Empresas

Grupo Sonda vai investir R$ 1,4 bi em complexo logístico no litoral paulista

Plataforma logística vai complementar o porto de Santos.

Valor Econômico
18/03/2013 10:15
Visualizações: 921

 

Enquanto aguarda a licença ambiental do projeto do complexo logístico Andaraguá, em Praia Grande (SP), a Icipar Empreendimentos e Participações avança nas negociações com empresas interessadas em se instalar no condomínio industrial - que pretende ser a principal plataforma logística complementar ao porto de Santos.
Com 5 milhões de metros quadrados, aeroporto internacional de cargas e a 17 quilômetros do porto de Santos, o Andaraguá quer atrair cargas de alto valor agregado do comércio exterior que possam ser transportadas por avião. O operador internacional aeroportuário está praticamente definido. Será uma empresa internacional, com foco nas rotas com os Estados Unidos e Ásia, diz o diretor de expansão da Icipar, pertencente ao grupo Sonda, André Ursini.
Segundo ele, principalmente indústrias que usam o porto no ciclo completo do comércio exterior estão interessadas em ter terminais alfandegados no condomínio, reduzindo custos logísticos. Ele não abre os nomes, mas destaca o setor automotivo como um dos maiores interessados. "Muita matéria-prima entra pelo porto, vai ser beneficiada no interior, e depois volta para ser exportada pelo porto."
O investimento no complexo Andaraguá é de R$ 1,4 bilhão, sendo 40% de recursos próprios do grupo Sonda, cujo faturamento gira em torno de R$ 2,5 bilhões. O restante virá de uma composição com um fundo estrangeiro cujo nome é mantido em sigilo. Pelo menos R$ 200 milhões serão destinados ao aeroporto, aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em 2008.
A pista terá 2.600 metros de extensão. Será apenas para cargueiros e terá capacidade para nove operações de pouso e decolagem por dia. Pelo projeto, ela ficará paralela à Serra do Mar e perpendicular ao porto de Santos. "O avião no nível do mar tem um ganho de eficiência de 20%. Descerá qualquer tipo de cargueiro", diz Ursini. Além de cargas do comércio exterior, o aeroporto também quer atrair o fluxo proveniente do mercado offshore para alimentar a Bacia de Santos.
A maior parte da receita, porém, virá do condomínio de terminais alfandegados. "É isso que sustentará o empreendimento", diz o executivo. Dos 5 milhões de m2, 2,1 milhões de m2 serão apenas de galpões. Serão 212 galpões, cada qual com 10 mil m2.
"Santos não tem como expandir, São Vicente também não, então é natural a expansão por meio de atividades complementares ao polo industrial de Cubatão e ao porto de Santos em Praia Grande", diz o prefeito Alberto Mourão (PSDB). Ursini foi secretário de relações empresariais na prefeitura de Praia Grande na gestão anterior de Mourão (2005-2008). Foi convidado com o objetivo de atrair empresas ao município. Recebeu do prefeito a incumbência de desenvolver o projeto do aeroporto de cargas e acabou sendo convidado pela Icipar para tocar o projeto.
A área total é de pouco mais de 12 milhões de m2, às margens da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega. O terreno é resultado da união de onze áreas adquiridas desde 2006. Mas o empreendimento ocupará espaço menor por conta da legislação ambiental. Outro benefício da localização do complexo é que a ferrovia da América Latina Logística (ALL) passa às margens do futuro empreendimento.
A empresa entrou com o pedido para a emissão da Licença Prévia (LP) na Secretaria Estadual de Meio Ambiente em julho de 2008. A estimativa do executivo é que ela saia neste semestre. Segundo o governo do Estado, o processo de licenciamento está em análise pela equipe técnica da diretoria de avaliação de impacto ambiental da Cetesb e, no momento, "aguardando do empreendedor, a apresentação de ajustes no projeto, para adequação à legislação florestal". A licença atesta a viabilidade do projeto e fixa as ações compensatórias para o início das obras.
O complexo industrial Andaraguá é o primeiro projeto da empresa e o único que não depende de licitação, pois a área é privada. Além dele, a Icipar está se preparando para disputar três licitações para construir e explorar condomínios industriais aeroportuários. Dois são no Estado de São Paulo e um no Rio de Janeiro.

