Internacional

Japão eleva expectativas de exportação e mantém política monetária

Reunião do Conselho de Política Monetária aconteceu hoje.

Valor Econômico
13/06/2014 09:56
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Após reunião do conselho de política monetária, o Banco do Japão (BoJ) elevou suas expectativas sobre as economias de outros países nesta sexta-feira (13), preparando o terreno para uma futura alta nas exportações há muito esperada pelo banco central japonês para dar sustentação à recuperação econômica do país.
Como era esperado, o BoJ também decidiu, por unanimidade, continuar seu programa de estímulo à expansão da base monetária do país a um ritmo anual entre 60 trilhões de ienes e 70 trilhões de ienes (US$ 590 bilhões a US$ 690 bilhões) com o objetivo de acabar com a deflação que afeta o país há uma década.
O Japão parte de um cenário de recuperação em que conta com sua grande capacidade exportadora, mas ultimamente tem sido o consumo doméstico robusto que vem puxando a retomada econômica.
Ao elevar sua perspectiva sobre a economia global, o Japão pode aumentar as esperanças de que as exportações finalmente ganhem força nos próximos meses, o que ajudaria a reduzir os riscos de uma crise no consumo doméstico, que pode ocorrer após o governo ter decidido aumentar de 5% para 8% a alíquota sobre as vendas no país, em abril.
“A alta no cenário externo é a primeira desde janeiro e pode consolidar a visão otimistas do BoJ sobre a economia e a inflação, enfraquecendo ainda mais as expectativas do mercado de mais flexibilização monetária. A maioria dos economistas do setor privado já empurraram para frente a previsão de estímulos adicionais, de julho para outubro.
No comunicado divulgado após a reunião, que teve dois dias de deliberações dos diretores, o BOJ informou que “as economias no exterior, principalmente as avançadas, estão se recuperando, embora com um desempenho ainda medíocre”.
A melhora na avaliação contrasta com um corte na projeção de crescimento global feita pelo Banco Mundial nesta quarta-feira, de 3,2% para 2,8% em 2014. A organização multilateral disse que o inverno rigoroso nos EUA, juntamente com o conflito na Ucrânia, esfriaram as perspectivas para o crescimento econômico global.
No ano passado, o BoJ esperava crescimento das exportações para dar suporte à economia, mas a falta de uma forte recuperação nas economias de outros países, especialmente a dos EUA, decepcionou os japoneses e obrigou o banco central a rebaixar sua perspectiva sobre exportações na avaliação que fez em março.
Sobre a inflação, o BoJ manteve sua avaliação de que o índice de preços ao consumidor, desconsiderando-se o aumento no imposto de vendas, deve provavelmente flutuar em torno de 1,25% por algum tempo.
Essa visão sinaliza que o banco central vê a possibilidade de o índice recuar nos próximos meses antes de retomar sua ascensão em direção à meta de inflação de 2% no ano fiscal que começa em abril de 2015.

Após reunião do Conselho de Política Monetária, o Banco do Japão (BoJ) elevou suas expectativas sobre as economias de outros países nesta sexta-feira (13), preparando o terreno para uma futura alta nas exportações há muito esperada pelo banco central japonês para dar sustentação à recuperação econômica do país.

Como era esperado, o BoJ também decidiu, por unanimidade, continuar seu programa de estímulo à expansão da base monetária do país a um ritmo anual entre 60 trilhões de ienes e 70 trilhões de ienes (US$ 590 bilhões a US$ 690 bilhões) com o objetivo de acabar com a deflação que afeta o país há uma década.

O Japão parte de um cenário de recuperação em que conta com sua grande capacidade exportadora, mas ultimamente tem sido o consumo doméstico robusto que vem puxando a retomada econômica.

Ao elevar sua perspectiva sobre a economia global, o Japão pode aumentar as esperanças de que as exportações finalmente ganhem força nos próximos meses, o que ajudaria a reduzir os riscos de uma crise no consumo doméstico, que pode ocorrer após o governo ter decidido aumentar de 5% para 8% a alíquota sobre as vendas no país, em abril.

“A alta no cenário externo é a primeira desde janeiro e pode consolidar a visão otimistas do BoJ sobre a economia e a inflação, enfraquecendo ainda mais as expectativas do mercado de mais flexibilização monetária. A maioria dos economistas do setor privado já empurraram para frente a previsão de estímulos adicionais, de julho para outubro.

No comunicado divulgado após a reunião, que teve dois dias de deliberações dos diretores, o BOJ informou que “as economias no exterior, principalmente as avançadas, estão se recuperando, embora com um desempenho ainda medíocre”.

A melhora na avaliação contrasta com um corte na projeção de crescimento global feita pelo Banco Mundial nesta quarta-feira, de 3,2% para 2,8% em 2014. A organização multilateral disse que o inverno rigoroso nos EUA, juntamente com o conflito na Ucrânia, esfriaram as perspectivas para o crescimento econômico global.

No ano passado, o BoJ esperava crescimento das exportações para dar suporte à economia, mas a falta de uma forte recuperação nas economias de outros países, especialmente a dos EUA, decepcionou os japoneses e obrigou o banco central a rebaixar sua perspectiva sobre exportações na avaliação que fez em março.

Sobre a inflação, o BoJ manteve sua avaliação de que o índice de preços ao consumidor, desconsiderando-se o aumento no imposto de vendas, deve provavelmente flutuar em torno de 1,25% por algum tempo.

Essa visão sinaliza que o banco central vê a possibilidade de o índice recuar nos próximos meses antes de retomar sua ascensão em direção à meta de inflação de 2% no ano fiscal que começa em abril de 2015.

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