53,7% para a região, equivalente ao volume riscado líquido de 4,5 bilhões de barris de óleo equivalente (boe).

Recursos potenciais riscados líquidos são volumes de petróleo estimados como potencialmente recuperáveis, a partir de reservatórios ainda não descobertos, considerando uma probabilidade média de sucesso e referentes somente à participação da OGX nos blocos.

Esse é o principal estímulo de curto prazo para as ações da OGX, segundo o analista, que reiterou o rating de compra, com preço justo de R$ 22,50 por ação em dezembro de 2010. Ele entende que esta ainda é uma boa oportunidade para comprar as ações da empresa antes da realização da operação de venda.

A analista da Itaú Corretora Paula Kovarsky também avalia que o anúncio da OGX é uma clara preparação para a venda da participação da OGX nos blocos.

Para a instituição, a decisão é marginalmente positiva para a OGX, à medida que é um passo concreto para a venda, que é o grande catalisador de curto prazo para as ações da companhia.

O Itaú também reiterou a recomendação de compra para OGX, com preço justo de R$ 27,90 para o fim de 2010.
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