Enquanto aguarda a licença ambiental do projeto do complexo logístico Andaraguá, em Praia Grande (SP), a Icipar Empreendimentos e Participações avança nas negociações com empresas interessadas em se instalar no condomínio industrial - que pretende ser a principal plataforma logística complementar ao porto de Santos.


Com 5 milhões de metros quadrados, aeroporto internacional de cargas e a 17 quilômetros do porto de Santos, o Andaraguá quer atrair cargas de alto valor agregado do comércio exterior que possam ser transportadas por avião. O operador internacional aeroportuário está praticamente definido. Será uma empresa internacional, com foco nas rotas com os Estados Unidos e Ásia, diz o diretor de expansão da Icipar, pertencente ao grupo Sonda, André Ursini.


Segundo ele, principalmente indústrias que usam o porto no ciclo completo do comércio exterior estão interessadas em ter terminais alfandegados no condomínio, reduzindo custos logísticos. Ele não abre os nomes, mas destaca o setor automotivo como um dos maiores interessados. "Muita matéria-prima entra pelo porto, vai ser beneficiada no interior, e depois volta para ser exportada pelo porto."


O investimento no complexo Andaraguá é de R$ 1,4 bilhão, sendo 40% de recursos próprios do grupo Sonda, cujo faturamento gira em torno de R$ 2,5 bilhões. O restante virá de uma composição com um fundo estrangeiro cujo nome é mantido em sigilo. Pelo menos R$ 200 milhões serão destinados ao aeroporto, aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em 2008.


A pista terá 2.600 metros de extensão. Será apenas para cargueiros e terá capacidade para nove operações de pouso e decolagem por dia. Pelo projeto, ela ficará paralela à Serra do Mar e perpendicular ao porto de Santos. "O avião no nível do mar tem um ganho de eficiência de 20%. Descerá qualquer tipo de cargueiro", diz Ursini. Além de cargas do comércio exterior, o aeroporto também quer atrair o fluxo proveniente do mercado offshore para alimentar a Bacia de Santos.


A maior parte da receita, porém, virá do condomínio de terminais alfandegados. "É isso que sustentará o empreendimento", diz o executivo. Dos 5 milhões de m2, 2,1 milhões de m2 serão apenas de galpões. Serão 212 galpões, cada qual com 10 mil m2.


"Santos não tem como expandir, São Vicente também não, então é natural a expansão por meio de atividades complementares ao polo industrial de Cubatão e ao porto de Santos em Praia Grande", diz o prefeito Alberto Mourão (PSDB). Ursini foi secretário de relações empresariais na prefeitura de Praia Grande na gestão anterior de Mourão (2005-2008). Foi convidado com o objetivo de atrair empresas ao município. Recebeu do prefeito a incumbência de desenvolver o projeto do aeroporto de cargas e acabou sendo convidado pela Icipar para tocar o projeto.


A área total é de pouco mais de 12 milhões de m2, às margens da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega. O terreno é resultado da união de onze áreas adquiridas desde 2006. Mas o empreendimento ocupará espaço menor por conta da legislação ambiental. Outro benefício da localização do complexo é que a ferrovia da América Latina Logística (ALL) passa às margens do futuro empreendimento.


A empresa entrou com o pedido para a emissão da Licença Prévia (LP) na Secretaria Estadual de Meio Ambiente em julho de 2008. A estimativa do executivo é que ela saia neste semestre. Segundo o governo do Estado, o processo de licenciamento está em análise pela equipe técnica da diretoria de avaliação de impacto ambiental da Cetesb e, no momento, "aguardando do empreendedor, a apresentação de ajustes no projeto, para adequação à legislação florestal". A licença atesta a viabilidade do projeto e fixa as ações compensatórias para o início das obras.


O complexo industrial Andaraguá é o primeiro projeto da empresa e o único que não depende de licitação, pois a área é privada. Além dele, a Icipar está se preparando para disputar três licitações para construir e explorar condomínios industriais aeroportuários. Dois são no Estado de São Paulo e um no Rio de Janeiro.

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