Negócios

Odebrecht estuda projeto a gás de xisto nos EUA

Empreendimento ficará localizado em West Virginia.

Valor Econômico
18/11/2013 10:25
Visualizações: 1282

 

O grupo Odebrecht, por meio da Odebrecht Ambiental, anunciou na quinta-feira (14), em evento nos Estados Unidos, que deu início a estudos de viabilidade para a implantação de um complexo petroquímico naquele país, baseado em gás de xisto. Se for levado adiante, o projeto no estado de West Virginia compreenderá uma central petroquímica para obtenção de etano integrada à produção de polietileno (PE), e será operado pela Braskem, que é controlada pela Odebrecht e tem a Petrobras como sócia principal.
Embora ainda não exista definição quanto ao modelo operacional ou ao porte do complexo, já é certo que os estudos e a análise de viabilidade técnica e econômica, bem como o financiamento e a construção do projeto caso se decida pela execução do investimento, caberão à Odebrecht Ambiental.
Dessa forma, a Braskem estará liberada dos desembolsos nesse empreendimento, mantendo fôlego para seguir em frente com outros dois projetos de grande porte. São considerados prioritários em seu plano o complexo petroquímico no México e a parceria no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Em setembro, a dívida líquida da companhia, de R$ 14,6 bilhões, correspondia a 2,87 vezes o Ebitda.
"Esse é um passo muito importante para a Braskem em sua estratégia de reforçar a participação no mercado americano", disse Fernando Musa, vice-presidente da unidade de negócios Estados Unidos e Europa da petroquímica, ao Valor, na quinta-feira à tarde. Atualmente, a companhia produz polipropileno nos Estados Unidos, com capacidade instalada de 1,5 milhão de toneladas por ano, em cinco fábricas.
Segundo Musa, diante da "absoluta prioridade" ao mercado brasileiro, por meio do Comperj, e da capacidade limitada da Braskem de investir em outro projeto de porte similar, chegou-se ao modelo em que a Odebrecht Ambiental encabeçará o projeto nos EUA. "A Braskem fica sem o ônus de realizar o investimento", reiterou.
Segundo ele, não há prazo para conclusão dos estudos de viabilidade. "Está mais para ano do que para meses", disse o executivo, que participou do evento com o governo de West Virginia. Em relação ao porte do projeto, é possível que a produção de polietileno se situe entre 1 milhão e 1,5 milhão de toneladas anuais. São níveis similares ao do projeto da Braskem no México, em parceria com a Idesa, com investimentos da ordem de US$ 3,2 bilhões, e de outros projetos baseados em gás de xisto, que derrubou os custos de produção de petroquímicos, já anunciados nos Estados Unidos. "Essa é uma faixa possível", disse Musa.
O elemento crítico, conforme o executivo, é a disponibilidade de matéria-prima. Na região onde o complexo pode ser erguido, há mais de 30 possíveis fornecedores. "Investimentos em produção de etano a partir do gás de xisto integrada a polietileno se apresentam hoje como uma das melhores alternativas", ressaltou.

O grupo Odebrecht, por meio da Odebrecht Ambiental, anunciou na quinta-feira (14), em evento nos Estados Unidos, que deu início a estudos de viabilidade para a implantação de um complexo petroquímico naquele país, baseado em gás de xisto. Se for levado adiante, o projeto no estado de West Virginia compreenderá uma central petroquímica para obtenção de etano integrada à produção de polietileno (PE), e será operado pela Braskem, que é controlada pela Odebrecht e tem a Petrobras como sócia principal.

Embora ainda não exista definição quanto ao modelo operacional ou ao porte do complexo, já é certo que os estudos e a análise de viabilidade técnica e econômica, bem como o financiamento e a construção do projeto caso se decida pela execução do investimento, caberão à Odebrecht Ambiental.

Dessa forma, a Braskem estará liberada dos desembolsos nesse empreendimento, mantendo fôlego para seguir em frente com outros dois projetos de grande porte. São considerados prioritários em seu plano o complexo petroquímico no México e a parceria no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Em setembro, a dívida líquida da companhia, de R$ 14,6 bilhões, correspondia a 2,87 vezes o Ebitda.

