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Tereos Internacional anuncia plano de investimentos da Guarani de R$ 767 milhões

A Tereos Internacional anunciou um plano de investimentos para sua subsidiária Guarani, visando a expansão da capacidade de processamento de cana-de-açúcar e a cogeração de energia nos próximos 4 anos. O plano possui suporte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), at

Redação
04/04/2011 16:58
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A Tereos Internacional anunciou um plano de investimentos para sua subsidiária Guarani, visando a expansão da capacidade de processamento de cana-de-açúcar e a cogeração de energia nos próximos 4 anos. O plano possui suporte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), através de um financiamento de longo prazo, e também com a conclusão do processo de refinanciamento da Guarani, no valor de US$ 560 milhões.
 

Em linha com o acordo firmado entre a Tereos Internacional e a Petrobras Biocombustível em 30 de abril de 2010, relativo aos investimentos na Guarani, a Petrobras Biocombustível participou no financiamento destes investimentos, realizando uma injeção de capital no valor de R$ 195,4 milhões em 31 de março de 2011, aumentando assim sua participação no capital da Guarani de 26,5% para 31,4%, ficando a Tereos Internacional com a participação restante de 68,6% no capital da Guarani.


O plano de investimentos contempla o aumento de 3,5 milhões de toneladas na capacidade de processamento de cana-de-açúcar da Guarani, que passará de 21 milhões de toneladas para 24,5 milhões de toneladas, com um aumento na produção de aproximadamente 170.000 toneladas de açúcar e 195.000 m³ de etanol.
 

O plano também contempla uma expansão expressiva de 913 GWh na capacidade de cogeração de energia, que passará de 259 GWh para 1.172 GWh por ano. O plano inclui investimentos nas unidades industriais Cruz Alta, Tanabi, São José e Mandu e na Usina Vertente S.A. Aproximadamente metade do total a ser investido será direcionada ao aumento da capacidade operacional e a outra metade será destinada ao aumento da cogeração de energia.
 

Os Conselhos de Administração da Tereos Internacional e da Guarani aprovaram a primeira fase do plano de investimentos, contemplando um investimento inicial de R$ 465 milhões. A fase inicial do plano de investimentos consistirá em expandir a capacidade de processamento de cana-de-açúcar das unidades São José e Mandu em 1,2 milhão de toneladas, além da expansão da produção de energia de cogeração nas unidades São José, Mandu, Cruz Alta e Tanabi em um total de 651 GWh.
 
 
Nos leilões de Energia de Reserva e de Fontes Alternativas, ambos ocorridos em agosto de 2010, a Guarani vendeu o equivalente a 488 GWh em contratos de energia, com início em 2013. Além disso, em dezembro de 2010, a Guarani assinou contratos com a Neoenergia para a venda de 219 GWh/ano, em um período de fornecimento de 10 anos.
 

Para garantir suporte para o plano de investimentos, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um pacote financeiro de R$ 764 milhões para a Guarani. O financiamento do BNDES suportará não somente o plano de investimentos acima mencionado, como também proverá suporte adicional aos investimentos necessários para manter e ampliar as operações correntes da Guarani.
 
 
Alexis Duval, indicado como Diretor-Presidente da Tereos Internacional, declarou: “Este plano de investimentos é consistente com a estratégia da Tereos Internacional em desempenhar um papel de destaque no crescimento da indústria de processamento de cana-de-açúcar no Brasil, através de sua subsidiária Guarani. Este plano também aumentará consideravelmente nossas vendas de energia de cogeração para o sistema interligado nacional. A estrutura de financiamento implementada pela Guarani é consistente com nosso foco na redução do custo de capital e estamos muito satisfeitos em poder contar com o suporte financeiro de longo prazo do BNDES para sustentar nossa estratégia de crescimento.” 
 

O financiamento aprovado pelo BNDES tem vencimento médio de 11 anos, compreendendo um período de amortização de 9 anos e um período de carência de 2 anos.
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