Combustíveis

Modernização da indústria reduz emissão veicular

Melhoria da eficiência energética dos combustíveis é vital para redução de custos.

Valor Econômico
20/07/2012 12:18
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Além de fundamental para avanços no plano ambiental, a melhoria da eficiência energética dos combustíveis é vital para redução de custos operacionais da indústria brasileira e o aumento de sua competitividade. Estudos da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq) indicam que os combustíveis, juntamente com lubrificantes, eletricidade, gás e embalagens participam com um percentual de 24,01% na composição da receita líquida da indústria brasileira de transformação.
No setor de transporte, responsável por mais da metade do consumo de derivados do petróleo e gás natural no país (o transporte rodoviário corresponde a mais de 90% desse consumo), o gasto com combustível pode superar 35% do custo operacional para veículos pesados em trajetos longos. Esse consumo sobe 10% com falta de manutenção e até 25% com excesso de peso.
A diminuição desse impacto passa pela adoção de estratégias energéticas que envolvem programas de eficiência energética e investimentos na modernização tecnológica da indústria brasileira. "O aumento da eficiência no uso de combustíveis deve estar associado à melhoria da mobilidade urbana, a implantação de corredores preferenciais de ônibus para transporte público, incremento da tecnologia de veículos e especificação de combustíveis para a redução do consumo e emissões de gases de combustão", diz Cláudio Alzuguir, coordenador de parcerias do Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural (Conpet), criado em 1991 pelo governo federal para estimular o uso eficiente dos combustíveis. O programa é vinculado ao Ministério de Minas e Energia e executado com apoio técnico e administrativo da Petrobras.
Uma das preocupações é com o desperdício, destaca Alzuguir. "A falta de manutenção, pneus descalibrados, direção agressiva com acelerações e frenagens bruscas, trânsito muito congestionado, velocidade elevada, combustível inapropriado, condições climáticas ou condições adversas da via e excesso de peso podem causar expressivo aumento do consumo de combustível", afirma.
Para a Anfavea, o avanço da legislação de emissões e os desenvolvimentos da indústria automobilística impulsionaram a modernização dos produtos e processos do parque automotivo brasileiro, geraram investimentos em laboratórios de controle e tecnologias e também promoveram a melhoria da qualidade dos combustíveis, com eliminação do chumbo na gasolina, redução de enxofre no diesel e ampliação do uso de biocombustíveis, gerando ganhos ambientais para o país. Os veículos leves fabricados no Brasil, de acordo com a Anfavea, emitem 28 vezes menos poluentes que os veículos produzidos no final dos anos 80.
"Os limites das emissões veiculares no Brasil, atendidos integralmente pela indústria automobilística, avançam e equiparam-se aos padrões internacionais no que se refere à redução de emissões de monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos (HC), óxidos de nitrogênio (NOx), aldeídos totais (Cho), material particulado (MP) e outros produtos", destaca a Anfavea, para quem o Brasil reduziu em 97% os níveis gerais de emissões veiculares desde 1987. Já o governo pretende implantar um novo regime automotivo a partir de 2013, obrigando os fabricantes a cumprir requisitos mínimos de emissão de CO2 e de eficiência no consumo de combustível.

Além de fundamental para avanços no plano ambiental, a melhoria da eficiência energética dos combustíveis é vital para redução de custos operacionais da indústria brasileira e o aumento de sua competitividade. Estudos da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq) indicam que os combustíveis, juntamente com lubrificantes, eletricidade, gás e embalagens participam com um percentual de 24,01% na composição da receita líquida da indústria brasileira de transformação.


No setor de transporte, responsável por mais da metade do consumo de derivados do petróleo e gás natural no país (o transporte rodoviário corresponde a mais de 90% desse consumo), o gasto com combustível pode superar 35% do custo operacional para veículos pesados em trajetos longos. Esse consumo sobe 10% com falta de manutenção e até 25% com excesso de peso.


A diminuição desse impacto passa pela adoção de estratégias energéticas que envolvem programas de eficiência energética e investimentos na modernização tecnológica da indústria brasileira. "O aumento da eficiência no uso de combustíveis deve estar associado à melhoria da mobilidade urbana, a implantação de corredores preferenciais de ônibus para transporte público, incremento da tecnologia de veículos e especificação de combustíveis para a redução do consumo e emissões de gases de combustão", diz Cláudio Alzuguir, coordenador de parcerias do Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural (Conpet), criado em 1991 pelo governo federal para estimular o uso eficiente dos combustíveis. O programa é vinculado ao Ministério de Minas e Energia e executado com apoio técnico e administrativo da Petrobras.


Uma das preocupações é com o desperdício, destaca Alzuguir. "A falta de manutenção, pneus descalibrados, direção agressiva com acelerações e frenagens bruscas, trânsito muito congestionado, velocidade elevada, combustível inapropriado, condições climáticas ou condições adversas da via e excesso de peso podem causar expressivo aumento do consumo de combustível", afirma.


Para a Anfavea, o avanço da legislação de emissões e os desenvolvimentos da indústria automobilística impulsionaram a modernização dos produtos e processos do parque automotivo brasileiro, geraram investimentos em laboratórios de controle e tecnologias e também promoveram a melhoria da qualidade dos combustíveis, com eliminação do chumbo na gasolina, redução de enxofre no diesel e ampliação do uso de biocombustíveis, gerando ganhos ambientais para o país. Os veículos leves fabricados no Brasil, de acordo com a Anfavea, emitem 28 vezes menos poluentes que os veículos produzidos no final dos anos 80.


"Os limites das emissões veiculares no Brasil, atendidos integralmente pela indústria automobilística, avançam e equiparam-se aos padrões internacionais no que se refere à redução de emissões de monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos (HC), óxidos de nitrogênio (NOx), aldeídos totais (Cho), material particulado (MP) e outros produtos", destaca a Anfavea, para quem o Brasil reduziu em 97% os níveis gerais de emissões veiculares desde 1987. Já o governo pretende implantar um novo regime automotivo a partir de 2013, obrigando os fabricantes a cumprir requisitos mínimos de emissão de CO2 e de eficiência no consumo de combustível.

 

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