Meio ambiente

Coppe e RBA promovem mesa-redonda sobre Petróleo e Ecologia

O impasse permanente entre o desenvolvimento da indústria petrolífera e a sustentabilidade ecológica no Brasil será o tema da mesa-redonda promovida pela consultoria inglesa Rudall Blanchard Associates (RBA) e pelo Coppe - UFRJ, no Hotel Sheraton do Rio de janeiro, nos dias 14 e 15 de abril.


07/04/2004 00:00
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O impasse permanente entre o desenvolvimento da indústria petrolífera e a sustentabilidade ecológica no Brasil será o tema da mesa-redonda promovida pela consultoria inglesa Rudall Blanchard Associates (RBA) e pelo Coppe - UFRJ, no Hotel Sheraton do Rio de janeiro, nos dias 14 e 15 de abril, com presença representantes governamentais do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e dos ministérios das Minas e Energia e do Meio Ambiente, além de executivos, advogados, tecnólogos e engenheiros do setor.
O objetivo do evento é promover o debate entre representantes de diversos setores nacionais e internacionais, públicos e privados, envolvidos direta e indiretamente com a produção petrolífera, na busca de um acordo de tolerância entre indústria e ecologia.
O coordenador do evento, o engenheiro e economista, Emílio Lèbre La Rovere, chefe do Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente do Coppe, defende que "a ecologia não pode representar um entrave ao negócio do petróleo, porque se entende, hoje, que a área de energia é muito mais complexa e se relaciona com a soberania do país".
La Rovere destaca o caso do veto do Ibama aos blocos apresentados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em Abrolhos, durante a Sexta Rodada de Licitações como um exemplo de impasse entre indústria e ecologia. "Decisões dessa magnitude não podem se concentrar só no Ibama, mas deveriam passar pelo que em outros países chama-se Avaliação Ambiental Estratégica, que não se limita a examinar a área a ser explorada, mas toda a região em que ela se insere,  avaliando com mais segurança tipos e intensidade de possíveis danos.", defende La Rovere.
Segundo o coordenador do evento, enquanto se preservar a natureza segundo os exclusivos critérios do Ibama, a exploração do petróleo brasileiro se ressentirá do capital externo.
"Com o fim do monopólio da Petrobras, houve grande afluência de capitais ao país, que não tem absorvido muitos investimentos, por insistir na preservação irrestrita de áreas potencialmente produtivas. Isso prejudica a economia e desestimula aqueles investidores, além de abater sua confiança no promissor mercado brasileiro de petróleo", afirma La Rovere.
La Rovere acredita que petróleo e ecologia poderão encontrar seu ponto de equilíbrio no Brasil, porque isso já ocorreu em outros países, a exemplo dos Estados Unidos que, durante muitos anos, proibiram a prospecção na costa da Flórida e da Califórnia, áreas de evidente importância turística, mas reviram o veto e, segundo diz, não se arrependeram dos resultados.

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