Negócios

Atrasos atingem fornecedores da área naval da Petrobras

Situação se prolonga há dois anos.

Agência Estado
24/06/2014 12:02
Visualizações: 1458

 

O atraso em repasses da Petrobras a fornecedores é mais um sinal da situação de constrangimento financeiro da estatal. Além das empresas terceirizadas em diferentes frentes de obras, também fornecedores da área naval reclamam, internamente, de atrasos e dificuldades na relação com a estatal.
A situação se prolonga há dois anos, quando a estatal viu a sua curva de produção se estagnar em função de paradas nas plataformas e embarcações para manutenção. Para suprir a demanda a empresa importa mais derivados, como diesel e gasolina, revendidos no mercado doméstico a preços inferiores que o valor de compra, cotado em dólar.
Mesmo após a concessão de dois aumentos, no último ano, a defasagem elevou em 13,2% o prejuízo na área de refino e abastecimento, responsável pelo fornecimento dos combustíveis no país, na comparação entre o primeiro trimestre deste ano e o mesmo período de 2013. O balanço, divulgado em março passado, também indicou alta no endividamento bruto da empresa, que pela primeira vez ultrapassou a marca de R$ 300 bilhões.
Com a dívida, a alavancagem da empresa ficou em 39%, pelo terceiro trimestre consecutivo acima da meta definida pela própria estatal (35%). O resultado geral foi de queda de 29,9% no lucro da petroleira no primeiro trimestre, pressionado pela provisão de R$ 1,9 bilhão referentes ao programa de demissões voluntárias da Petrobras.
O programa é uma das apostas da companhia para aliviar sua situação financeira, com a economia projetada de R$ 13 bilhões em quatro anos. Programas de melhorias operacionais (R$ 3,1 bilhões no 1º trimestre) e de desinvestimentos (US$ 11 bilhões em quatro anos) também compõem o esforço para diminuir custos. O objetivo é liberar o caixa da empresa para os investimentos necessários para dobrar a produção até 2020, com participação de 53% da exploração no pré-sal.

O atraso em repasses da Petrobras a fornecedores é mais um sinal da situação de constrangimento financeiro da estatal. Além das empresas terceirizadas em diferentes frentes de obras, também fornecedores da área naval reclamam, internamente, de atrasos e dificuldades na relação com a estatal.

A situação se prolonga há dois anos, quando a estatal viu a sua curva de produção se estagnar em função de paradas nas plataformas e embarcações para manutenção. Para suprir a demanda a empresa importa mais derivados, como diesel e gasolina, revendidos no mercado doméstico a preços inferiores que o valor de compra, cotado em dólar.

Mesmo após a concessão de dois aumentos, no último ano, a defasagem elevou em 13,2% o prejuízo na área de refino e abastecimento, responsável pelo fornecimento dos combustíveis no país, na comparação entre o primeiro trimestre deste ano e o mesmo período de 2013. O balanço, divulgado em março passado, também indicou alta no endividamento bruto da empresa, que pela primeira vez ultrapassou a marca de R$ 300 bilhões.

Com a dívida, a alavancagem da empresa ficou em 39%, pelo terceiro trimestre consecutivo acima da meta definida pela própria estatal (35%). O resultado geral foi de queda de 29,9% no lucro da petroleira no primeiro trimestre, pressionado pela provisão de R$ 1,9 bilhão referentes ao programa de demissões voluntárias da Petrobras.

O programa é uma das apostas da companhia para aliviar sua situação financeira, com a economia projetada de R$ 13 bilhões em quatro anos. Programas de melhorias operacionais (R$ 3,1 bilhões no 1º trimestre) e de desinvestimentos (US$ 11 bilhões em quatro anos) também compõem o esforço para diminuir custos. O objetivo é liberar o caixa da empresa para os investimentos necessários para dobrar a produção até 2020, com participação de 53% da exploração no pré-sal.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
P&D
Pesquisadores da Coppe desenvolvem técnica inovadora par...
20/03/26
Leilão
TBG avalia como positivo resultado do LRCAP 2026 e desta...
20/03/26
Macaé Energy
Lumina Group marca presença na Macaé Energy 2026
20/03/26
Resultado
Gasmig encerra 2025 com lucro líquido de R$ 515 milhões ...
20/03/26
Combustíveis
Fiscalização nacional alcança São Paulo e amplia ações s...
20/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 encerra com público recorde de 15 mil ...
19/03/26
Exportações
Firjan manifesta preocupação com a oneração das exportaç...
19/03/26
Energia Solar
Newave Energia e Gerdau inauguram Complexo Solar de Barr...
19/03/26
Combustíveis
Diesel chega a R$ 7,17 com conflito entre EUA e Irã, apo...
19/03/26
Petrobras
Museu do Petróleo e Novas Energias irá funcionar no préd...
19/03/26
Pesquisa e Inovação
MODEC impulsiona inovação e P&D com ideias que apontam o...
19/03/26
Etanol
Geopolítica e energia redesenham o papel do etanol no ce...
19/03/26
Energia Elétrica
Copel vence leilão federal e vai aumentar em 33% a capac...
19/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy: debates focam no papel estratégico do gás ...
18/03/26
Economia
Firjan vê início da queda da Selic como positivo para a ...
18/03/26
Internacional
Petrobras confirma nova descoberta de gás na Colômbia
18/03/26
Publicações
IBP fortalece editora institucional, amplia publicações ...
18/03/26
Macaé Energy
Acro Cabos de Aço participa da Macaé Energy 2026
18/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 consolida município como capital nacio...
17/03/26
Macaé Energy
Com recorde de público, feira e congresso do Macaé Energ...
17/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy debate segurança energética e inovação no s...
16/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23