Financiamento

BNDES aprova R$ 307 milhões para melhoria no sistema hidroviário de SP

As obras permitirão aumentar a carga transportada na hidrovia Tietê-Paraná para até 11 milhões de toneladas em 2020. Em 2011, foram transportadas 5,8 milhões de toneladas de carga pela hidrovia.

Ascom BNDES
06/01/2014 10:59
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A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou a concessão de financiamento de R$ 307 milhões para a implantação de melhorias no sistema hidroviário do Estado de São Paulo.

As obras permitirão aumentar a carga transportada na hidrovia Tietê-Paraná para até 11 milhões de toneladas em 2020. Em 2011, foram transportadas 5,8 milhões de toneladas de carga pela hidrovia.

Durante a fase de implantação, serão gerados mais de 17 mil empregos diretos e indiretos. Nas fases de operação e manutenção, serão 1.271 novos empregos, sendo 1.145 indiretos.

O projeto do governo paulista prevê investimentos globais de R$ 1,034 bilhão e faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal.

A participação do BNDES será de 31,2% dos itens financiáveis, e os recursos do PAC, provenientes do Orçamento Geral da União, somarão R$ 584,2 milhões, ou 59,3% dos itens financiáveis.


O projeto

O projeto do Departamento Hidroviário da Secretaria de Logística e Transportes do Estado de São Paulo prevê a implantação da eclusa da Penha, ampliação e retificação dos canais de Botucatu e Conchas, a implantação do Terminal Portuário de Araçatuba e das barragens e eclusas de Anhembi, Conchas e Santa Maria da Serra, todas na hidrovia Tietê-Paraná.

Essa hidrovia tem sob sua área de influência os Estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, numa região de 76 milhões de hectares. Ela integra um sistema de transporte intermodal (hidro-rodo-ferroviário), funcionando como alternativa de corredor de exportação até o Porto de Santos.

Sua importância não se resume ao interior do Brasil, devido à possibilidade de integração da Bacia do Paraná com as Bacias do Rio da Prata, Uruguai e Paraguai, formando um sistema com cerca de 7.700 km de vias navegáveis, unindo Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, denominado Hidrovia do Mercosul.

Além de ser uma alternativa para integração territorial, o transporte hidroviário também contribui para a redução da emissão de gases de efeito estufa, do custo de frete e do número de acidentes de trânsito.

De acordo com a Política de Infraestrutura contida no Plano Plurianual Federal 2012-2015, uma das prioridades do governo é o fortalecimento, por meio da conexão hidroviária, dos eixos de integração e desenvolvimento do Brasil com os países da América do Sul.

O Governo Federal tem incentivado os investimentos no transporte aquaviário, que inclui, além do hidroviário, o marítimo e a cabotagem. O objetivo é elevar a participação deste meio de transporte na matriz nacional de 13%, em 2005, para 29% até 2025.

Atualmente, mais de 90% da carga transportada na hidrovia Tietê-Paraná é composta de areia, soja, cana, milho e farelo de soja. As obras devem permitir a melhoria das condições de navegabilidade da hidrovia, ampliando sua utilização. O potencial total de transporte de carga da via é estimado em até 20 milhões de toneladas/ano.

Os principais rios da hidrovia são os interestaduais Paraná, Grande e Paranaíba, além de Tietê e Piracicaba, localizados no interior de São Paulo.
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