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YPF faz primeira reunião depois de ser expropriada por Cristina Kirchner

Um mês e meio depois da nacionalização pelo governo da Argentina da empresa petrolífera YPF, antes admistrada por espanhóis, o Conselho e o Comitê de Fiscalização da companhia faz hoje (4) sua primeira reunião. No dia 9, serão definidos os nomes dos novos diretores da empresa. A reunião d

Agência Brasil
04/06/2012 15:29
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Um mês e meio depois da nacionalização pelo governo da Argentina da empresa petrolífera YPF, antes admistrada por espanhóis, o Conselho e o Comitê de Fiscalização da companhia faz hoje (4) sua primeira reunião. No dia 9, serão definidos os nomes dos novos diretores da empresa. A reunião desta segunda-feira será conduzida pelo chefe da Comissão Nacional de Valores (CNV), Alejandro Vanoli.
 
 
O novo presidente da YPF, Miguel Galuccio, foi nomeado em maio pela presidenta Cristina Kirchner. Mas a composição completa da diretoria ainda está em formação. Para Cristina Kirchner, Galuccio é um exemplo de profissional, formado na Argentina, atuou no exterior e depois retornou ao país.
 

De acordo com informações de funcionários envolvidos nas discussões, o objetivo da reunião é definir sobre a permanência de alguns diretores e as possibilidades de exclusão. Vanoli está no comando do órgão no que se refere ao controle do mercado de capitais e para conduzir a primeira reunião ordinária da empresa.

Em abril, a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou a nacionalização da YPF. Pela decisão dela, 51% das ações ficarão sob responsabilidade estatal. Antes, a empresa era comandada pela espanhola Repsol. A iniciativa gerou protestos na União Europeia, mas atualmente os empresários espanhóis e as autoridades argentinas buscam um acordo.
 
 
No dia 1º, o ministro do Planejamento, Julio de Vido, e o vice-ministro da Economia, Axel Kicillof, apresentaram um documento intitulado Relatório Mosconi, no qual informam que há elementos para suspeitar que a Repsol, antiga administradora da YPF, não investia de forma adequada.
 
 
"É um relatório público que mostra claramente a manobra da Repsol, uma empresa transnacional, que comprou a YPF para  vender títulos do governo”, disse o vice-ministro da Economia.
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