Negócios

Vale busca comprador para negócios na Argentina

Valor de obras adicionais duplicaram.

Agência Brasil
10/04/2013 09:59
Visualizações: 883

 

O representante legal da Vale na Argentina, Adolfo Duragnona, disse na terça-feira (9) que a mineradora brasileira “está buscando um comprador” para seus negócios no país e “pretende vender todos os ativos e manter-se em conformidade com o Código de Mineração [do país]”. As dívidas que a Vale tem com os  prestadoras de serviços “estão sendo canceladas normalmente”. As declarações foram dadas durante audiência no Senado para debater a saída da empresa de um projeto de exploração de potássio na Argentina.
A Vale mantinha o Projeto Rio Colorado para produção de potássio, na província de Mendoza, orçado inicialmente em aproximadamente US$ 6 bilhões. O potássio é usado na fabricação de fertilizantes. No dia 11 de março, a mineradora brasileira anunciou a suspensão do projeto, que empregou cerca de 6 mil trabalhadores em cinco províncias, segundo dados do governo argentino, sendo que 400 contratados diretamente pela Vale e os demais por empresas terceirizadas.
Duragnona explicou que a mineradora deixa a Argentina porque os investimentos em “obras adicionais” que as províncias exigiam “duplicaram de US$ 6 bilhões para US$ 12 bilhões”. Ele assegurou que a companhia “cumprirá a lei e que pagará as indenizações correspondentes”, embora apenas para os 400 trabalhadores vinculados diretamente à Vale.
Em meio ao debate, o ministro do Trabalho, Carlos Tomada, anunciou que o governo estenderá em 30 dias o prazo de conciliação obrigatória, que venceria originalmente no próximo dia 18, para os 3 mil trabalhadores afetados pela decisão da Vale. “O ministério tem instruções da presidenta [Cristina Kirchner] para pôr em marcha um procedimento preventivo de crise”, disse Tomada, ao falar perante a Comissão de Mineração do Senado.
Durante a audiência, além de Tomada, falaram o secretário de Mineração, Jorge Mayoral, o governador de Mendoza, Francisco Pérez, e representantes de empresas prestadoras de serviços. Pérez detalhou as últimas ações da Vale e disse que elas “não foram claras” e que “foi surpreendente” a decisão da empresa de abandonar o projeto.
O secretário de Mineração, Jorge Mayoral, acusou a Vale de encobrir suas obrigações e de fornecer dados "errôneos" e considerou que o principal motivo da empresa para decidir se retirar da Argentina é "um problema com a economia global", e não de aumento de custo local. “Temos um problema aqui da Vale cumprir com a legislação argentina”, disse  Mayoral.
Mayoral disse que a Vale “perdeu muito dinheiro com seu principal produto, que é o ferro, nos últimos meses e está tratando de reestruturar negócios em todo o mundo. Ao mesmo tempo, a companhia está vendo como se desfazer de investimentos na Argentina. A Vale deixou a Noruega, a França, a Colômbia e o Canadá e também de quatro estados brasileiros”, acrescentou.

O representante legal da Vale na Argentina, Adolfo Duragnona, disse na terça-feira (9) que a mineradora brasileira “está buscando um comprador” para seus negócios no país e “pretende vender todos os ativos e manter-se em conformidade com o Código de Mineração [do país]”. As dívidas que a Vale tem com os  prestadoras de serviços “estão sendo canceladas normalmente”. As declarações foram dadas durante audiência no Senado para debater a saída da empresa de um projeto de exploração de potássio na Argentina.


A Vale mantinha o Projeto Rio Colorado para produção de potássio, na província de Mendoza, orçado inicialmente em aproximadamente US$ 6 bilhões. O potássio é usado na fabricação de fertilizantes. No dia 11 de março, a mineradora brasileira anunciou a suspensão do projeto, que empregou cerca de 6 mil trabalhadores em cinco províncias, segundo dados do governo argentino, sendo que 400 contratados diretamente pela Vale e os demais por empresas terceirizadas.


