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ABB vai montar centro de reparos de turbinas no Norte

<P>O potencial energético e de navegação da região Norte do Brasil despertou o interesse da multinacional suíça ABB. Com a crescente instalação de usinas termelétricas e a movimentação cada vez maior de embarcações por lá, a ABB percebeu que não vai demorar muito para que a manutenç?...

Valor Econômico
27/02/2008 21:00
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O potencial energético e de navegação da região Norte do Brasil despertou o interesse da multinacional suíça ABB. Com a crescente instalação de usinas termelétricas e a movimentação cada vez maior de embarcações por lá, a ABB percebeu que não vai demorar muito para que a manutenção dessas turbinas se torne algo imprescindível na região.

Portanto, a multinacional não perdeu tempo e investiu US$ 1,5 milhão para colocar de pé um centro de reparos de turbinas em Manaus (AM). Hoje, a ABB mantém duas outras oficinas no país, instaladas em áreas estratégicas como Santos (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

A nossa fábrica de turboalimentadores está na Suíça, mas temos mais de 100 oficinas espalhadas pelo mundo, o que inclui essas três unidades brasileiras, afirma Rubens Escobar, gerente-geral do negócio de turboalimentadores para Brasil e América do Sul, ao Valor. Cada centro de reparação leva pelo menos oito meses para ser construído.

Escobar conta também que já há estudos na companhia para implementar mais uma oficina no país. E a julgar pela necessidade termelétrica no país, a região Nordeste surge como forte candidata natural, apesar de o Sul do país também estar sendo observado.

Com a atual estrutura, o executivo explica que aguarda um crescimento perto de 30% entre este ano e 2007 na receita do negócio no Brasil. E calcula que 60% das vendas estarão atreladas aos reparos em navios, 30% para as termelétricas e o restante disperso entre outras atividades. A ABB não revela números locais e mesmo globais sobre turboalimentadores.

O grande trunfo dos turboalimentadores é a sua capacidade em reduzir em 10% o custo do investimento necessário para a instalação dos motores em um projeto. Além disso, o equipamento é capaz de diminuir a demanda por combustível e a emissão de poluentes, afirma Escobar.

O negócio de turboalimentadores é de responsabilidade da divisão de Automação de Processos da ABB. No ano passado, por exemplo, enquanto a multinacional registrou um faturamento global de US$ 29,18 bilhões, essa divisão obteve uma receita mundial de US$ 1,9 bilhão. Em 2006, a operação teve vendas de US$ 1,6 bilhão.

Os pedidos das indústrias de óleo, gás, mineradoras e navegação contribuíram para o aumento da receita. Houve também alto incremento em turboalimentadores, fruto de boa demanda no Canada, Chile e Brasil, diz o grupo.

Fonte: Valor Econômico

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