Após registrar lucro de R$ 18,3 milhões em 2010, a Log-In reverteu o resultado e fechou 2011 com prejuízo líquido de R$ 78,2 milhões. Já a receita líquida da empresa melhorou e cresceu 6% no período, ao passar de R$ 620,9 milhões para R$ 658,7 milhões.
A empresa ressalta em seu balanço que o exercício de 2011 foi marcado por intenso processo de ajustes de ordem operacional e regulatório. A comparação com períodos anteriores deve ser ajustada especialmente pelos itens extraordinários, que reduziram os resultados em R$ 61,0 milhões, de acordo com a Log-In.
Apenas no quarto trimestre de 2011, o prejuízo líquido da Log-In somou R$ 49,6 milhões, diante do lucro de R$ 7,4 milhões visto em igual intervalo de 2010. A receita líquida da companhia ainda caiu de R$ 173 milhões para R$ 156,9 milhões no período.
Ao comentar as perspectivas para 2012, a empresa destaca esperar crescimento de volumes, especialmente na cabotagem, e ganhos de produtividade pela operação dos navios Jacarandá e Jatobá.
A Log-In ainda chama atenção para a mudança com relação ao Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), cujo controle e processamento passaram a ser executados pelo Ministério da Fazenda.
“Somente nos dois primeiros meses de 2012, a Log-In recebeu e utilizou R$ 12,3 milhões de ressarcimento de AFRMM para pagamento dos financiamentos de construção dos novos navios, representando um novo posicionamento na liberação dos direitos acumulados”, afirma a companhia.
Já em termos de mercado, a Log-In menciona um cenário mais desafiador no Mercosul , por conta da intensificação das barreiras econômicas pelo governo argentino. “No entanto, a produção do pólo petroquímico de Camaçari na Bahia, bem como as operações portuária de Santos, Suape e Santa Catarina já indicam melhorias o que adicionadas aos instrumentos de gestão devem criar um ambiente favorável ao nosso crescimento”.