"Esse é um passo muito importante para a Braskem em sua estratégia de reforçar a participação no mercado americano", disse Fernando Musa, vice-presidente da unidade de negócios Estados Unidos e Europa da petroquímica, ao Valor, na quinta-feira à tarde. Atualmente, a companhia produz polipropileno nos Estados Unidos, com capacidade instalada de 1,5 milhão de toneladas por ano, em cinco fábricas.

Segundo Musa, diante da "absoluta prioridade" ao mercado brasileiro, por meio do Comperj, e da capacidade limitada da Braskem de investir em outro projeto de porte similar, chegou-se ao modelo em que a Odebrecht Ambiental encabeçará o projeto nos EUA. "A Braskem fica sem o ônus de realizar o investimento", reiterou.

Segundo ele, não há prazo para conclusão dos estudos de viabilidade. "Está mais para ano do que para meses", disse o executivo, que participou do evento com o governo de West Virginia. Em relação ao porte do projeto, é possível que a produção de polietileno se situe entre 1 milhão e 1,5 milhão de toneladas anuais. São níveis similares ao do projeto da Braskem no México, em parceria com a Idesa, com investimentos da ordem de US$ 3,2 bilhões, e de outros projetos baseados em gás de xisto, que derrubou os custos de produção de petroquímicos, já anunciados nos Estados Unidos. "Essa é uma faixa possível", disse Musa.

O elemento crítico, conforme o executivo, é a disponibilidade de matéria-prima. Na região onde o complexo pode ser erguido, há mais de 30 possíveis fornecedores. "Investimentos em produção de etano a partir do gás de xisto integrada a polietileno se apresentam hoje como uma das melhores alternativas", ressaltou.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Gás Natural
TBG lança consulta ao mercado para fornecimento de gás d...
10/09/26
Tecnologia e Inovação
Vallourec inicia obras de linha de produção no Brasil pa...
10/09/26
ExpoPostos & Conveniência
Segundo dia da ExpoPostos & Conveniência 2026 debate des...
10/09/26
PD&I
Projeto Heavy Oil Emulsions, liderado pela Unicamp, busc...
10/09/26
Combustíveis
ETANOL/CEPEA: Preços seguem em alta com clima chuvoso
10/09/26
Águas Profundas
Firjan promove Agrega+Indústria Especial SEAP II e SEAP I
09/09/26
Expopostos & Conveniência
Vibra integra tecnologia, qualidade e serviços para ampl...
09/09/26
Comunicado
ANP implementará o Gov.BR Nível Ouro para acesso aos sis...
09/09/26
ABPIP
STJ julga fracking amanhã e ABPIP defende análise técnic...
08/09/26
Investimento
Naturgy lança segunda Chamada Pública para aquisição de ...
08/09/26
ANP
Prêmio ANP de Inovação Tecnológica: live amanhã (9/9) es...
08/09/26
ROG.e 2026
PRINER exibe na Rio Oil & Gas Energy o serviço de pintur...
05/09/26
ANP
Aprovada resolução que revisa norma sobre tratamento dif...
04/09/26
Margem Equatorial
Ibama autoriza Petrobras a perfurar três novos poços na ...
04/09/26
Apoio Offshore
OceanPact conclui a aquisição do Estaleiro Dock Brasil
04/09/26
Evento
ExpoPostos & Conveniência confirma Amyr Klink, Mark Wohl...
04/09/26
ESG
Petrobras lidera ranking ESG no segmento de Petróleo, Gá...
04/09/26
ANP
Aprovada a indicação de 24 blocos na Bacia Potiguar para...
04/09/26
Combustíveis
ANP realizará consulta e audiência públicas sobre novas ...
04/09/26
Rio de Janeiro
Firjan lança recorte Norte Fluminense do Anuário do Petr...
04/09/26
ANP
Revisão de regras do RenovaBio para novos distribuidores...
04/09/26
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25