Duragnona explicou que a mineradora deixa a Argentina porque os investimentos em “obras adicionais” que as províncias exigiam “duplicaram de US$ 6 bilhões para US$ 12 bilhões”. Ele assegurou que a companhia “cumprirá a lei e que pagará as indenizações correspondentes”, embora apenas para os 400 trabalhadores vinculados diretamente à Vale.


Em meio ao debate, o ministro do Trabalho, Carlos Tomada, anunciou que o governo estenderá em 30 dias o prazo de conciliação obrigatória, que venceria originalmente no próximo dia 18, para os 3 mil trabalhadores afetados pela decisão da Vale. “O ministério tem instruções da presidenta [Cristina Kirchner] para pôr em marcha um procedimento preventivo de crise”, disse Tomada, ao falar perante a Comissão de Mineração do Senado.


Durante a audiência, além de Tomada, falaram o secretário de Mineração, Jorge Mayoral, o governador de Mendoza, Francisco Pérez, e representantes de empresas prestadoras de serviços. Pérez detalhou as últimas ações da Vale e disse que elas “não foram claras” e que “foi surpreendente” a decisão da empresa de abandonar o projeto.


O secretário de Mineração, Jorge Mayoral, acusou a Vale de encobrir suas obrigações e de fornecer dados "errôneos" e considerou que o principal motivo da empresa para decidir se retirar da Argentina é "um problema com a economia global", e não de aumento de custo local. “Temos um problema aqui da Vale cumprir com a legislação argentina”, disse  Mayoral.


Mayoral disse que a Vale “perdeu muito dinheiro com seu principal produto, que é o ferro, nos últimos meses e está tratando de reestruturar negócios em todo o mundo. Ao mesmo tempo, a companhia está vendo como se desfazer de investimentos na Argentina. A Vale deixou a Noruega, a França, a Colômbia e o Canadá e também de quatro estados brasileiros”, acrescentou.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Combustíveis
ANP participa da "Operação Fluxo Oculto" para combater d...
28/05/26
Investimentos
Retomada dos investimentos da Petrobras no Amazonas
27/05/26
BOGE 2026
BRAVA Energia marca presença no Bahia Oil & Gas Energy 2...
27/05/26
IBP
Brasil pode ampliar protagonismo como fornecedor global ...
27/05/26
Etanol de milho
Etanol de milho avança no país e muda a dinâmica de merc...
27/05/26
Parceria
Grupo Bravante anuncia associação à Abeemar e reforça co...
27/05/26
Firjan
No Dia da Indústria 2026, Firjan anuncia medidas para im...
27/05/26
Negócio
Vallourec conquista importantes contratos de line pipe c...
25/05/26
Bahia
Desenvolvimento Econômico impulsiona industrialização e ...
25/05/26
BOGE 2026
John Crane lança Performance Plus™ para otimizar manuten...
25/05/26
BOGE 2026
Começa nesta quarta (27) o maior evento de petróleo e gá...
25/05/26
BOGE 2026
Com produção em alta, independentes lideram debates na B...
25/05/26
Combustível
Etanol fecha a semana em recuperação moderada, mas merca...
25/05/26
ANP
Workshop debate dinamização da exploração de petróleo e ...
22/05/26
BOGE 2026
ANP participa do Bahia Oil & Gas Energy 2026, em Salvador
22/05/26
Etanol
Com aumento na oferta, preço do etanol acelera queda e a...
22/05/26
Negócio
NUCLEP celebra 46 anos com a assinatura de novo contrato...
22/05/26
Energia Elétrica
ANEEL homologa leilões de reserva de capacidade na forma...
22/05/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente: ANP abre 6º ciclo para concessão e 4º...
22/05/26
Saúde, Segurança e Meio Ambiente
IBP debate impactos da revisão da NR-1 sobre saúde menta...
21/05/26
Energia elétrica
TAESA anuncia a aquisição de cinco concessões de transmi...
21/05/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25