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Tecon Imbituba começa a receber navios de mais de 300 metros

O Tecon Imbituda (SC), um dos três terminais de contêineres operados pela Santos Brasil, receberá ainda neste ano embarcações de maior capacidade. A nova dimensão de porta-contêineres escalando o cais integra os planos da companhia de aumentar

Valor Econômico
30/10/2012 12:50
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O Tecon Imbituda (SC), um dos três terminais de contêineres operados pela Santos Brasil, receberá ainda neste ano embarcações de maior capacidade. “Neste ano já começamos a receber navios com mais de 300 metros de extensão”, disse o diretor comercial e administrativo da Santos Brasil, Mauro Salgado.

A nova dimensão de porta-contêineres escalando o cais do Tecon Imbituba integra os planos da companhia de aumentar a movimentação especialmente de cargas refrigeradas, destaca Salgado. Ele afirma que já há um movimento de atração de contêineres “reefers” (refrigerados) do porto de Itajaí (SC) para Imbituba. Em setembro, o Tecon Imbituba passou a receber um serviço para o Norte da Europa, principal destino de mercadorias refrigeradas (como frutas e carnes) exportadas pelo Brasil.

O volume físico da Santos Brasil em seus três terminais de contêineres (os outros dois são o Tecon Vila do Conde e o Tecon Santos) avançou 13,7% no terceiro trimestre deste ano frente à mesma base de 2011, para 305.240 contêineres. Mas grande parte desse montante - mais de 90% - é movimentada pelo Tecon Santos, o maior do grupo, no porto de Santos.


Navios maiores

A expansão do Canal do Panamá está fazendo com que os armadores acelerem o deslocamento de navios que operavam naquela rota para o tráfego com a Costa Leste da América do Sul - liderados pelo Brasil. Nos próximos dois anos, as embarcações que serão empregadas em serviços com o Brasil serão bem maiores que as atuais, acima de 9 mil Teus (contêineres de 20 pés). Hoje, a capacidade máxima dos maiores navios de contêineres que frequentam a costa nacional é de aproximadamente 7,5 mil Teus.

“Os terminais [existentes nos portos do Brasil] terão de ser remodelados para receber esses navios”, afirma o presidente da Santos Brasil, Antonio Carlos Sepulveda. Ele destacou que as instalações da companhia já se prepararam para essa nova demanda, antevendo esse movimento por conta das obras de expansão do Canal do Panamá. Segundo o executivo, a substituição de embarcações está sendo muito rápida.


Novo terminal em Santos

A Santos Brasil não crê que a licitação da área da Prainha, no porto de Santos, saia até o próximo ano. O terreno, localizado estrategicamente às margens do porto, próximo ao Tecon Santos, é uma das últimas áreas disponíveis para licitação no porto organizado e alvo da cobiça de vários empreendedores.

Conforme o Valor apurou, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), concessionária da área, gravou Prainha no seu plano diretor - ainda não aprovado - para movimentação de carga geral, com prioridade para veículos. Originalmente, a Codesp estudava destinar a região para movimentação de contêineres, o que seria um grande filão para a Santos Brasil.

“Prainha tem duas grandes dificuldades: acesso terrestre e desocupação das famílias que ali vivem”, destacou Sepulveda. Ele respondia a um investidor sobre o interesse em participar da licitação da área, durante teleconferência para comentar os resultados da empresa no terceiro trimestre.

Já a licitação para construção e exploração de um terminal de contêineres em Suape (PE) está mais bem encaminhada. A Santos Brasil destacou uma equipe que se debruça sobre a minuta do edital de licitação, a ser lançado pelo governo até o início de 2013.  Pelo desenho, o terminal teria dois berços de atracação e 400 mil metros quadrados de pátio. “Não temos como prever o investimento”, disse o diretor comercial e administrativo da Santos Brasil, Mauro Salgado.
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