Estudo

Indústria brasileira não está preparada para crescimento do mercado de etanol

A indústria brasileira não está preparada para a expansão do mercado de etanol que deverá ocorrer nos próximos dez anos, segundo o estudo Mandatos de Biocombustíveis da União Europeia e dos Estados Unidos: Impactos sobre os Mercados Globais. A pesquisa foi elaborada em parceria entre o Banco

Agência Brasil
11/08/2010 09:37
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A indústria brasileira não está preparada para a expansão do mercado de etanol que deverá ocorrer nos próximos dez anos, segundo o estudo Mandatos de Biocombustíveis da União Europeia e dos Estados Unidos: Impactos sobre os Mercados Globais. A pesquisa foi elaborada em parceria entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Federação das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp).
 
 
Para um dos responsáveis pelo estudo, o diretor-geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), André Nassar, a indústria brasileira ainda não está enxergando o mercado de biocombustíveis que está se criando com a necessidade de redução de emissões de gases de efeito estufa, principalmente entre os países mais desenvolvidos.
 
 
Baseada nos atuais programas de substituição de energia fóssil, o estudo trabalhou com uma previsão de que em 2022 os Estados Unidos precisarão de 9 bilhões de litros de etanol por ano e a Europa usará 6% de biocombustíveis na matriz de combustíveis líquidos.
 
 
Com a elevação das exportações, Nassar acredita que haverá um aumento do preço do álcool combustível no mercado interno. “Sobe um pouco o preço do etanol, reduz-se um pouco a demanda. Isso não prejudica o consumidor, porque, com o mercado de flex fuel que a gente tem aqui, você está abastecendo o seu carro”.
 
 
O pesquisador ressalvou, no entanto, que com o aumento da demanda externa, o setor sucroenergético deverá ampliar os investimentos. Mesmo assim, Nassar vê como um desafio expandir a produção de etanol sem provocar o crescimento das emissões de poluentes decorrentes da mudança no uso da terra. “Ofertar etanol com menos emissões é um desafio tecnológico.”
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