Empresas

Vale define nova estratégia para transporte de minério

O plano alternativo da empresa para os megacargueiros enviarem minério para China já saiu do papel e envolveu a construção de dois centros de distribuição de minério na Ásia e no Oriente Médio, além de adaptação do p

Valor Econômico
21/12/2011 10:44
Visualizações: 247
Nos próximos dois anos, o mercado asiático, com destaque para a China, vai responder por cerca de 80% do total de vendas de minério de ferro da Vale no mercado global. De pouco mais de 300 milhões de toneladas que a companhia coloca no mercado transoceânico, 250 milhões irão para a Ásia, prevê José Carlos Martins, diretor executivo de operações integradas. "A Ásia se tornará cada vez mais o principal mercado da Vale".

Para garantir competitividade com os australianos nesse mercado geograficamente distante é preciso ter uma logística eficiente de transporte, defendeu o executivo. "A Vale não pretende abandonar a estratégia de transporte marítimo de minério de ferro por frota própria, pois tem de garantir competitividade ao produto", afirmou. Segundo ele, a nova gestão manteve a estratégia de embarcar minério de ferro "sob suas ordens". A mudança, conforme destacou, será na alocação de capital. "A Vale vai priorizar a contratação de embarcações no longo prazo contra a aquisição de supergraneleiros".

Martins admitiu que a empresa poderá vender parte de seus cargueiros Valemax, de um total de 19 encomendados em 2008 ao custo de US$ 2,1 bilhões. "A gente prefere vender e não ter este capital imobilizado. Operamos nessa premissa. Se aparecer alguém com frete competitivo e disposto a comprar nós fazemos acordo com ele".

O executivo não respondeu, porém, a pergunta sobre a venda recente de quatro navios Valemax de 400 mil toneladas. A venda é vinculada a assinatura de um contrato de longo prazo com o comprador, conforme publicou ontem (20) o jornal "Valor". O executivo se negou a comentar também a possibilidade da empresa se desfazer, em 2012, dos outros 15 meganavios. "Esta não é uma informação oficial da companhia", limitou-se a dizer.

Segundo informou, a Vale tem frota de longo curso de 80 navios, dos quais quatro são Valemax e 35 são próprios, incluindo navios menores do tipo Capesize e Panamax. A ela serão incorporadas mais 15 Valemax comprados a estaleiros chineses e coreanos e mais 16 contratados no longo prazo também na Ásia. "Os 16 navios contratados têm contratos de transportar o minério da Vale por 25 anos. Não vamos ficar contratando frete no spot".

Hoje o valor do frete Brasil-China baixou e está na casa dos US$ 30 a tonelada, contra US$ 10 a US$ 12 a tonelada do frete pago pelo minério australiano. Martins garante que a estratégia da Vale no transporte marítimo tem dado certo. A empresa, na média, paga frete de US$ 25 pela viagem de seu minério à China, contra US$ 30 no mercado spot.

A intenção de vender os navios não foi influenciada pela restrição de aportar navios de 400 mil toneladas nos portos chineses. A companhia tem plano B para garantir a entrada do minério transportado pelos Valemax na China. O diretor atribuiu a negativa dos portos chineses em receber os supercargueiros a "problemas técnicos", como a falta de capacidade dos portos de receber navios de 400 mil toneladas. O plano alternativo da Vale para os megacargueiros enviarem minério para China já saiu do papel e envolveu a construção de dois centros de distribuição de minério na Ásia e no Oriente Médio e adaptação do porto de Tubarão, em Vitória. Em 2011 o centro de distribuição de Omã entrou em operação e em 2014, o centro de distribuição de minério de ferro na Malásia será inaugurado. Os centros de distribuição recebem os supercargueiros e passam o minério para navios menores.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Margem Equatorial
Aprovada a indicação de 86 blocos na Margem Equatorial p...
27/06/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente: ANP divulga empresas aptas a particip...
26/06/26
Energia Elétrica
Demanda por energia elétrica cai quase 11% nos jogos do ...
26/06/26
FPSO
MODEC e Eld Energy assinam Memorando de Entendimento par...
26/06/26
Biometano
Com apoio da ABiogás e da SEMIL, USP inaugura usina de e...
26/06/26
Rio de Janeiro
PIB do estado do Rio cresce 4,2%, puxado pelo desempenho...
26/06/26
Gás Natural
Naturgy investe R$ 4,7 milhões em infraestrutura de gás ...
26/06/26
GNL
Gás natural: aprovada resolução sobre acesso aos termina...
26/06/26
Fertilizantes
Petrobras assina contratos para retomada das obras da UF...
26/06/26
Acordo
Acelen Renováveis e Trafigura assinam acordo estratégico...
26/06/26
Energy Summit
Energy Summit 2026: arena Diálogos da Transição debate p...
26/06/26
Biometano
CGOB: ANP inicia participação social sobre Informe Técnico
26/06/26
Petrobras
Lubnor, referência em asfaltos e produtos especiais come...
25/06/26
Combustíveis
Painel dinâmico da ANP mostra dados de comercialização d...
25/06/26
Combustíveis
Aumento da mistura de etanol na gasolina fortalece produ...
25/06/26
Energy Summit
Lemon Energia recebe Ouro em Sustentabilidade no Energy ...
25/06/26
Pré-Sal
Campo de Búzios supera próprio recorde e produz 1 milhão...
25/06/26
Energy Summit
ABDI destaca redução no tempo de contratação em compras ...
24/06/26
Energy Summit
Binatural conquista Energy Summit Awards e reforça prota...
24/06/26
Energy Summit
Tauil & Chequer | Mayer Brown reúne representantes da AN...
23/06/26
Internacional
Petrobras e Pemex firmam parceria para cooperação em E&P
23/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.