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Greenpeace lista os projetos de energia mais 'sujos'

O relatório chamado de “Caminho sem Volta” (tradução livre do inglês “Point of no Return”), lançado nesta terça-feira (22) pelo Greenpeace Internacional, identifica os 14 maiores projetos de energias sujas planejados para as pró

Redação
22/01/2013 12:15
Visualizações: 1199
O relatório chamado de “Caminho sem Volta” (tradução livre do inglês “Point of no Return”), lançado nesta terça-feira (22) pelo Greenpeace Internacional, identifica os 14 maiores projetos de energias sujas planejados para as próximas décadas.

O Brasil aparece na nona colocação com a exploração do pré-sal, óleo descoberto nas camadas profundas do oceano e que irá contribuir com a emissão de 330 milhões de toneladas de CO2 por ano até 2020.

“Com um potencial abundante de geração renovável como eólica, solar e biomassa, o Brasil perde a chance de inovar e deixaria de se posicionar como uma das economias mais sustentáveis e limpas do planeta”, disse Ricardo Baitelo, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. “Infelizmente, o governo investe uma enormidade de recursos em uma exploração arriscada do ponto de vista técnico e altamente danosa para o clima”.

Entre os maiores projetos de energias sujas listados no relatório estão a enorme expansão da exploração de carvão na China, a grande expansão das exportações de carvão da Austrália, Estados Unidos e Indonésia, a exploração não convencional de petróleo nas areias betuminosas do Canadá, no Ártico, no Iraque, no Golfo do México e no Cazaquistão. Além disso, também consta na lista a produção de gás natural na África e no Mar Cáspio.

De acordo com o estudo, esses novos projetos irão acrescentar um total de 300 bilhões de toneladas de novas emissões de CO2 equivalente para a atmosfera até 2050, a partir da extração, produção e queima de 49 bilhões de toneladas de carvão, 29 trilhões de metros cúbicos de gás natural e 260 bilhões de barris de petróleo.

No Brasil, o setor de transportes é o maior emissor de CO2 fóssil. Mesmo assim, o país ainda não possui padrões de eficiência energética, ao contrário dos Estados Unidos, China e União Europeia.

“Se os regulamentos sobre a eficiência de combustível fossem melhorados e fontes alternativas de energia limpa fossem desenvolvidos no Brasil e no mundo, a demanda por petróleo poderia ser drasticamente reduzida, eliminando a necessidade de embarcar no caminho perigoso da exploração do pré-sal”, afirma Baitelo.

A estimativa é que entre 50 e 100 bilhões de barris de petróleo sejam extraídos a cerca de 8 quilômetros abaixo do nível do mar. As petroleiras planejam extrair em torno de 2 milhões de barris por dia até 2020. Só a Petrobras vai investir US$ 53 bilhões em atividades de exploração e produção até 2015.
 
 
Leia o relatório original, em inglês, aqui.
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