Brasil

Térmicas ficarão perto de áreas com gás natural

Modelo já existe na Bacia do Parnaíba.

Valor Econômico
27/08/2013 09:53
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Térmicas ficarão perto de áreas com gás natural
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Por Marta Nogueira | Do Rio
Ruy Baron/Valor / Ruy Baron/ValorAltino Ventura, do Ministério de Minas e Energia: modelo já existe na Bacia do Parnaíba, na produção de gás e geração de energia de empresas do grupo EBX
O governo prevê a construção de usinas térmicas a gás próximas às possíveis descobertas das áreas que serão licitadas na 12ª rodada de licitação de blocos exploratórios de petróleo, com foco em gás natural.
O caminho será diferente do trilhado pelos Estados Unidos, por exemplo, país com ampla malha de distribuição de gás. Aqui, na ausência de gasodutos, será estimulada a produção de energia de base em térmicas perto dos poços de gás natural.
A informação é de Altino Ventura, secretário de Desenvolvimento Econômico e Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME). Ele disse que o modelo já existe no país na Bacia do Parnaíba, na produção de gás e geração de energia de empresas do grupo EBX.
"No Brasil temos uma malha de transmissão [de energia] que cobre praticamente todo o país e essa malha vai escoar a energia do gás em terra através da implantação de usinas térmicas a gás natural, na boca do poço, com custo do gás competitivo, sem a necessidade de gasodutos", afirmou o secretário ontem, durante o 11ª Brazil Energy and Power, realizado pela Câmara Americana de Comércio do Rio (Amcham Rio).
O modelo causa preocupação, já que outros segmentos da sociedade também querem se beneficiar da produção do gás natural, como é o caso da indústria. Magda Chambriard, diretora-geral da ANP, frisou que o modelo de construção de usinas não irá se sobrepor ao de construção de gasodutos. "A oportunidade de gerar energia elétrica se soma à oportunidade de produzir através do gasoduto para entregar gás no mercado", afirmou.
Um preço considerado competitivo por Ventura ficaria entre US$ 4 e US$ 6 por milhão de BTU. "Uma térmica com esse tipo de combustível opera permanentemente, porque o combustível é de baixo custo e torna-se competitiva", afirmou.
A 12ª rodada está marcada para o fim de novembro. Depois de realizada, as empresas farão os investimentos em exploração para buscar o gás. A produção das possíveis descobertas deverão começar em cinco anos. Dessa forma, segundo Ventura, a construção das usinas térmicas a gás "na boca do poço" acontece ao longo da próxima década.
Magda, por sua vez, afirmou que a agência reguladora está recomendando que o licenciamento ambiental para a exploração de gás não convencional no Brasil seja feito pelo Ibama, apesar de a legislação atual prever que a decisão cabe aos órgãos ambientais estaduais. A exploração do gás não convencional necessita de técnicas "mais sofisticadas", nas palavras de Magda, porque o gás não está contido em um reservatório, com mais facilidade de acesso.
A razão, disse Magda, é que alguns Estados estão se iniciando na indústria do petróleo apenas agora, como o Mato Grosso, enquanto outros já têm técnicas para o licenciamento muito avançadas, como é o caso da Bahia. "Nós vamos ter que definir requisitos para que esse licenciamento aconteça", afirmou Magda, durante o evento na Amcham.
Segundo a diretora da ANP, ainda há muito gás convencional para ser explorado no país, antes que o gás não convencional comece a ganhar importância, como nos Estados Unidos.

O governo prevê a construção de usinas térmicas a gás próximas às possíveis descobertas das áreas que serão licitadas na 12ª rodada de licitação de blocos exploratórios de petróleo, com foco em gás natural.


O caminho será diferente do trilhado pelos Estados Unidos, por exemplo, país com ampla malha de distribuição de gás. Aqui, na ausência de gasodutos, será estimulada a produção de energia de base em térmicas perto dos poços de gás natural.


A informação é de Altino Ventura, secretário de Desenvolvimento Econômico e Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME). Ele disse que o modelo já existe no país na Bacia do Parnaíba, na produção de gás e geração de energia de empresas do grupo EBX.


"No Brasil temos uma malha de transmissão [de energia] que cobre praticamente todo o país e essa malha vai escoar a energia do gás em terra através da implantação de usinas térmicas a gás natural, na boca do poço, com custo do gás competitivo, sem a necessidade de gasodutos", afirmou o secretário ontem, durante o 11ª Brazil Energy and Power, realizado pela Câmara Americana de Comércio do Rio (Amcham Rio).


O modelo causa preocupação, já que outros segmentos da sociedade também querem se beneficiar da produção do gás natural, como é o caso da indústria. Magda Chambriard, diretora-geral da ANP, frisou que o modelo de construção de usinas não irá se sobrepor ao de construção de gasodutos. "A oportunidade de gerar energia elétrica se soma à oportunidade de produzir através do gasoduto para entregar gás no mercado", afirmou.


Um preço considerado competitivo por Ventura ficaria entre US$ 4 e US$ 6 por milhão de BTU. "Uma térmica com esse tipo de combustível opera permanentemente, porque o combustível é de baixo custo e torna-se competitiva", afirmou.


A 12ª rodada está marcada para o fim de novembro. Depois de realizada, as empresas farão os investimentos em exploração para buscar o gás. A produção das possíveis descobertas deverão começar em cinco anos. Dessa forma, segundo Ventura, a construção das usinas térmicas a gás "na boca do poço" acontece ao longo da próxima década.


Magda, por sua vez, afirmou que a agência reguladora está recomendando que o licenciamento ambiental para a exploração de gás não convencional no Brasil seja feito pelo Ibama, apesar de a legislação atual prever que a decisão cabe aos órgãos ambientais estaduais. A exploração do gás não convencional necessita de técnicas "mais sofisticadas", nas palavras de Magda, porque o gás não está contido em um reservatório, com mais facilidade de acesso.


A razão, disse Magda, é que alguns Estados estão se iniciando na indústria do petróleo apenas agora, como o Mato Grosso, enquanto outros já têm técnicas para o licenciamento muito avançadas, como é o caso da Bahia. "Nós vamos ter que definir requisitos para que esse licenciamento aconteça", afirmou Magda, durante o evento na Amcham.


Segundo a diretora da ANP, ainda há muito gás convencional para ser explorado no país, antes que o gás não convencional comece a ganhar importância, como nos Estados Unidos.

 

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