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Eletrobras envia comunicado ao mercado sobre compulsórios

Em resposta a matéria publicada no último final de semana em veículo de grande circulação, a Eletrobras distribuiu ontem (21) comunicado em relação à créditos do Empréstimo Compulsório. O documento é assinado por Armando Casado de Araujo, diretor financeiro e de relações com investido

Eletrobras
22/06/2010 10:22
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COMUNICADO AO MERCADO

 

Em referencia a matéria veiculada pelo jornal Folha de São Paulo no dia 19 de junho do corrente, em relação à créditos do empréstimo compulsório, informamos aos senhores acionistas e ao mercado em geral o que segue:


A Eletrobras é parte envolvida em diversas ações em andamento no âmbito do judiciário que se encontram em vários estágios de julgamento para as quais, de acordo com as normas contábeis em vigor, adota o procedimento de classificar as causas impetradas contra a Companhia em função do risco de perda, baseada na opinião de seus consultores jurídicos. Neste cenário, portanto, são levadas em consideração fatores que possam influenciar o patrimônio da Companhia, caso ocorra algum fato ou evento, no curso dos julgamentos, adverso à Companhia, cumprindo assim o dever de preservar, da melhor maneira possível, os usuários das Demonstrações Financeiras, em particular quanto à avaliação de seus passivos e, consequentemente do patrimônio líquido, buscando evitar análises excessivamente otimistas nas tomadas de decisão com base na informação contábil.

 

Desta forma, para fazer face às eventuais perdas, são constituídas provisões para contingências julgadas suficientes para cobrir eventuais perdas nos citados processos judiciais, que no trimestre findo em 31 de março de 2010, atinge o montante de R$ 1, 3 bilhão, integralmente constituídas em exercícios anteriores.

 

Assim, a afirmativa de que a “Eletrobras reservou em seu caixa R$ 3,5 bilhões para restituir a consumidores industriais que recolheram empréstimo compulsório entre 1987 a 1993”, não guarda relação com o efetivamente praticado pela Companhia, sendo, portanto, inveridica.

 

Eventuais novas ações judiciais movidas contra a Companhia serão, sempre, analisadas de acordo com o seu objeto e grau de probabilidade de perda e terão o tratamento que a elas vierem ser imputadas, não sendo possível, no estágio e circunstâncias atuais, concluir sobre o final das demandas.


Rio de Janeiro, 21 de junho de 2010.
Armando Casado de Araujo
Diretor Financeiro e de Relações com Investidores

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