Portos

Ambitec vai construir porto de R$ 850 milhões em Aracruz

O grupo paulista Ambitec tem um projeto milionário para Aracruz. Trata-se do Terminal Multimodal Capixaba, um porto de R$ 850 milhões em Barra do Riacho, Norte capixaba. As obras do terminal da Nutripetro, empresa do grupo Ambitec, já começaram. Os executivos afirmam trat

A Gazeta (Vitória)
26/04/2010 03:04
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O grupo paulista Ambitec tem um projeto milionário para Aracruz. Trata-se do Terminal Multimodal Capixaba, um porto de R$ 850 milhões em Barra do Riacho, Norte capixaba. As obras do terminal da Nutripetro, empresa do grupo Ambitec, já começaram. Os executivos afirmam tratar-se de um complexo que irá reduzir o gargalo logístico do Estado. Nas proximidades do porto ainda serão construídos 16 prédios residenciais, hotel e shopping.

 

 

 

 O terminal, que começa a operar em 2014, ficará numa área de 1 milhão de metros quadrados, atenderá exportadores, importadores e dará suprimento à plataformas de petróleo. Haverá infraestrutura de recebimento, estocagem e distribuição de cargas. Depois de pronto, serão 2,5 mil empregos diretos e indiretos. A expectativa é de movimentar 103 mil contêineres e 75 mil veículos por ano.

 

Serão nove berços de atracação, cinco destinados ao suprimento das plataformas, dois para cargas gerais, um para granéis líquidos e outro para granéis sólidos. O calado será de 14 metros. O complexo ainda terá um ramal ferroviário. A Nutripetro negocia com a Vale uma ligação com a Vitória-Minas. A rodovia ES-010 passa dentro da área.

 

“O diferencial será o preço. Estamos fora da área do porto organizado. Como terminal privado estabeleceremos nossas taxas e vamos ofertar muita infraestrutura. A ideia é reduzir custos e atender da melhor forma possível os nossos clientes”, assinalou José Roberto Barbosa, diretor-geral da Nutripetro.

Prédios, hotel e shopping

O terminal multimodal funcionará como um condomínio de empresas. Modelo parecido com o adotado por Eike Batista no Porto do Açu, em São João da Barra, Norte do Rio de Janeiro. “A única diferença é que não teremos indústrias. As empresas de comércio internacional que quiserem trabalhar conosco poderão se estabelecer dentro do porto. Posso adiantar que algumas grandes empresas do Brasil e de fora já nos procuraram”. As áreas dos lotes não serão limitadas e nem precisarão ser compradas. Quem se estabelecer no local pagará condomínio.

 

Além da logística, haverá investimento no mercado imobiliário. Ao lado das futuras instalações do estaleiro da Jurong e da Carta Fabril, de vários portos e muito próximo da Fibria, os executivos da Nutripetro enxergam na região de Barra do Riacho um belo potencial. Por isso, vão construir 16 edifícios, todos de frente para o mar, com 360 unidades de 100 metros quadrados. O valor médio dos apartamentos será de R$ 120 mil e o valor geral de vendas deve chegar aos R$ 43,2 milhões.

 

Um hotel com 120 quartos e um shopping com 60 lojas, praça de alimentação e cinema, também farão parte do complexo. O lançamento dos imóveis será em outubro de 2010.

De toda a área, 250 mil metros quadrados já estão licenciados e com obras andando. O restante da área, incluindo a dos empreendimentos imobiliários, ainda não foi liberado, já que os projetos ainda estão sob análise dos órgãos ambientais.

Ambitec

O grupo Ambitec é composto de capital 100% nacional. Foi fundado em 1929 a partir da empresa de transportes Expresso G Borlenghi, de Guido Borlenghi. O grupo, hoje formado por seis empresas - Ambitec, Brasil Ambiental, Getel Distribuição, Nutrigás, Planeta Ambiental e Nutripetro -, é especialista em soluções ambientais.

Terminal Multimodal Capixaba Local: Barra do Riacho, Aracruz Investimento: R$ 850 milhões Inauguração: 2014

Emprego: serão 2,5 trabalhadores diretos e indiretos depois do início da operação do porto

 

Atracação: cinco berços para suprimento de plataformas de petróleo e gás, dois para cargas gerais, um para granéis líquidos e um para granéis sólidos.

Calado: os cinco berços para suprimento terão profundidade de 12,5 metros, os outros quatro terão 14 metros de calado. Dragagem: a batimetria feita no local do futuro terminal mostrou que a profundidade atual é suficiente para a implantação do porto. Não será preciso dragagem ou derrocagem (retirada de pedras).

 

Capacidade: no primeiro ano de funcionamento, a expectativa é de movimentar 13,3 mil contêineres. No quinto ano deverão ser 74 mil contêineres e no décimo 103,9 mil. Em relação à movimentação de veículos, serão 8.404 no primeiro ano de funcionamento do terminal, 54.103 no quinto ano e 75.393 no décimo ano.

 

Estrutura: além de outros equipamentos, o terminal terá balanças rodoviárias, pátios de contêineres e de estocagem, tanques especiais para armazenamento de produtos químicos, petroquímicos e alimentícios, armazéns climatizados e um setor de reparo para contêineres. As instalações serão projetadas para o recebimento de cargas especiais e para cada tipo de material.

 

 

Mercado imobiliário: nas proximidades do porto serão construídos 16 edifícios residenciais, todos de frente para o mar, com 360 unidades de 100 metros quadrados. O valor de venda será de R$ 120 mil. Também serão construídos um hotel com 120 quartos e um centro comercial de 10 mil metros quadrados, 60 lojas, praça de alimentação e cinema. Os lançamentos estão previstos para outubro de 2010.

 

 

Fonte: A Gazeta (Vitória)/Nutripetro/Abdo Filho  

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