Internacional

OCDE reduz previsões para crescimento global em 2013 e 2014

Economia mundial deve expandir em 2,7% em 2013.

Valor Econômico
19/11/2013 10:07
Visualizações: 863

 

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) cortou as suas previsões de crescimento global para este ano e o próximo, citando a desaceleração de economias emergentes, como Brasil e Índia.
A economia mundial deve se expandir em 2,7% em 2013 e 3,6% em 2014, de acordo com o relatório semestral divulgado hoje. Em maio, a estimativa da organização era de 3,6% para este ano e 5,8% no próximo.
Para o Brasil, a projeção caiu para expansão de 2,5% neste ano e 2,2% no ano que vem. A previsão anterior era de crescimento de 2,9% e 3,5%, respectivamente.
"A maioria das economias emergentes apresenta fragilidades subjacentes, o que significa que eles não podem continuar crescendo como antes", afirmou o economista-chefe da OCDE, Pier Carlo Padoan em entrevista. "Eles costumavam ser um motor importante para o crescimento global nos tempos ruins. Agora, acontece o inverso e não podemos dizer que as economias avançadas estejam de novo em tempos muito bons."
As menores perspectivas de crescimento sublinham quão vulnerável a economia global permanece, cinco anos após o colapso do Lehman Brothers. A zona do euro saiu de uma recessão, mas a OCDE recomenda ao Banco Central Europeu (BCE) procurar formas de afrouxar ainda mais sua política monetária e aconselha o Federal Reserve a manter a atual postura por algum tempo antes de começar a reduzir os estímulos monetários.
"O Fed está em uma posição muito difícil", disse Padoan. "Muitos ficaram surpresos com a enorme reação quando a discussão sobre a retirada dos estímulos foi introduzida. O Fed tem de voltar a avaliar as reações do mercado e isso torna mais difícil decidir quando apertar a liquidez. Mas isso vai ter de acontecer em algum momento."
Corte de previsões
No relatório divulgado hoje, a OCDE prevê que a economia da Índia tenha expansão de 3,4% neste ano e de 5,1% em 2014, abaixo dos 5,7% e 6,6%, respectivamente, da projeção de maio. Para o Brasil, baixaram a 2,5% e 2,2% neste e no próximo ano.
O crescimento dos EUA deve ser de 1,7% em 2013 e de 2,9% em 2014, previsão semelhante à de maio, enquanto o Produto Interno Bruto do Japão deve aumentar 1,8% e 1,5%, na mesma ordem. No Japão, diz o documento, a dívida pública superior a 230% do PIB torna prioridade máxima formular um "plano crível de consolidação fiscal" para alcançar um superávit em 2020.
Para a zona do euro, a OCDE espera uma contração de 0,4% em 2013 - menos do que o 0,6% anterior - e expansão de 1% em 2014.
A OCDE também deu previsões para 2015 pela primeira vez. A economia mundial deve crescer 3,9% naquele ano, com taxas de 3,4% para os EUA, de 1,6% na zona do euro e de 1% no Japão, de acordo com o relatório. A China cresceria 7,5%.
China
Entre as economias emergentes, a China está se saindo melhor, conforme ajusta suas políticas para enfrentar mudanças no cenário global. O PIB chinês deve aumentar 7,7% neste ano e 8,2% em 2014 - quando um "pequeno estímulo fiscal" deverá estimular a demanda doméstica, diz a OCDE. A organização recomenda ao governo chinês aumentar os benefícios sociais e avançar na liberalização financeira e na reforma tributária.
"A China continua a ser muito forte", disse Padoan. " O que diferencia o país é que ele foi crescendo por causa das mudanças estruturais, pois o governo enfrentou rapidamente as fraquezas da economia. A China está se tornando cada vez mais um país de classe média."

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) cortou as suas previsões de crescimento global para este ano e o próximo, citando a desaceleração de economias emergentes, como Brasil e Índia.

A economia mundial deve se expandir em 2,7% em 2013 e 3,6% em 2014, de acordo com o relatório semestral divulgado hoje. Em maio, a estimativa da organização era de 3,6% para este ano e 5,8% no próximo.

Para o Brasil, a projeção caiu para expansão de 2,5% neste ano e 2,2% no ano que vem. A previsão anterior era de crescimento de 2,9% e 3,5%, respectivamente.

"A maioria das economias emergentes apresenta fragilidades subjacentes, o que significa que eles não podem continuar crescendo como antes", afirmou o economista-chefe da OCDE, Pier Carlo Padoan em entrevista. "Eles costumavam ser um motor importante para o crescimento global nos tempos ruins. Agora, acontece o inverso e não podemos dizer que as economias avançadas estejam de novo em tempos muito bons."

As menores perspectivas de crescimento sublinham quão vulnerável a economia global permanece, cinco anos após o colapso do Lehman Brothers. A zona do euro saiu de uma recessão, mas a OCDE recomenda ao Banco Central Europeu (BCE) procurar formas de afrouxar ainda mais sua política monetária e aconselha o Federal Reserve a manter a atual postura por algum tempo antes de começar a reduzir os estímulos monetários.

"O Fed está em uma posição muito difícil", disse Padoan. "Muitos ficaram surpresos com a enorme reação quando a discussão sobre a retirada dos estímulos foi introduzida. O Fed tem de voltar a avaliar as reações do mercado e isso torna mais difícil decidir quando apertar a liquidez. Mas isso vai ter de acontecer em algum momento."

Corte de previsões

No relatório divulgado hoje, a OCDE prevê que a economia da Índia tenha expansão de 3,4% neste ano e de 5,1% em 2014, abaixo dos 5,7% e 6,6%, respectivamente, da projeção de maio. Para o Brasil, baixaram a 2,5% e 2,2% neste e no próximo ano.

O crescimento dos EUA deve ser de 1,7% em 2013 e de 2,9% em 2014, previsão semelhante à de maio, enquanto o Produto Interno Bruto do Japão deve aumentar 1,8% e 1,5%, na mesma ordem. No Japão, diz o documento, a dívida pública superior a 230% do PIB torna prioridade máxima formular um "plano crível de consolidação fiscal" para alcançar um superávit em 2020.

Para a zona do euro, a OCDE espera uma contração de 0,4% em 2013 - menos do que o 0,6% anterior - e expansão de 1% em 2014.

A OCDE também deu previsões para 2015 pela primeira vez. A economia mundial deve crescer 3,9% naquele ano, com taxas de 3,4% para os EUA, de 1,6% na zona do euro e de 1% no Japão, de acordo com o relatório. A China cresceria 7,5%.

China

Entre as economias emergentes, a China está se saindo melhor, conforme ajusta suas políticas para enfrentar mudanças no cenário global. O PIB chinês deve aumentar 7,7% neste ano e 8,2% em 2014 - quando um "pequeno estímulo fiscal" deverá estimular a demanda doméstica, diz a OCDE. A organização recomenda ao governo chinês aumentar os benefícios sociais e avançar na liberalização financeira e na reforma tributária.

"A China continua a ser muito forte", disse Padoan. " O que diferencia o país é que ele foi crescendo por causa das mudanças estruturais, pois o governo enfrentou rapidamente as fraquezas da economia. A China está se tornando cada vez mais um país de classe média."

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