Empresas

CVM conclui que Eike usou informações privilegiadas

Empresário é acusado de descumprir a Lei das SA e o artigo 13 da Instrução 358.

Valor Econômico
11/04/2014 12:48
Visualizações: 1296

 

Investigação feita pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) indica que Eike Batista e os administradores da OGX levaram dez meses para informar o mercado sobre a inviabilidade de campos de petróleo da companhia. Em processo ao qual teve acesso o Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor, a CVM aponta que os administradores falharam na divulgação de informações relevantes e que Eike, já ciente dos dados, negociou ações de OGX e OSX enquanto dava declarações otimistas pelo Twitter.
O ponto central da investigação foi a declaração de inviabilidade econômica dos campos de Tubarão Azul, Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia, em 1º de julho de 2013, que deu início à derrocada da OGX. Entre 2009 e julho de 2011, a empresa fez divulgações sempre positivas sobre o potencial dos campos. A divulgação seguinte veio só em março de 2013, sem tocar no volume de óleo recuperável, como em comunicados anteriores. Mas, segundo relatório da área de reservatórios, desde 2011 já se sabia preliminarmente que os volumes e a compartimentação eram muito diferentes da interpretação inicial. A OGX criou um grupo de trabalho, que, em 24 de setembro de 2012, com estudo da Schlumberger Serviços de Petróleo, apresentou à diretoria novas estimativas para o volume de óleo e o que seria recuperável. Em todos os cenários, o valor presente líquido (VPL) para o projeto era negativo.
A CVM concluiu que Eike tinha informações desconhecidas do mercado quando vendeu as ações - que ele alega ter sido para pagar dívidas. Para a autarquia, ele poderia ter se desfeito de outros bens. Eike é acusado de descumprir a Lei das SA e o artigo 13 da Instrução 358, que tratam do dever do administrador de guardar sigilo sobre informações não divulgadas da empresa e proíbem que ele as use para obter vantagem em negociação com ações. O prazo para apresentação de defesa é 14 de maio. O escritório PCPC, que atua na defesa de Eike, não concedeu entrevista.

Investigação feita pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) indica que Eike Batista e os administradores da OGX levaram dez meses para informar o mercado sobre a inviabilidade de campos de petróleo da companhia. Em processo ao qual teve acesso o Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor, a CVM aponta que os administradores falharam na divulgação de informações relevantes e que Eike, já ciente dos dados, negociou ações de OGX e OSX enquanto dava declarações otimistas pelo Twitter.

O ponto central da investigação foi a declaração de inviabilidade econômica dos campos de Tubarão Azul, Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia, em 1º de julho de 2013, que deu início à derrocada da OGX. Entre 2009 e julho de 2011, a empresa fez divulgações sempre positivas sobre o potencial dos campos. A divulgação seguinte veio só em março de 2013, sem tocar no volume de óleo recuperável, como em comunicados anteriores. Mas, segundo relatório da área de reservatórios, desde 2011 já se sabia preliminarmente que os volumes e a compartimentação eram muito diferentes da interpretação inicial. A OGX criou um grupo de trabalho, que, em 24 de setembro de 2012, com estudo da Schlumberger Serviços de Petróleo, apresentou à diretoria novas estimativas para o volume de óleo e o que seria recuperável. Em todos os cenários, o valor presente líquido (VPL) para o projeto era negativo.

A CVM concluiu que Eike tinha informações desconhecidas do mercado quando vendeu as ações - que ele alega ter sido para pagar dívidas. Para a autarquia, ele poderia ter se desfeito de outros bens. Eike é acusado de descumprir a Lei das SA e o artigo 13 da Instrução 358, que tratam do dever do administrador de guardar sigilo sobre informações não divulgadas da empresa e proíbem que ele as use para obter vantagem em negociação com ações. O prazo para apresentação de defesa é 14 de maio. O escritório PCPC, que atua na defesa de Eike, não concedeu entrevista.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Conteúdo Local
ANP abre consulta prévia sobre regras de preferência a f...
15/05/26
Etanol
Alteração de normas sobre comercialização de etanol anid...
15/05/26
Descomissionamento
ANP aprova realização de consulta e audiência públicas p...
15/05/26
Resultado
Vallourec registra alta eficiência operacional no Brasil...
15/05/26
Energia Elétrica
Encontro das Indústrias do Setor Elétrico reúne mais de ...
15/05/26
Apoio Marítimo
Wilson Sons lança novo rebocador para operar no Porto de...
14/05/26
Hidrogênio
ANP e OCDE realizam wokshop sobre gerenciamento de risco...
14/05/26
Pré-Sal
Campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, recebe tec...
13/05/26
Resultado
No primeiro trimestre de 2026 Petrobras registra lucro l...
13/05/26
Biometano
CNPE fixa meta inicial de 0,5% para biometano no gás nat...
13/05/26
Mão de Obra
Setor de Óleo & Gás enfrenta apagão de talentos diante d...
13/05/26
Evento
"Mato Grosso vai se tornar a Califórnia brasileira", diz...
13/05/26
Evento
Tauil & Chequer Advogados associado a Mayer Brown realiz...
13/05/26
Combustíveis
ANP fará consulta e audiência públicas sobre serviço de ...
12/05/26
Evento
IBP promove evento em São Paulo para debater futuro da e...
12/05/26
Internacional
Nos Estados Unidos, Firjan participa do Brasil-U.S. Indu...
12/05/26
Pessoas
MODEC anuncia Yosuke Kosugi como novo CEO no Brasil
11/05/26
BOGE 2026
John Crane oferece manutenção preditiva por meio de solu...
11/05/26
Gás Natural
Compass realiza IPO na B3
11/05/26
Crise
Estreito de Ormuz, sustentabilidade e arbitragem serão d...
11/05/26
Indústria Naval
Ghenova lidera engenharia dos navios gaseiros da Ecovix ...
11/05/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23