Petrobras

Alta eficiência amplia refino e aumenta produção de combustíveis mais limpos

Com FUT médio de 92% das refinarias, companhia expande a produção de derivados e tem avanços significativos na transição energética.

Redação TN Petróleo/Agência Petrobras
22/01/2026 13:59
Alta eficiência amplia refino e aumenta produção de combustíveis mais limpos Imagem: Agência Petrobras Visualizações: 2008

As refinarias da Petrobras operaram com um Fator de Utilização Total (FUT) médio de 92% entre 2023 e 2025, um avanço expressivo quando comparado ao índice de 88% registrado em 2022. Nesse período, a companhia elevou em 3% a produção média de derivados e ampliou em mais de 20% a capacidade de produção de diesel S-10, com um acréscimo de 138 mil barris por dia (kbpd). O resultado reflete ganhos em eficiência operacional, otimização dos ativos e investimentos na modernização do parque de refino, fortalecendo a oferta de derivados de alta qualidade e com menor impacto ambiental.

A ampliação da oferta de diesel S-10 foi viabilizada por meio de projetos nas refinarias Reduc, Replan, Revap e Rnest. O aumento da produção reduz a dependência de importações e contribui para a melhoria da qualidade do ar, devido ao menor teor de enxofre do combustível.

“Os projetos implementados nos últimos anos aumentaram de forma consistente a capacidade e a flexibilidade operacional do nosso parque de refino. As ampliações em unidades de nossas refinarias são resultado de ganhos de eficiência, modernização de processos e engenharia aplicada, sempre com foco em segurança e confiabilidade operacional”, afirma William França, diretor de Processos Industriais da Petrobras. 

Recordes na produção

Os ganhos de eficiência também se refletiram em recordes sucessivos na produção de derivados. Entre 2023 e 2025, a produção média de diesel cresceu 3,1% e a de gasolina 9,3%, alcançando médias históricas de 419 mil barris por dia de gasolina e 452 mil barris por dia de diesel S-10, além de resultados recordes em diversas refinarias do sistema.

Os projetos implementados, no período, elevaram em cerca de 48 kbpd a capacidade de processamento de petróleo, com destaque para a Rnest (+42 kbpd) e a RPBC (+6 kbpd). Para 2026, estão previstas novas ampliações na Replan e na Revap, que devem acrescentar mais 44 kbpd, além do avanço do projeto do Trem 2 da Rnest, que permitirá ampliar a capacidade em até 130 kbpd. 

Biorefino

Outro pilar da estratégia é o avanço do biorefino. As refinarias já estão adaptadas para a produção de diesel R, com capacidade atual de cerca de 74 mil m³ por mês. Cabe destacar que a Petrobras já comercializa o diesel R5, amplamente utilizado pelas empresas de transporte coletivo de Araucária, no Paraná. Já foram efetuados testes com aumento do conteúdo renovável no diesel, produzindo o diesel R10, combustível utilizado para abastecer toda a frota de ônibus e geradores de energia, durante a COP30, realizada no Brasil em 2025.

Em relação ao SAF (combustível sustentável de aviação), as refinarias também já foram adequadas via rota de coprocessamento, permitindo que, a partir de 2027, as companhias aéreas que operam no Brasil possam utilizar esse derivado, conforme determina a Lei do Combustível do Futuro e a fase mandatória do Corsia, programa da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) voltado à redução e compensação das emissões de CO₂ em voos internacionais.

A companhia conduz ainda o processo licitatório para a implantação da primeira planta dedicada à produção de combustíveis 100% renováveis na Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC), com capacidade de 15 kbpd.

Além disso, até o fim do primeiro trimestre deste ano, a Petrobras passará a operar, de forma inédita, na RPR (Refinaria Riograndense), a primeira unidade do país com 100% de carga renovável. Ainda em 2026, a companhia também dará início às obras de uma planta de dedicada à produção de renováveis nessa mesma refinaria, com capacidade de 15 kbpd. 

Mais gás natural

A Petrobras também ampliou a oferta de gás natural, com aumento da capacidade de processamento de cerca de 21 milhões de metros cúbicos por dia (milhões m³/d), a partir da entrada em operação das novas infraestruturas do Rota 3 e da Unidade de Tratamento do Complexo Energias Boaventura, reforçando o atendimento ao mercado industrial e termelétrico.

No campo da geração renovável, a companhia já opera a primeira usina fotovoltaica no refino, instalada na Regap, com 10 MW de capacidade. Até o final do ano, novas usinas entrarão em operação na Rnest e Replan, elevando a capacidade total para 42 MW e contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Com esse conjunto de resultados, a Petrobras reforça seu compromisso com a segurança energética do país, a eficiência de seus ativos e o avanço da transição para uma matriz energética mais diversificada, limpa e sustentável.

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