Combustíveis

Governo pode mudar mistura na gasolina

Jornal do Commercio
16/10/2009 09:39
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O governo já avalia uma eventual mudança no percentual de álcool anidro que é misturado à gasolina, ante a possibilidade de que os preços do combustível continuem subindo no mercado como resultado da aproximação da entressafra. Atualmente, a adição de álcool na gasolina está no patamar máximo permitido, de 25%.


Na avaliação do diretor da Agência Nacional de Petróleo, Haroldo Lima, o aumento do álcool nos postos de abastecimento é sazonal e ele espera que em breve a situação possa se normalizar. Mas se a pressão sobre o preço persistir, ele afirmou que o governo vai avaliar a mudança no mix, apesar de descartar uma redução no curto prazo. "Se nós interfirirmos na mistura, que é de 25%, pode pular para 21, 20%", disse Lima.


"Achamos que isso é uma coisa sazonal. No atual momento, em nossa avaliação sobre abastecimento, não estamos com dúvida sobre ameaça de desabastecimento", informou. Segundo ele, se até o final de outubro os preços não cederem, o governo vai avaliar a redução. "Em pouco tempo teremos a indicação. Se por acaso isso não acontecer (a acomodação dos preços) vamos tomar alguma iniciativa", acrescentou Haroldo Lima.



crise global. A crise global derrubou os preços dos combustíveis no mercado interno. Levantamento especial da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que os preços no varejo estão em deflação há dois meses, na taxa acumulada de 12 meses, apesar de a inflação ter avançado 5,01% de agosto para setembro, segundo Índice de Preços ao Consumidor (IPC).


Embora mais fraca em alguns combustíveis, a deflação ainda persistiu de um mês para outro nos preços de álcool combustível (de -2,90% para -0,58%); gasolina (de -0,21% para -0,19%); óleo diesel (de -4,80% para -5,30%); e gás natural veicular (de -3,49% para -5,34%), no acumulado em 12 meses. No caso do álcool, já há uma recuperação dos preços no atacado, ainda não verificada no varejo, devido ao final da safra da cana-de-açúcar.


No caso do diesel, analistas do setor de petróleo do Banco do Brasil atribuíram a queda ao ICMS, calculado sobre o preço do produto na refinaria. Em maio, o diesel teve redução de preço na refinaria, mas o governo compensou esta diferença elevando a Cide (tributo sobre o combustível), que havia sofrido movimento inverso no ano passado, para não repassar alta de preços ao consumidor.
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