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Produção de cana-de-açúcar vai bater o recorde em Minas Gerais

Jornal do Comércio (MG), 02/05/2023
02/05/2023 08:20
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Minas Gerais vai colher uma safra recorde de cana-de-açúcar. De acordo com os dados da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), serão, pelo menos, 72,5 milhões de toneladas na safra 2023/24, volume que supera em 6% às 68,1 milhões de toneladas esmagadas no período anterior. O maior volume já processado no Estado foi em 2020/21, quando foram esmagadas 70,8 milhões de toneladas de cana.

Os dados foram divulgados durante o evento "Abertura da Safra Mineira da Cana de Açúcar", que aconteceu em Uberaba, no Triângulo Mineiro. O evento foi promovido pela Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA) e pela Siamig.

"Neste ano, Minas Gerais vai colher a maior safra canavieira da história. Serão 72,5 milhões de toneladas de cana que vamos processar. Dependendo do clima e do aproveitamento de tempo, quem sabe, poderemos moer até mais", disse o presidente da Siamig, Mário Campos.

Além do recorde no volume de cana, também é esperada maior produção de açúcar e etanol.

"Quanto ao açúcar, provavelmente, chegaremos bem perto do recorde de produção do adoçante em Minas, cerca de 4,7 milhões a 4,8 milhões de toneladas. Nesta safra, voltaremos a produzir acima de 3 bilhões de litros de etanol, produção considerável para o Estado", detalhou Campos.

Em Minas, o setor sucroenergético é uma das mais importantes cadeias produtivas do agronegócio. No Estado, são 36 usinas em produção, 108 municípios produtores de cana-de-açúcar e cerca de 167 mil empregos diretos e indiretos gerados.

Etanol
Conforme os dados da Siamig, a produção de etanol será ampliada em 2023/24. A previsão é fabricar 3,06 bilhões de litros, superando em 4% os 2,89 bilhões de litros produzidos na safra 2022/23.

Neste ano, o maior volume será de etanol hidratado. A estimativa é ampliar em 14% a produção, e chegar a 1,8 bilhão de litros do biocombustível, que é o principal concorrente da gasolina.

Já para o etanol anidro, que é adicionado à gasolina, a previsão da Siamig é de uma queda de 4% e fabricação de 1,25 bilhão de litros.

O presidente da Siamig ressaltou que a aprovação da reforma tributária é importante para o setor e pode estimular o consumo do etanol em todo o País. Segundo ele, hoje, o consumo está concentrado nas regiões produtoras.

"A reforma tem potencial de impacto dentro do setor fantástico. Temos, hoje, o etanol sendo produzido em vários locais no Brasil, mas o consumo do etanol hidratado está muito concentrado nos estados produtores. Com a reforma tributária, poderemos nacionalizar o consumo de etanol hidratado, atingindo os quatro cantos do País e dando suporte a essa grande revolução que estamos tendo na mobilidade sustentável", analisou.

Durante a abertura da Safra de Cana, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também defendeu que o futuro da mobilidade sustentável de baixo carbono passa pela valorização dos biocombustíveis e pela coordenação de políticas públicas que valorizem o patrimônio tecnológico que o País possui na produção e uso de bioenergia.

"O MME irá desenvolver ações que permitam ao Brasil ser protagonista no crescimento de uma economia verde, baseada em energias limpas, em compromisso do nosso governo de trabalhar pela reindustrialização do País", afirmou.

Açúcar
Com o aumento da safra de cana e preços remuneradores no mercado, a produção de açúcar, em Minas Gerais, tende a crescer 3% e encerrar a safra 2023/24 com a fabricação de 4,73 milhões de toneladas do adoçante. Na safra passada, Minas Gerais produziu 4,59 milhões de toneladas.

De acordo com o presidente da Siamig, Mário Campos, Minas Gerais é o segundo maior produtor e exportador de açúcar do Brasil. Cerca de 70% da produção mineira é exportada, enquanto 30% permanecem no mercado interno.

"O açúcar está passando por um ótimo momento no mercado internacional. Os preços estão bem remuneratórios, em razão dos problemas de produção com os nossos concorrentes. Este produto, em 2023, tem puxado o preço e as empresas receberão um bom retorno tanto no mercado externo quanto interno", explicou Campos.

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