As margens de geração elétrica da italiana Enel foram reduzidas por conta da forte e inesperada expansão em energia renovável, segundo disse nesta segunda-feira (30) o presidente do conselho de administração, Paolo Colombo. Em reunião de acionistas para aprovar os resultados de 2011, o executivo culpou também a demanda estagnada por essa queda.
Além dele, o presidente-executivo da companhia, Fulvio Conti, disse acreditar que o recuo na utilização da energia gerada é “estrutural”. Ele não vê o nível de procura retornando ao observado no pré-crise antes de 2014.
A diretoria ainda afirmou não excluir um possível corte no plano de investimentos para este ano, caso o clima de negócios na Espanha piore ainda mais. As metas de 2012, no entanto, foram mantidas.
Durante o encontro, Colombo também garantiu que as emissões de dióxido de carbono foram cortadas em 34% nos últimos 21 anos, mas também que a Enel se compromete a reduzir ainda mais esse poluente.