Logística

Atrasos em Santos custam R$95 milhões

O Porto de Santos está em "situação crítica" e provoca um efeito cascata nos demais complexos de cargas do País, devido a sua alta incidência de atrasos nos embarques e desembarques e da longa espera para atracação de navios, aponta le

A Tribuna
07/12/2010 07:58
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O Porto de Santos está em "situação crítica" e provoca um efeito cascata nos demais complexos de cargas do País, devido a sua alta incidência de atrasos nos embarques e desembarques e da longa espera para atracação de navios, aponta levantamento do Centro Nacional de Navegação (Centronave). 
 

O cais santista ainda causa custos extras de US$ 95 milhões por ano aos armadores, aproximadamente 8% do frete das embarcações. O maior complexo marítimo do País é o estopim da ineficiência operacional portuária. 
 

De acordo com o Centronave, de janeiro a setembro últimos, os atrasos nos embarques e desembarques nos portos nacionais foram de 72.401 horas (3.017 dias), e as esperas das embarcações para atracação chegou a 78.873horas (3.286 dias). 
 

A somatória dos dois problemas ainda provocou o cancelamento de 741 escalas, um acréscimo de 62% sobre o mesmo período de 2009 (457). Já as escalas efetivadas caíram 9,1% no País, ficando em 4.237 ante 4.664 do mesmo período do ano passado. ,
 

Segundo o diretor-executivo do Centronave, Elias Gedeon, "esses cancelamentos explicam-se pelo congestionamento em Santos, que gera um efeito-dominó, prejudicando a operação nos demais portos". 
 

Como exemplo do gargalo operacional no Porto de Santos,Gedeon revelou que as escalas efetivadas no Terminal de Contêineres (Tecon) Santos Brasil, o maior do País, caíram de 803 para 705, devido às horas perdidas. 
 

Os atrasos nos embarques e desembarques na instalação cresceram 38,1% nos três trimestres fechados do ano, partindo de 12.348 horas para 17.054. O tempo de espera para atracar subiu 22,1%, de 11.599 para 14.163 horas. 
 

Para piorar a situação, o Centronave verificou que os pátios dosterminais estão lotados, fruto da importação em alta. A situação fica ainda mais complicada quando se somam os tempos de carregamentos (aumento de 75% entre 2009 e 2010) e a vinda de navios maiores, o que reduz o número de berços disponíveis para atracações. 
 

Cálculos do Centronave apontaram que o volume de contêineres movimentados em Santos aumentou 215% nos últimos 10 anos, mas a infraestrutura operacional não acompanhou. O crescimento de berços foi de apenas 23% e da área alfandegada, de apenas 20% no período. 
 
 
Janelas perdidas
 

A soma dos problemas afeta o desempenho dos portos seguintes na rota de Santos. Segundo o Centronave, o armador acaba tendo de cancelar escalas, especialmente nos complexos da Região Sul. 
 

Em Santos, as paradas canceladas englobam 10% dos navios. Mas nos portos seguintes, esse índice é bem maior, garantiu Gedeon. Em Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS), os cancelamentos neste ano foram de um para quatro navios. 

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