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Tecnologia a serviço dos portos brasileiros

Desde o dia 1º de setembro, quando o escaneamento dos contêineres de importação nos terminais alfandegados passou a ser obrigatório, ao menos uma irregularidade já foi detectada no Porto de Santos. O escaneamento já é uma tendência e a

Maxwell Rodrigues
26/09/2013 10:06
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Desde o dia 1º de setembro, quando o escaneamento dos contêineres de importação nos terminais alfandegados passou a ser obrigatório, ao menos uma irregularidade já foi detectada no Porto de Santos. Um contêiner declarado como vazio à Receita Federal foi descoberto, pelos equipamentos, com carga em seu interior.

Embora nem todos os terminais ainda possuam escâneres, o que os obriga a compartilhar equipamentos dos terminais próximos, e muitos ajustes com relação às despesas e investimentos estejam em discussão, é inegável que o uso da tecnologia contribuirá para a melhor operação e fiscalização dos serviços portuários brasileiros. O escaneamento já é uma tendência e a automação se faz cada vez mais presente nos portos do mundo inteiro.

O Brasil ainda está caminhando neste sentido e muito precisa ser feito em termos de infraestrutura para que os portos se tornem mais produtivos e competitivos internacionalmente. Ao mesmo tempo, os terminais brasileiros perceberam que a imposição legal corresponde à necessidade de se investir em melhor produtividade e a automação já se torna uma realidade no cenário nacional.

O primeiro passo para se automatizar um terminal, como parte dos investimentos previstos em lei, é a utilização da tecnologia que já está sendo implementada em grandes terminais brasileiros e que também merece destaque é o OCR (Optical Character Recognition – Reconhecimento Ótico de Caracteres, em livre tradução).

Com uma variedade de aplicações em sistemas de carga, transporte e logística de tráfego, automação e segurança, o OCR pode ser instalado nos gates de entrada dos terminais, por exemplo, permitindo a identificação do motorista e do veículo, do número do contêiner que ele estiver transportando e, em seguida, transmitir as informações que liberam o acesso dos veículos e cargas de acordo com o sistema de agendamento. Além disso, o sistema faz a inspeção eletrônica de avarias, oferecendo imagens e vídeos, garantindo a integridade da carga transportada. Estas informações são integradas ao sistema do terminal e transformam a movimentação da carga internamente mais segura além de mais ágil.

No gate out, todas as condições para se permitir a saída da carga também são pré-validadas, assim como o reconhecimento do motorista, caminhão e carga, inspeção do contêiner e pesagem automática.

Os principais terminais do Porto de Santos já contam com gates automatizados e novos players em todo o país deverão adotar este sistema, que contribui, inclusive, para acelerar a entrada dos caminhões nos terminais.

Mais uma vez reforço a redução de tempo e processos que a tecnologia possibilita, garantindo uma melhor produtividade, não só para as empresas que administram os terminais, mas também para fornecedores e compradores das cargas. Não podemos pensar em solucionar apenas o problema de acesso aos portos, que também deve ser uma preocupação, mas precisamos estar atentos às condições estruturais dos terminais para impulsionar o desenvolvimento da atividade portuária.

O investimento que se iniciou por obrigações legais, tem mostrado que há oportunidades para fazer mais com estas tecnologias. Se bem dimensionadas, os operadores logísticos irão aumentar a segurança, assertividade dos processos, acuracidade das informações, velocidade na transmissão de eventos e fatos que interessem aos seus clientes e principalmente redução de custos no médio prazo, à medida que a automação diminui gargalos operacionais. Os terminais que já contam com estas tecnologias estão vivendo na prática o que em outros países já é uma realidade e um modelo a ser seguido com eficácia comprovada.


*Maxwell Rodrigues - vice-presidente da HTS no Brasil. A HTS Hi-Tech Solutions é reconhecida mundialmente como líder em OCR (Optical Character Recognition) e em tecnologia para reconhecimento de caracteres.
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