Internacional

Porto de Odesa está fora de operação após ataque russo contra instalações de energia, diz ministro

Reuters, 12/12/2022
12/12/2022 06:36
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O porto ucraniano de Odesa não estava operando neste domingo, após o último ataque russo ao sistema de energia da região, afirmou o ministro da Agricultura, Mykola Solsky, mas acrescentou que comerciantes de grãos não devem suspender suas exportações.

Os outros dois portos - Chornomorsk e Pivdennyi - autorizados a exportar grãos da Ucrânia sob um acordo entre Rússia e Ucrânia estavam operando parcialmente, disse ele.

"O porto de Chornomorsk agora está operando em cerca de 80% da capacidade", disse Solsky à Reuters em uma conversa por telefone.

Mais de 1,5 milhão de pessoas na região sul de Odesa ficou sem energia após ataques russos com drones atingirem duas instalações, afirmou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, em um discurso por vídeo no fim do sábado.

Solsky disse que o porto de Odesa não estava operacional no momento porque os geradores de energia ainda não haviam sido ligados. Comerciantes de grãos continuaram a enviar seus produtos pelos outros dois portos, disse.

"Há problemas, mas nenhum dos comerciantes está falando sobre suspender envios. Os portos usam fontes alternativas de energia", afirmou Solsky.

Desde outubro, Moscou está visando a infraestrutura de energia da Ucrânia com grandes ondas de mísseis e ataques com drones.

As autoridades regionais de Odesa afirmaram que a eletricidade para a população da cidade será restaurada "nos próximos dias", e que a completa restauração das redes pode levar entre dois e três meses.

"É difícil prever a situação porque estamos lidando com um inimigo que não tem princípios", afirmou Oleksiy Vostrikov, chefe da autoridade portuária do Estado da Ucrânia, segundo o Ministério da Infraestrutura ucraniano.

"Sobre exportações, a Rússia já as desacelerou ao criar problemas com inspeções em Bosporus, e a falta de fornecimento de energia certamente as atrasarão ainda mais", disse Vostrikov.

A Ucrânia está entre os maiores produtores e exportadores de milho e trigo, mas suas exportações caíram significativamente devido à invasão russa.

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