Combustíveis

Distribuição de gasolina está no limite

Aumento das vendas será seis vezes maior que o do crescimento do PIB.

Agência Estado
12/12/2012 10:36
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O porcentual de aumento da venda de combustíveis este ano será seis vezes maior que o do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas do país. O descompasso, que vem ocorrendo desde 2006, alcançará este ano a maior disparidade.
Segundo estimativa do Sindicato Nacional das Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), a alta nas vendas será de 6,3%, enquanto a economia deverá crescer apenas 1%, na média das projeções do mercado, de acordo com o Boletim Focus, do Banco Central (BC).
A combinação de superaquecimento do consumo e deficiências logísticas cria dificuldades para garantir o fornecimento e já preocupa a Petrobras. A ponto de a estatal ter alterado os contratos com as empresas distribuidoras, segundo o presidente do Sindicom, Alisio Vaz.
"Não lembro de um PIB tão pequeno com venda de combustíveis tão elevada", disse na terça-feira (11) Vaz, ao divulgar as projeções das distribuidoras para 2013. O Sindicom listou uma série de fatores para explicar a falta de sintonia: renda em alta, aumento da frota da veículos e a política de preços do governo, que impede reajustes ao consumidor final.
Com o crescimento do consumo de combustíveis, o Sindicom alerta que o abastecimento do mercado nacional está no limite. Mas, deixa claro que não há desabastecimento no país.
Sergio Vale, economista-chefe da consultoria MB Associados, destacou o aumento da renda e os preços congelados. Segundo ele, a previsão é de alta de 6% na massa salarial neste ano. "O preço está estável e a renda, subindo. O consumidor aproveita para abastecer mais mesmo", disse o economista.
Com o rápido crescimento da demanda, o Sindicom não fala em desabastecimento, mas em "restrições" e "estresse" no abastecimento - houve falta generalizada apenas no Amapá. As restrições são causadas pelo aumento da importação da gasolina e de óleo diesel e pela queda nas vendas de etanol hidratado, num contexto em que a produção da Petrobras está "no limite".
Com a produção apertada, as importações crescem e evidenciam gargalos na infraestrutura dos portos. As refinarias estão no limite da capacidade e "polos alternativos" para entrega são usados. Esta mudança de local dificulta a logística. A importação pressiona a estrutura dos portos, principalmente no Norte e Nordeste, aonde o combustível chega por navio.

O porcentual de aumento da venda de combustíveis este ano será seis vezes maior que o do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas do país. O descompasso, que vem ocorrendo desde 2006, alcançará este ano a maior disparidade.


Segundo estimativa do Sindicato Nacional das Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), a alta nas vendas será de 6,3%, enquanto a economia deverá crescer apenas 1%, na média das projeções do mercado, de acordo com o Boletim Focus, do Banco Central (BC).


A combinação de superaquecimento do consumo e deficiências logísticas cria dificuldades para garantir o fornecimento e já preocupa a Petrobras. A ponto de a estatal ter alterado os contratos com as empresas distribuidoras, segundo o presidente do Sindicom, Alisio Vaz.


"Não lembro de um PIB tão pequeno com venda de combustíveis tão elevada", disse na terça-feira (11) Vaz, ao divulgar as projeções das distribuidoras para 2013. O Sindicom listou uma série de fatores para explicar a falta de sintonia: renda em alta, aumento da frota da veículos e a política de preços do governo, que impede reajustes ao consumidor final.


Com o crescimento do consumo de combustíveis, o Sindicom alerta que o abastecimento do mercado nacional está no limite. Mas, deixa claro que não há desabastecimento no país.


Sergio Vale, economista-chefe da consultoria MB Associados, destacou o aumento da renda e os preços congelados. Segundo ele, a previsão é de alta de 6% na massa salarial neste ano. "O preço está estável e a renda, subindo. O consumidor aproveita para abastecer mais mesmo", disse o economista.


Com o rápido crescimento da demanda, o Sindicom não fala em desabastecimento, mas em "restrições" e "estresse" no abastecimento - houve falta generalizada apenas no Amapá. As restrições são causadas pelo aumento da importação da gasolina e de óleo diesel e pela queda nas vendas de etanol hidratado, num contexto em que a produção da Petrobras está "no limite".


Com a produção apertada, as importações crescem e evidenciam gargalos na infraestrutura dos portos. As refinarias estão no limite da capacidade e "polos alternativos" para entrega são usados. Esta mudança de local dificulta a logística. A importação pressiona a estrutura dos portos, principalmente no Norte e Nordeste, aonde o combustível chega por navio.

 

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