Internacional

EUA estão prontos para voltar a exportar petróleo, diz 'WSJ'

Decisões judiciais relaxam proibição vigente desde a década de 1970.

G1
25/06/2014 17:42
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Os Estados Unidos devem começar a exportar petróleo não refinado a partir de agosto, graças a duas decisões judiciais ainda não publicadas que relaxam a proibição, vigente desde a década de 1970, de vender óleo cru para o exterior, afirmou o jornal "The Wall Street Journal" (WSJ) nesta terça-feira (24).
A publicação destacou que duas decisões judiciais distintas do Departamento de Comércio deram permissão para as empresas Pioneer Natural Resources e a Enterprise Products Partners exportarem um tipo de petróleo ultraleve conhecido como condensado.
Os compradores podem transformar esse óleo em gasolina, diesel e combustível para aviões.
Fontes familiarizadas com a situação disseram ao "Wall Street Journal" que as vendas poderiam começar em agosto e, provavelmente, em volumes pequenos. Não está claro se as decisões judiciais estabelecem algum limite na quantidade que pode ser vendida para compradores estrangeiros.
A publicação destacou que, por enquanto, as decisões judiciais afetam exclusivamente as duas companhias citadas.
Mesmo assim, o jornal opinou que a decisão provavelmente vai abrir caminho para que outras empresas energéticas façam reivindicações similares.
O Departamento de Comércio disse ao "WSJ" que, por enquanto, não houve mudanças nas políticas que regem as exportações de petróleo no país.
As normas vigentes foram impostas após a crise do petróleo da década de 1970 e determinam que as companhias americanas estão somente autorizadas a exportar combustível refinado, como a gasolina, mas não o óleo cru, exceto em circunstâncias excepcionais que necessitam de uma permissão especial.
O embargo exclui o Canadá, para onde as exportações petrolíferas americanas são permitidas através de uma licença especial.
O "WSJ" lembrou que a proibição entrou em vigor depois que os países árabes declararam o embargo do petróleo aos países ocidentais, por seu apoio a Israel durante a guerra do Yom Kippur.
O embargo fez disparar os preços do petróleo e forçou o racionamento nos postos de gasolina dos EUA.
Mas o bom momento atual da exploração petrolífera nos EUA propiciou uma queda no preço do petróleo ultraleve, que está cerca de US$ 10 mais barato que o óleo cru tradicional.
Isso levou os produtores a pressionarem pelo relaxamento da proibição vigente desde os anos 1970, ao argumentar que poderiam obter preços mais altos no exterior do que nas refinarias dos EUA.
O centro de estudo Brookings Institution calcula que os EUA poderão exportar até 700 mil barris de petróleo ultraleve por dia a partir do próximo ano, segundo o "Wall Street Journal".
A produção petrolífera dos EUA cresceu em 1,8 milhões de barris por dia entre 2011 e 2013. Cerca de 96% da nova produção é de óleo cru leve e ultraleve, segundo a Administração de Informação Energética (EIA, sigla em inglês) do país.

Os Estados Unidos devem começar a exportar petróleo não refinado a partir de agosto, graças a duas decisões judiciais ainda não publicadas que relaxam a proibição, vigente desde a década de 1970, de vender óleo cru para o exterior, afirmou o jornal "The Wall Street Journal" (WSJ) na terça-feira (24). A publicação destacou que duas decisões judiciais distintas do Departamento de Comércio deram permissão para as empresas Pioneer Natural Resources e a Enterprise Products Partners exportarem um tipo de petróleo ultraleve conhecido como condensado.

Os compradores podem transformar esse óleo em gasolina, diesel e combustível para aviões.

Fontes familiarizadas com a situação disseram ao "Wall Street Journal" que as vendas poderiam começar em agosto e, provavelmente, em volumes pequenos. Não está claro se as decisões judiciais estabelecem algum limite na quantidade que pode ser vendida para compradores estrangeiros.

A publicação destacou que, por enquanto, as decisões judiciais afetam exclusivamente as duas companhias citadas.

Mesmo assim, o jornal opinou que a decisão provavelmente vai abrir caminho para que outras empresas energéticas façam reivindicações similares.

O Departamento de Comércio disse ao "WSJ" que, por enquanto, não houve mudanças nas políticas que regem as exportações de petróleo no país.

As normas vigentes foram impostas após a crise do petróleo da década de 1970 e determinam que as companhias americanas estão somente autorizadas a exportar combustível refinado, como a gasolina, mas não o óleo cru, exceto em circunstâncias excepcionais que necessitam de uma permissão especial.

O embargo exclui o Canadá, para onde as exportações petrolíferas americanas são permitidas através de uma licença especial.

O "WSJ" lembrou que a proibição entrou em vigor depois que os países árabes declararam o embargo do petróleo aos países ocidentais, por seu apoio a Israel durante a guerra do Yom Kippur.

O embargo fez disparar os preços do petróleo e forçou o racionamento nos postos de gasolina dos EUA.

Mas o bom momento atual da exploração petrolífera nos EUA propiciou uma queda no preço do petróleo ultraleve, que está cerca de US$ 10 mais barato que o óleo cru tradicional.

Isso levou os produtores a pressionarem pelo relaxamento da proibição vigente desde os anos 1970, ao argumentar que poderiam obter preços mais altos no exterior do que nas refinarias dos EUA.

O centro de estudo Brookings Institution calcula que os EUA poderão exportar até 700 mil barris de petróleo ultraleve por dia a partir do próximo ano, segundo o "Wall Street Journal".

A produção petrolífera dos EUA cresceu em 1,8 milhões de barris por dia entre 2011 e 2013. Cerca de 96% da nova produção é de óleo cru leve e ultraleve, segundo a Administração de Informação Energética (EIA, sigla em inglês) do país.

 

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