Indústria Naval

FloaTEC participará da licitação para a P-61

A construtora de plataformas petrolíferas de Cingapura Keppel Corp disse, na sexta-feira, que sua unidade Keppel FELS e sua parceira de joint venture J. Ray McDermott assinaram uma carta de intenções com a Petrobras e a Chevron para a construção de uma plataforma d

Jornal do Commercio
13/10/2009 06:22
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A construtora de plataformas petrolíferas de Cingapura Keppel Corp disse, na sexta-feira, que sua unidade Keppel FELS e sua parceira de joint venture J. Ray McDermott assinaram uma carta de intenções com a Petrobras e a Chevron para a construção de uma plataforma de petróleo no Brasil. "O contrato deve ser assinado em uma data posterior", disse a Keppel, em comunicado.

 

"A Keppel FELS e a J. Ray McDermott formaram uma joint venture separada, chamada FloaTEC, e participam da licitação para a construção da plataforma P-61, num contrato estimado em US$ 1,1 bilhão", especifica o comunicado. O porta-voz da Keppel disse que a assinatura da carta de intenções não significa que a FloaTEC tenha vencido a licitação, mas representa apenas uma manifestação de interesse da Petrobras em trabalhar com a FloaTEC uma vez que o projeto da P-61 tenha sido aprovado. A P-61 deve ser tornar a primeira Plataforma de Pernas Tensionadas (TLP, na sigla em inglês) instalada pela Petrobras em um campo de petróleo marítimo no País.

 

As plataformas integradas, que incluem equipamentos de perfuração e produção, são vistas pela estatal como uma forma importante de reduzir os custos de desenvolvimento - especialmente na região do pré-sal.

 

ESTALEIROS.

 

Um acordo está sendo alinhavado nos bastidores da indústria naval carioca para evitar que o estaleiro Mauá, o mais antigo do País, fique sem encomendas com sua participação suspensa nas licitações da Petrobras. A estatal tem uma comissão interna ainda avaliando o envolvimento do estaleiro Mauá com fraudes em licitações, detectadas pela Polícia Federal há três anos. Antes da conclusão da análise, porém, decidiu não convidar o estaleiro para a megalicitação que vai lançar na próxima semana para a construção de 28 sondas no Brasil.

 

Segundo uma fonte, diante das pressões do governo do estado para que o estaleiro não seja cortado, a Petrobras teria admitido não se contrapor às propostas apresentadas por outros grupos que tenham a intenção de subcontratar o Mauá. A ideia é que o Estaleiro Ilha S.A (Eisa) faça proposta para a construção de sondas subcontratando o Mauá, já que o Eisa pertence ao mesmo grupo societário, o Synergy Group, do empresário German Efromovich.

 

"É um ganha, ganha. A Petrobras não abre mão de deixar o Mauá de lado por conta da fraude confessa dos seus gerentes envolvidos na investigação da Polícia Federal. Mas também não fica mal com o governo local, justamente numa época em que está envolvida com outro acordo em que precisa do aval do estado", disse, citando a negociação que está em jogo para que a Petrobras arrende a área do antigo estaleiro Ishibrás, no Rio, para a construção de sondas e plataformas. Segundo esta fonte do setor, o Eisa assumiria todos os riscos envolvidos com a subcontratação do Mauá, isentando a Petrobras de qualquer envolvimento com suspeitas que ainda vierem a ser investigadas pela PF.

 

Uma possível vitória do Eisa na licitação das sondas também evitaria que houvesse uma demissão em massa no estaleiro, que até o final do ano conta com quatro mil funcionários atuando na plataforma da Petrobras que será destinada à Mexilhão, na Bacia de Santos. "Deste total, o Mauá poderá manter uns três mil funcionários para a construção de navios para a Transpetro e outras encomendas que possui extra-Petrobrás", disse a fonte.

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