Combustíveis

ANP vê mistura maior de etanol na gasolina só em 2013

Baixa oferta do biocombustível é obstáculo.

Agência Reuters
10/08/2012 14:21
Visualizações: 858

 

Um aumento na mistura de etanol na gasolina neste ano é improvável devido à baixa oferta do biocombustível no mercado brasileiro, mas para o ano que vem haveria espaço para tal alteração, considerando uma expectativa de produção maior, disse na quinta-feira (9) o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Allan Kardec.
"Não há como elevar imediatamente, até porque estamos no final da safra, mas a perspectiva é para 2013, estamos estudando para em 2013 elevar", declarou ele durante evento no Rio de Janeiro.
Na verdade, o centro-sul processou até meados de julho 170 milhões de toneladas de cana, de um total previsto para a temporada 2012/13 de cerca de 510 milhões de toneladas, segundo dados da indústria divulgados no final do mês passado.
"Há a perspectiva de elevar", reforçou Kardec, citando estudos que vêm sendo realizados pela ANP, que apontam uma produção maior no ano que vem, e que poderão subsidiar o governo em tal decisão de mexer na mistura.
Atualmente, a mistura de etanol na gasolina está em 20%. Ela foi reduzida ante 25% em outubro do ano passado, em meio à queda na safra de cana.
"Estamos estudando isso internamente, e pode ter um aumento gradativo, ou até mesmo direto para 25 por cento. Vai depender do comportamento da safra de 2012 para 2013 (do eventual aumento da produção no próximo ano)", disse ele.
Nesta temporada, os estoques dos produtos continuam restritos, com a safra tendo um início mais lento e também por chuvas atípicas que afetaram a moagem do centro-sul em junho.
Kardec ressaltou que a safra atual é bem semelhante à passada, mas a do próximo ano deverá crescer, segundo estudos.
Neste ano, a moagem de cana do centro-sul está estimada em cerca de 510 milhões de toneladas, uma ligeira alta na comparação com a safra anterior, quando a região teve a primeira queda na produção em 11 anos.
O aumento da mistura de etanol na gasolina é visto como alternativa para a Petrobras reduzir as suas importações do combustível fóssil.


Um aumento na mistura de etanol na gasolina neste ano é improvável devido à baixa oferta do biocombustível no mercado brasileiro, mas para o ano que vem haveria espaço para tal alteração, considerando uma expectativa de produção maior, disse na quinta-feira (9) o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Allan Kardec.


"Não há como elevar imediatamente, até porque estamos no final da safra, mas a perspectiva é para 2013, estamos estudando para em 2013 elevar", declarou ele durante evento no Rio de Janeiro.


Na verdade, o centro-sul processou até meados de julho 170 milhões de toneladas de cana, de um total previsto para a temporada 2012/13 de cerca de 510 milhões de toneladas, segundo dados da indústria divulgados no final do mês passado.


"Há a perspectiva de elevar", reforçou Kardec, citando estudos que vêm sendo realizados pela ANP, que apontam uma produção maior no ano que vem, e que poderão subsidiar o governo em tal decisão de mexer na mistura.


Atualmente, a mistura de etanol na gasolina está em 20%. Ela foi reduzida ante 25% em outubro do ano passado, em meio à queda na safra de cana.


"Estamos estudando isso internamente, e pode ter um aumento gradativo, ou até mesmo direto para 25 por cento. Vai depender do comportamento da safra de 2012 para 2013 (do eventual aumento da produção no próximo ano)", disse ele.


Nesta temporada, os estoques dos produtos continuam restritos, com a safra tendo um início mais lento e também por chuvas atípicas que afetaram a moagem do centro-sul em junho.


Kardec ressaltou que a safra atual é bem semelhante à passada, mas a do próximo ano deverá crescer, segundo estudos.


Neste ano, a moagem de cana do centro-sul está estimada em cerca de 510 milhões de toneladas, uma ligeira alta na comparação com a safra anterior, quando a região teve a primeira queda na produção em 11 anos.


O aumento da mistura de etanol na gasolina é visto como alternativa para a Petrobras reduzir as suas importações do combustível fóssil.

 

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